quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Reinventar é preciso sempre



Todos sabemos que inovação é o que move o mundo, os negócios e as nossas escolhas. Não há como negar que vivemos um cenário que exige dia após dia maiores e melhores competências - técnicas e comportamentais. Aquilo que fazíamos muito bem há alguns anos, talvez não seja o suficiente para continuar competindo. O mesmo fenômeno acontece com a profissão de Secretariado, que há décadas vem se reinventando e se adaptando ao mundo contemporâneo. 

Lembro-me que quando criança - deveria ter uns 13 anos - minha mãe me matriculou no curso de datilografia. Naquela época, a capacidade de datilografar dezenas de toques por minuto era um diferencial para atuar no mercado de trabalho. Aprender a datilografar foi importante, pois logo que comecei a trabalhar utilizando computadores, anos depois, me destaquei na velocidade para redação de atas e documentos oficiais. modéstia à parte, me considero uma eximia digitadora. 

Perceba, entretanto, que a habilidade de datilografar precisou acompanhar a evolução e exigiu mudança de comportamento. Essa mudança exponencial está em curso e nós somos parte dela. Tudo, o tempo todo, está em movimento e se transformando e você vai percebendo que as novas perspectivas pedem um novo olhar, uma nova forma de pensar e atuar e sobretudo um novo entendimento sobre o nosso papel nesse complexo sistema. 

É muito provável que a grande causa para os desafios que se repetem em nossas vidas seja por continuarmos usando antigas “ferramentas” que não funcionam mais no modelo atual, parafraseando Buckminster Fuller "Você não muda as coisas lutando contra a realidade atual. Para mudar algo é preciso construir um novo modelo que tornará o modelo atual obsoleto”.

Por isso, é importante adaptar-se às novas realidades e aos novos formatos, do contrário você estará fadado ao fracasso, a exemplo de grandes players, como os descritos no artigo abaixo. Quem diria, por exemplo, que a Blockbuster iria quebrar? Perceba como a forma engessada e conservadora de pensar pode ser um "tiro no pé". 


7 empresas gigantes que faliram nos últimos anos:

Blockbuster

Esse é um dos casos mais famosos das últimas décadas. Quem não tem memórias de ir até uma “locadora” para alugar alguns filmes? Bom. Essa era já morreu e levou a maior franquia desse segmento junto com ela.


A Blockbuster era uma companhia gigante e com uma grande clientela fiel. E mesmo assim, morreu em pouquíssimos anos, quase de maneira surreal. As pessoas deixaram de alugar DVDs para assistir através de serviço de streaming em demanda, como Netflix e o Net Now. Para piorar: a companhia pode comprar a Netflix em 2000 e não comprou. Tudo bem, na época a Netflix era só um serviço de DELIVERY de DVD. A empresa faliu em 2013.
Kodak

Outra história famosíssima de marca super popular, reconhecida, praticamente sinônimo de seu setor e que faliu por falta de inovação. Na década de 1970, a Kodak chegou a ser dona de 80% da venda das câmeras e de 90% de filmes fotográficos. E na mesma década, ela mesmo inventou o que ia falir a empresa: a câmera digital.


Só que, prevendo que câmera digital iria prejudicar a venda de filmes, eles engavetaram a tecnologia. Duas décadas depois, as câmeras digitais apareceram com força e quebraram a Kodak. Ela até tentou sobreviver, lançou câmeras digitais, mas seu nome não era mais sinônimo de fotografia. Faliu em 2012 e acabou com uma marca famosíssima.
Yahoo!

Em 2005 o Yahoo! era o maior portal de internet do mundo e chegou a valer US$ 125 bilhões. Pouco mais de 10 anos depois, a companhia acaba de ser vendida por um preço modestíssimo para a Verizon, apenas por US$ 4,8 bilhões. Uma fração dos US$ 44,6 bilhões oferecidos pela Microsoft em 2008, quando a empresa já estava em crise.

O que deu errado? O posicionamento da companhia e a falta de inovação. Ela poderia ser o maior portal de pesquisa da internet, mas decidiram ser um portal de mídia. Foi por isso que não compraram o Google e não conseguiram comprar o Facebook. Aliás, a primeira oportunidade de comprar o Google foi por US$ 1 milhão, quando a atual empresa mais valiosa do mundo era só uma startup.
Xerox

Se as outras histórias são mais famosas, essa é a mais espetacular. Ela não faliu exatamente, mas vale muito menos do que duas décadas atrás, mesmo sendo uma das companhias que ajudaram a criar várias tecnologias que usamos atualmente – com um dos times mais inovadores de toda a história. E seu nome, que é sinônimo no Brasil de cópia, hoje é muito menos relevante.

O PARC (Palo Alto Research Center) da Xerox tinha objetivo de criar novas tecnologias inovadoras. E conseguiram: computadores, impressão à laser, Ethernet, peer-to-peer, desktop, interfaces gráficas, mouse e muito mais. Steve Jobs só criou a interface gráfica de seus computadores após uma visita ao centro da Xerox, no coração do Vale do Silício. E ele não foi o único a “copiar” uma tecnologia deles com o intuito de lucrar. Muitos outros o fizeram e ganharam bastante dinheiro com as tecnologias desenvolvidas pela Xerox.

Contudo, um player do mercado pouco aproveitou das tecnologias desenvolvidas pela companhia: a própria Xerox. Isso é uma prova de que não adianta ter um time de inovação dentro da sua empresa criando coisas sensacionais. Inovação também é gestão. Não adianta ter os melhores inovadores na companhia se seus gerentes não conseguem implementar essas inovações.
MySpace

A primeira grande rede social dos Estados Unidos, que teve o mesmo destino do Orkut. O MySpace começou a ganhar fôlego e tração baseada na ideia de que as pessoas queriam se conectar com outras ao redor do mundo, dividir fotos e outras mídias. Parecia bacana, mas a plataforma estagnou.

Pouco tempo depois, o Facebook surgiu do nada e tomou o espaço do MySpace facilmente, criando inúmeras novas funcionalidades. O Facebook se tornou muito popular em pouco tempo e roubou todo o espaço que o MySpace tinha. Foi vendido e depois sumiu.
Atari

Outra empresa do Vale do Silício que foi engolida pelos competidores por produzir produtos de qualidade questionáveis (alguém se lembra do jogo do ET?). Não bastou criar um mercado gigante de videogames praticamente sozinha, inovando com o Pong ou com o Atari 2600.

A companhia superaqueceu o mercado de videogames no início da década de 1980 e chegou a ter que enterrar milhares de fitas não vendidas e assumir o prejuízo. Quando o mercado se recuperou, outras empresas mais inovadoras haviam tomado a liderança, como a Nintendo. A Atari até tentou entrar novamente no mercado, mas nunca mais teve sucesso. Faliu, ressuscitou, faliu de novo e atual fase da empresa foi vendida em 2008 apenas para manter a valiosa marca viva.
Blackberry

Mais uma grande empresa que faliu recentemente e que você vai lembrar do que ocorreu. A real inventora do smartphone foi a RIM no começo dos anos 2000. A companhia chegou a ter mais de 50% do mercado de celulares nos Estados Unidos, em 2007. Contudo, naquele mesmo ano, começou a sua derrocada.

O primeiro iPhone foi lançado no dia 29 de junho de 2007. A Blackberry ignorou as tecnologias que o iPhone estava trazendo, como o touch-screen e julgou que a empresa nunca seria capaz de se tornar o standard corporativo por não conseguir lidar com a segurança a nível de e-mail empresarial.

Mas a Apple dominou o mercado de consumidores pessoas-físicas e promoveu o BYOD (Bring Your Own Device, traga seu próprio aparelho) dentro das empresas. Com isso, o mercado foi redefinido e a Blackberry perdeu quase todo seu marketshare. A empresa faliu (o que foi muito bom para o ecossistema de startups de Toronto) e atualmente tenta se redefinir lentamente, com aparelhos que usam o sistema operacional Android.

Contribuiu com este posto: 




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A síndrome de noé


Este ano no Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento – CBTD um dos palestrantes mencionou, de forma muito bem humorada e simples, sobre a nova síndrome do mundo corporativo – A Síndrome de Noé. 

Ela costuma aparecer quando há falta de iniciativa das pessoas em determinadas situações que prontamente costumam dizer: “Noé comigo” procura outra pessoa. 



Esta síndrome costuma contaminar aquelas pessoas que são mestres em “tirar o corpo fora”, que fazem o mínimo esforço e assim como os medíocres, fazem apenas o que foram contratadas para fazer. Vontade de ajudar os outros? ZERO. 

Um exemplo é quando você liga em determinado departamento ou área equivocadamente, e a pessoa do outro lado não tem o mínimo de proatividade para direcionar o assunto. Ou ainda quando você precisa localizar um colaborador e liga em determinado telefone e recebe a clássica resposta: não é aqui, liga no telefone geral. A pessoa não pode abrir o outlook/intranet ou qualquer outro sistema oferecido pela empresa para verificar o bendito telefone? 


Que fique bem claro: O sucesso está reservado para pessoas que ao contrário da “síndrome de noé”, estão prontas para ajudar e resolver qualquer tipo de assunto, mesmo aquelas que fujam de sua alçada. Em alguns casos, poderão até não saber, mas encontrarão alguém que ajude a resolver determinado assunto. Essas pessoas são as que têm a “síndrome do É” e são exatamente esses profissionais que vida começa a recompensar. 

O que precisamos, cada vez mais ter em mente é que quanto mais útil você for no trabalho, mais próximo estará dos seus objetivos de carreira. Quanto mais engajado você for, mais perto estará do sucesso. 

Isso porque o que garante empregabilidade é a capacidade de contribuir com o trabalho da sua equipe e da empresa. É o que costumam chamar de “vestir a camisa”. E quanto menos você se mostrar proativo e prestativo, menor será a sua possibilidade de evolução, na empresa e na vida. 

O mercado está cada vez mais censurando a “Síndrome de noé” e desesperadamente em busca de profissionais com a “síndrome do é”.


E você, de que lado quer estar?

Um abraço, 

Simara Rodrigues 


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O que vem por aí....seja bem-vindo 2017


As férias chegaram (me belisca?) e estou dedicando o tempo livre para um dos meus Hobbies preferidos: ler e oxigenar meus conhecimentos. E um tema que me causa verdadeiro frenesi é organização e planejamento. Como boa virginiana adoro ter definido o que farei nos próximos 12 meses, 2 anos, 5 anos..... Adoro começar o ano pensando na próxima viagem, no novo look que iriei adotar, as novas habilidades que irei adquirir, os lugares que irei conhecer......É quase um ritual: pegar meu caderninho de anotações e começar a definir os próximos passos. E nesse momento eu já começo a materializar cada desejo. Não consigo ver muita graça na vida sem sonhar e realizar. Aliás, isso é possível?

Essa semana li no blog vida organizada um post bem interessante sobre o assunto e compartilho com vocês. 

Então que tal aproveitar o final do ano, quando desaceleramos um pouco, e pensar sobre prioridades, metas e execução? 

Como definir prioridades e executar tarefas


Por Thais Godinho

Prioridades devem guiar as suas escolhas, mas quando temos tantas atividades no dia a dia, pode ser difícil decidir o que é mais importante e deve ser feito primeiro. E, para descobrir, você precisa atribuir à tudo na sua vida algum significado. Afinal, por que você está fazendo determinadas coisas?

Por que você está trabalhando nesse emprego atual? Por que você escolheu determinado curso de especialização para fazer? Por que você comprou uma moto em vez de um carro?

David Allen utiliza uma analogia espacial para ajudar quem usa o método GTD:

· 50.000 pés: Vida (longo prazo)

· 40.000 pés: Visão de 3 a 5 anos (médio prazo)

· 30.000 pés: Objetivos atuais a 2 anos (curto prazo)

· 20.000 pés: Áreas de responsabilidade

· 10.000 pés: Projetos em andamento

· No chão: Ações em andamento


Começando de baixo:

No chão: Ações em andamento

Aqui está a sua mais que conhecida lista de tarefas a concluir: todas as ligações que precisa fazer, os e-mails que precisa responder, as pendências na rua, os comunicados que você precisa dar ao seu chefe e os compromissos que precisa cumprir. Se você pudesse parar o mundo agora, você conseguiria resolver todas as suas pendências em cerca de poucas horas.

10.000 pés: Projetos em andamento

Todos nós sempre temos projetos em andamento para resolver. Projeto é toda tarefa que demanda mais de uma etapa. Exemplos: consertar o computador, preparar a noite do Dia dos Namorados (incluindo comprar presente), livrar a casa da tralha, mudar de emprego, mudar de casa, emagrecer 10kg, arrumar o guarda-roupa, pintar a garagem. David Allen diz que uma pessoa comum tem, em média, 60 projetos em andamento na sua vida, e você provavelmente não deve fugir a essa regra.

20.000 pés: Áreas de responsabilidade

Você tem projetos e tarefas em andamento porque é responsável por diversas áreas em sua vida. Você tem determinadas funções em seu emprego, em casa, na faculdade, no grupo de estudos, no time de futebol, no seu círculo de amigos. Uma pessoa tem cerca de 15 áreas de responsabilidade, tais como: saúde, família, trabalho, finanças, espiritualidade, educação etc. Fazer uma revisão dessas responsabilidades pode ajudá-lo(a) a encontrar foco na sua lista de projetos.

30.000 pés: Objetivos atuais a 2 anos (curto prazo)

O que você espera fazer e/ou concluir atualmente ou no máximo em dois anos pode te dar uma dimensão para definir seu trabalho no dia a dia. Muitas vezes ficamos desanimados com a rotina porque nos esquecemos desses objetivos. Lembrar deles pode repor a verve. Ficar de olho nessas metas também nos ajuda a lembrar do que já fizemos e do que falta fazer, guiando as próximas ações e nos ajudando a planejá-las com mais antecedência.

40.000 pés: Visão de 3 a 5 anos (médio prazo)

Saber o que você pretende estar fazendo daqui a cinco anos não é só uma pergunta comum em entrevista de emprego; é um exercício constante de revisão de metas e do que é importante para você. Planos estratégicos para a empresa, o nascimento de um filho, uma viagem mais longa, um mestrado. Todas essas são decisões importantes que podem guiar suas ações ainda hoje.

50.000 pés: Vida (longo prazo)

Esse é o grande cenário – o que você gostaria de dizer que fez quando se der por satisfeito. Envolve seus valores, sua missão de vida. Quem você é? Onde gostaria de chegar? Se estivesse com 100 anos de idade e olhasse para trás, gostaria de ver o quê? Ter feito o quê? Ter sido o quê? Um bom pai, por exemplo? Então traga para o presente: o que você tem feito hoje para contribuir com esse objetivo de vida?

As analogias acima podem parecer arbitrárias, mas elas estão interligadas. Por exemplo: você pode trabalhar em um emprego que não tenha nada a ver com seus objetivos de médio a longo prazo, então talvez seja a hora de mudar. Ou então, você trabalha em algo que aparentemente não tem conexão alguma com os mesmos objetivos, mas você tem um plano. O importante é que tudo o que você faz hoje deve estar ligado aos seus objetivos de longo prazo, pois definirá quem você é.

Estabelecer prioridades nada mais é do que viver uma vida coerente, de acordo com os seus valores e o que acredita ser o certo. E o que isso tem a ver com organização? Tudo! Saber quem você é e para onde vai é a única maneira de ter uma vida organizada.

“TUDO O QUE TEMOS DE DECIDIR É O QUE FAZER COM O TEMPO QUE NOS É DADO.”
– GANDALF, EM O SENHOR DOS ANÉIS, POR J. R. R. TOLKIEN


Fonte:



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Empreste seu lencinho a um assistente executivo com normose.

É simplesmente maravilhoso encontrar e conhecer pessoas que se inquietam com o status quo. Já imaginou que tédio seria a vida se todos fossem conformados, felizes e acomodados? Certamente ainda viveríamos na idade da pedra. 

Por mais texto como este. 

Cora, obrigada por nos presentear com esta reflexão!


Empreste seu lencinho a um assistente executivo com normose.

Por Cora Fernanda

Preste atenção neste artigo e faça uma análise sobre seu comportamento.

Isto não é misticismo, isto é verdade..... Nelson Rodrigues, a vida como ela é!

Estamos aqui para falar, de certa forma sobre zona de conforto. Aprendi este termo, normose, em uma das minhas leituras e fui buscar entendimento do que se refere. Me parece bem peculiar.

Normose significa patologia da normalidade. É a grande praga de nosso tempo porque se revela como hábito nocivo e acaba se tornando a norma do consenso, fazendo com que o indivíduo viva inerte, indiferente, conformado com todos os problemas como se fossem normais.

“É assim mesmo”, “todo mundo faz assim, “Aqui sempre foi deste jeito”, e para mim o mais subversivo de todos: “A vida é assim mesmo!”. Te asseguro: A vida não é assim mesmo, ela é bem assada... (Fica aqui o trocadilho do tempo da Vó Tereza. Quem tem uma Vó Tereza, entenderá).

Quando ficamos insensíveis e incapazes de questionar, nos tornamos aqueles ratos, daquele livro, daquela época, com aqueles queijos.... Nos tornamos reféns de uma nomenclatura muito conhecida como zona de conforto ou para outros, simplesmente, “já sei tudo”.

Os assistentes executivos não se enquadram?

Você não conhece uma secretária assim? Um secretário apaixonado pela profissão, mas, está ali na inércia, já faz um tempo. Aqui não falo de tempo de empresa, pois alguns, com pouco tempo de casa, estão ali estacionados. Não ajudam, não falam, não trocam conhecimento, não questionam seus executivos, não querem saber se o financeiro tem processo, se o jurídico tem protocolo, porque tem protocolo. Porque tem protocolo? Porque tem! Nada estranho.

Vejo que certa parte de nossa “faminha” de “só atender o telefone”, nos foi condecorada por este perfil. Um perfil que está satisfeito, quente e de barriga cheia, logo, dormindo. (Sim, temos uma tendência ao sono se estamos de pancinha cheia e acomodados.). E isto se vê em todas outras profissões: Gerentes, diretores, portadores, recepcionistas, contadores e os maravilhosos, auditores. Me lembro que conheci um diretor financeiro que não saía de sua sala, inclusive, almoçava dentro dela. Mal falava. Mal olhava. Mal sorria. Viver sem sorrir, ou sorrir sem movimentar os 73 músculos da face, é solidão. Não quero e não desejo. Mas, continuando, ele, quando exposto a um problema, não resolvia. Ele falava baixo, sussurrando: “Deixe assim”, “Depois assino”, “Depois despachamos”, “Depois me manda”, “Depois eu faço”.... Nada de metas, nada de objetivos, nada de nada!!! Sempre com este DEPOIS, na ponta da língua. Só para melhorar, pense nesta forma sinônima da palavra depois: Mais abaixo; em lugar secundário ou inferior. Preciso falar algo mais sobre o que acho de quem fala depois?

Isso é um ponto de nossa carreira? Sim ou não?

Votos abertos. Porém, eu ainda tenho uma visão sobre isto: Escutei certa vez que temos que ser insatisfeitos, e sempre em busca de alguma coisa. Não interessa o que, não necessariamente de sua área profissional, mas aprender é algo que nos mantém alertas e com o cérebro a mil. Sem engessá-lo ou deixá-lo atrofiar. Ele é poderoso e deve ser usado, seja em desafios ou para aprimorar o que precisa. Utiliza-lo de forma efetiva e sem pré conceitos com o aprendizado sendo aplicado e multiplicado, compartilhado. Abrir a mind é o melhor conector que você pode ter com o todo e o mundo.

Se inverso disto, você se enquadra no estereótipo, já sei tudo.

Mas se minha empresa não cresce ou não empreende o que eu tenho a ver com isso?
to falando de você tá?!

Empreender significa levantar ou dar inicio. Consta este ícone na sua lista de “quero ser”? Espero que exista e que você não se enquadre no normótico, satisfeito e com sono. Quero que você queira dar inicio a aula de ballet, de gastronomia, enologia. Quero que você queira mudar de bairro, de casa, de cabelo. Que você queira o casamento, o namoro ou o divórcio. Mas que sempre você queira.

Melhor assistente do mundo: Está aí, bem dentro do seu coração, com paixão e amor, que só os assistentes tem, porque fazem o que gosta. Quem não gosta, não aceita nem ser chamada de secretária ou secretário. Isto é quase um afronta a um ser humano, que não sabe servir. O cantor de churrascaria nunca te contará esta história: “Ah, eu estava lá cantando, porque na verdade sempre quis ser engenheiro. Então, comecei a cantar na churrascaria porque tinha dom de voz e violão”. Não, este cara não existe. O cantor de churrascaria se dedica demais, trabalhando como autônomo, e por vezes exausto de ficar noites sem dormir. Sabe por quê? Porque ele quer ser reconhecido e ter sucesso fazendo aquilo que ama.

Chegamos aqui ao que é de fato e de direito: Somos assistentes executivas e insatisfeitas. É assim que devemos nos portar. Não podemos colocar toda nossa energia, perdendo tempo, estagnando e permanecendo inertes ao que está acontecendo no mundo, somente como espectadora e não protagonista (Clichê eu sei, mas apenas pedagógico... neste caso. rs). Não vamos nos deixar compactuar com a máxima, EU JÁ SEI TUDO DARLING...

A última e derradeira característica do normótico: Aquela falta de consciência de sua responsabilidade em relação a estas decisões: Transfere sempre aos outros (o não escolher nada e permanecer inócuo) isentando-se a participação, ou seja, cada um cuida de si e ignoramos as necessidades dos demais. Nisto se traduz a competitividade desmedida: Considero-me superior e por isto, por não olhar o próximo, ainda me julgo em nome de uma supremacia que só existe para mim. Ele, e não o mundo. Eu, eu, eu ,eu... só o “eu”.

Vejo que, de certa forma, ainda temos muito a progredir em nosso patamar de assistente executivo. Mas, faço questão de reforçar que, muitos destes sucessos, deverão vir de nós, em forma de união, solidariedade, compartilhamento, dedicação e empatia. E vou além destas considerações: Em uma empresa, se temos pool, ou mais de um assistente, estes são partes do todo e não, o todo. Aqui, vale a união da classe, e não a desunião dos departamentos. E se você não concorda com isto, trate de olhar novamente seu estado de normose, se você está achando “a vida deste jeito mesmo” ou sua supremacia do eu já sei tudo. Olhe, reformule-se, é tempo de reivindicar novas posturas para todo, e não para você. 

Quero saber aqui e agora: Você chora ou empresta lencinhos? 


Fonte: 


Será que você é medíocre?


O que seria uma pessoa medíocre? Alguns indivíduos costumam pensar que a mediocridade está relacionada à pobreza financeira, quando na verdade tem a ver com a pobreza de atitudes. Entre as maiores habilidades das pessoas medíocres está a capacidade de dedicar o mínimo esforço, ou seja, fazer o “feijão com arroz”. 

Segundo o dicionário:

medíocre

adjetivo de dois gêneros
1. 1.
de qualidade média, comum; mediano, meão, modesto, pequeno.

"salário m., condição m."
2. 2.
pej. sem expressão ou originalidade; mediano, pobre, banal, passável.
"texto m."


No ambiente de trabalho temos inúmeros casos de mediocridade. É o caso dos profissionais de Secretariado Executivo que não atendem às expectativas dos gestores pelo fato de entenderem que não são pagos para desempenhar determinadas atividades ou por não possuírem os conhecimentos técnicos e comportamentais necessários e exigidos pela profissão. Quer um exemplo: Digamos que você é contratado para trabalhar de 2ª a 6ª em horário comercial e inesperadamente é necessário que você fique um pouco além do horário no trabalho. A primeira ideia do medíocre é perguntar se irá receber hora extra. Nesse momento talvez alguns pensem: “Mas eu não mereço receber hora extra? Vou trabalhar de graça?”. É claro que não é isso. Você não só merece, como é um direito. 

Mas pense comigo: O que você irá perder se ficar um pouco além do seu horário padrão de trabalho? O happy hour com os amigos? a novela das 19:00? Já pensou que essa seria uma ótima oportunidade para medir o seu grau de comprometimento? 

Meu conselho: Faça mais do que sua função. Não seja uma pessoa-horário, uma pessoa-cargo, seja uma pessoa extraordinária. E o primeiro passo para se tornar uma pessoa extraordinária é começar com pequenas mudanças de comportamento e atitude. 

Segundo o dicionário:

extraordinário

adjetivo
1. 1.
que foge do usual ou do previsto; que não é ordinário; fora do comum.
"acontecimento e."

2. 2.
não regular, fora do estabelecido.
"medidas e., poderes e."


Recentemente fiz a seguinte proposta para o meu filho: “Quer fazer estágio? mas é não remunerado! Será uma ótima oportunidade para você aprender e se conectar com outras pessoas”. Ele aceitou e liguei para um amigo que prontamente atendeu meu pedido. Meu filho, a princípio, trabalhava 3 vezes por semana – 4 horas por dia - de graça, sem qualquer auxílio. Depois de 01 mês e o feedback positivo dos colaboradores da empresa ele começou a trabalhar todos os dias e ser remunerado. Ele poderia não ter aceitado minha proposta e ficado em casa assistindo suas séries e se divertindo com os amigos no Centro Acadêmico da Universidade nas horas vagas, concorda? 

A grande verdade é que para que haja reconhecimento é preciso reciprocidade.  Por isso, supere as expectativas daquilo que esperam de você. É ilusão pensar que um diploma e bater o ponto na hora certa são um diferencial, isso só o fará mais um no meio da multidão. 

O que torna o indivíduo extraordinário é a capacidade de encantar o cliente e sair do senso comum. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O que realmente importa


Como já relatado aqui no blog, a minha história com o Secretariado não foi uma escolha de caso pensado, mas assim como muitos, eu caí de paraquedas e simplesmente me apaixonei pela profissão e tudo que ela me ofereceu ao longo de quase duas décadas. 

E na docência não foi diferente. Eu decidi lecionar a partir de uma conversa despretensiosa com alguns amigos. Era uma época em que todos pensavam no mestrado e nas oportunidade que poderiam surgir. Foi então que uma amiga disse: "Você tem cara de professora. Poderia pensar na possibilidade de lecionar". Aquilo ficou martelando na minha cabeça por alguns dias e só de pensar meu coração vibrava. Foi então que decidi enviar um e-mail e currículo à coordenação do curso de Secretariado Executivo onde me formei. 

Evidentemente ela não lembrou de mim, afinal, eram centenas de alunos e eu nunca fui a referência de aluna. Apesar de muito simpática, extrovertida e bem humorada, de longe estava entre os TOP 10. Trabalhar 12 horas por dia - em dois estágios - infelizmente não me permitiam uma maior dedicação. Seja como for, alguns dias depois a coordenadora agendou uma entrevista e naquele mesmo dia solicitou que preparasse uma aula experimental à banca de coordenadores de curso. Dois dias após a nossa entrevista eu estava em sala de aula realizando a apresentação à banca e para minha alegria fui aprovada. 

Começava ali um novo desafio, daqueles que dão frio na barriga. Afinal, não é nada fácil entrar em sala de aula e dar a cara à tapa. Muitos irão te criticar, muitos dirão que sabem mais que você, muitos irão dormir e muitos irão te motivar a seguir em frente. Foi nessa época que tornei-me figurinha marcada na livraria cultura do casa park. Não bastava apenas experiência técnica e diplomas, eu precisava conhecer mais e mais sobre docência, pessoas e processos. 

De lá pra cá conheci pessoas e histórias incríveis. Pessoas que sempre me encorajaram a ser alguém melhor em todos os aspectos - técnicos e comportamentais. Lecionar foi sair da zona de conforto e aprender à aprender. E tenho certeza que ao longo desses 08 anos eu muito mais aprendi do que ensinei. Em 2015, surgiu o convite para coordenar um curso de Secretariado em Brasília. E foi novamente um grande desafio, o que faz da vida um aprendizado permanente. 

As vezes eu penso em parar e dedicar mais tempo à minha família, a alguns projetos pessoais e em alguns momentos praticar "la dolce far niente". Mas a relação que estabeleci entre meus alunos e meu trabalho ainda fala mais alto. Esse laço que foi estabelecido predomina as minhas escolhas. Sabe quando você torce para as férias chegarem e quando elas chegam você fica inquieta e contando os dias para as aulas iniciarem? Sabe quando você consegue num papo de happy hour pensar em novos projetos acadêmicos e enlouquece seus professores até que os convença? São esses momentos que me impulsionam a seguir. Sem deixar de mencionar todos as mensagens e carinho que recebo a cada semestre. São mensagens lindas de agradecimentos e realizações que verdadeiramente aquecem meu coração. 

Esta semana recebi um e-mail de uma aluna que está concluindo o curso, que tocou profundamente meu coração. Ao final da mensagem ela escreveu: "Sei que está cansada de ouvir o quanto você é especial, mas acredite, você é especial. Obrigada pela caminhada maravilhosa, obrigada por ser quem você é" e concluiu parafraseando Rui Barbosa: 

“Se és capaz de aceitar teus alunos como são, com suas diferentes realidades sociais, humanas e culturais; se os levas a superar as dificuldades, limitações ou fracassos, sem humilhações, sem inúteis frustrações; se os levas a refletir mais do que decorar; se te emocionas com a visão de tantas criaturas que de ti dependem para desabrochar em consciência, criatividade, liberdade e responsabilidade, então podes dizer: sou mestre.” 


Ao final de mais um semestre reforço minha crença que muito mais que prêmios, títulos e recompensas o que realmente importa nesta vida é a nossa capacidade de tocar o coração de outras pessoas e celebrar o sucesso e realização de quem acredita em sonhos. 

Eu desejo que 2017 venha com energias renovadas e repleto de sonhos, projetos e realizações. Que possamos ser tão generosos com a vida como ela é conosco e apesar de todos os obstáculos que possamos seguir sorrindo e com gratidão no coração.


Um forte abraço,

Simara Rodrigues 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Vaga para a área de Secretariado Executivo


Código da vaga:v1445872
Nível hierárquico:Técnico
Local:Brasília / DF / BR
Secretária Bilíngue: Responsável pela execução de atividades de suporte aos executivos e suas equipes, visando a excelência no atendimento às demandas.


Atividades:
- Administrar as agendas dos executivos e equipes;
- Manter as agendas de contatos dos executivos atualizadas por meio do cadastramento dos cartões de visita e comunicados recebidos;
- Organizar viagens profissionais;
- Coordenar a emissão de faturas de clientes.


Requisitos:
- Formação em Secretariado e registro ativo (DRT / SRTE) 
- Inglês fluente


Local de trabalho: Brasília

Fonte:  

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A importância do check-up de carreira

Você vai ao médico uma vez ao ano, ou deixa para correr ao hospital quando algum problema aparece? Vai ao dentista com frequência, ou espera a dor de dente chegar? Por mais que a gente saiba que o melhor é prevenir, muitos de nós só tomamos uma atitude ao levar um susto. E esse raciocínio é o mesmo para nossa carreira. Correndo contra o tempo para bater metas e cumprir tarefas do dia a dia, ligamos o piloto automático e trabalhamos sem fazer uma autoavaliação, checar nosso desempenho e pensar sobre o que queremos do futuro. Por isso, é comum que pensemos sobre o assunto apenas depois de um baque, como a demissão. Mas esperar para fazer o check-up profissional como uma medida de emergência é uma atitude perigosa. O ideal é pensar sobre o assunto com frequência para não ser surpreendido nem perder oportunidades.


É justamente para isso que serve o check-up de carreira. A ferramenta tem ganhado a atenção de funcionários que querem rever seus planos e avaliar como andam suas competências, seja para manter o emprego, seja para se recolocar no mercado. "O check-up previdente ajuda a enfrentar transições e a se dar bem em períodos de instabilidade", diz José Augusto Minarelli, diretor executivo da Lens & Minarelli, consultoria de transição de carreira, de São Paulo. A ideia é que o profissional examine seu desempenho e, uma vez detectados problemas, crie um plano de ação para corrigi-los, aprimorando o que for necessário. Como resultado, ele reduz as chances de desligamento e aumenta a própria empregabilidade.


Claro que, em muitos casos, é necessário usar o check-up como remédio para resolver situações críticas. Esse foi o caso da engenheira de alimentos Karin Amorim, de 32 anos, que revisou sua carreira depois de ter sido demitida ao voltar da licença-maternidade. A profissional encarou, ao lado de uma empresa especializada, algumas etapas-chave do processo, que incluíram conversas para traçar um plano de ação, atualização curricular e até uma simulação de entrevista de emprego, na qual parou para refletir sobre pontos fortes e pontos fracos. "Consegui traçar metas e ter uma visão macro do que realmente desejo para mim", diz. 


Ela também percebeu que precisava desenferrujar o inglês - hoje no nível intermediário por falta de prática - e investir em especializações na área de qualidade, bastante promissora no seu segmento de atuação. Um mês depois, a engenheira fez uma entrevista na Camil, empresa do ramo alimentício, e conquistou uma vaga de supervisora. "Meu plano para os próximos sete anos é crescer. Sinto que a companhia está na contramão da crise e que aqui tenho possibilidade de aprender e me capacitar", afirma Karin.


Faça você mesmo


Contar com o auxílio de uma consultoria especializada ajuda, mas é possível fazer essa reflexão sem contratar ninguém. O importante é estar preparado para olhar de frente os próprios fantasmas e desarmado para encarar um diagnóstico ruim. É preciso se livrar do que Sergio Chnee, coach de São Paulo, batizou de "Síndrome de Gabriela". Ou seja, não cair na cilada de que nasceu assim, cresceu assim e será sempre assim - em referência à música que eternizou a personagem de Jorge Amado. "Se a pessoa tiver essa mentalidade, o check-up não vai funcionar", diz Sergio, que lançará, em outubro, o livro Check-up de Carreira (Évora). Ou seja, para que o processo dê certo, é necessário se desapegar do passado. "A experiência de ontem não vai abrir portas hoje se não houver planejamento."


Para desenhar o futuro da sua carreira, o primeiro passo é estruturar um plano de longo prazo que esteja alinhado aos seus interesses pessoais e profissionais. Vale pensar, por exemplo, no que motiva (ou motivaria) você a ir trabalhar todos os dias, no que acaba com o seu entusiasmo e de que tipo de empresa (ou negócio) você se vê fazendo parte. 


"A ferramenta de check-up é extraordinária quando há um projeto para o futuro", diz João Baptista Brandão, professor da Fundação Getulio Vargas, especialista em liderança e gestão de pessoas, de São Paulo. Afinal, apenas quem sabe aonde quer chegar é capaz de avaliar se está subindo os degraus certos e com a velocidade desejada, o que falta para chegar lá e o que ainda precisa ser aprimorado. Quem está ao léu, sem propósito algum, dificilmente será o protagonista da própria carreira.


Com esse projeto já em mãos, investigue o segmento que mais atrai seu interesse. O que os melhores profissionais da área têm? Quais são as competências mais valorizadas? Como é a cultura das empresas em que você quer trabalhar? O que é preciso fazer para trabalhar suas limitações? Hoje, não é difícil encontrar essas informações. "Há cursos online em universidades renomadas, blogs de especialistas com ótimas referências, redes sociais e sites de empresas cheios de informações", diz José Augusto Minarelli.


Contatos selecionados


Faz parte desse processo de revisão de carreira, também, eleger pessoas interessantes como mentoras. Para selecioná-las, pense nos três especialistas que você mais admira e respeita. "Quando questiono meus clientes sobre isso, eles dizem: "Fulano, beltrano e sicrano. Todos inacessíveis". E eu pergunto: são inacessíveis mesmo? Já tentou contato com eles?", diz Sergio. Segundo o coach, muitos dos mestres estão ávidos por dar conselhos e gostam de ser procurados por gente jovem interessada em desenvolver sua trajetória. "Eu tive um cliente, por exemplo, que estava iniciando um projeto na área de educação e decidiu ir atrás de um dos papas da área. É um senhor de 80 anos, totalmente aberto, que está achando divertidíssimo compartilhar seu conhecimento com um jovem cheio de vontade. Muita gente perde esse tipo de oportunidade por medo de tentar", diz Sergio.


Essa, aliás, é uma boa maneira de aumentar sua rede de contatos. Eles serão essenciais no momento em que estiver examinando a carreira, pois é com as pessoas que você conhece - e confiam no seu trabalho - que poderá conversar sobre aspirações, dividir dúvidas, pedir conselhos e, claro, conhecer outros profissionais que podem ser importantes para ajudá-lo em uma possível mudança de rumo. "Se você cultivar dez bons contatos, na verdade sua rede será de cem, porque cada um deles multiplicará suas possibilidades", diz João.


Plano de ação


É importante ressaltar ainda que o check-up só dá certo quando resulta em um plano de ação estruturado. É necessário registrar os pontos mais relevantes da revisão, como o objetivo final a ser alcançado, o prazo para chegar até a meta, as competências a serem aprimoradas e o que fazer para conquistá-las. E, para que o trajeto fique mais claro, anote as suas intenções. "Na cabeça, as ideias se perdem. No papel, é possível consultar metas e promover ajustes quando preciso", afirma João.


Ao formalizar quais passos devem ser dados para conquistar aquilo que se deseja, o profissional consegue perceber no que exatamente precisa investir - como um curso específico ou uma mudança de cidade. Por isso, quem está com a conta bancária em ordem e possui reservas tem mais margem de manobra e se sente mais seguro na hora de colocar seu plano em prática. "Sugiro guardar no mínimo 10% do que se ganha. Quem não tem um fundo para contingências fica numa situação muito difícil nos meses de transição", diz José Augusto. Se poupar o salário for muito difícil, poupe o dinheiro extra. "Guarde parte do décimo terceiro, do bônus, das férias", diz o professor da FGV.


A organização financeira se mostrou fundamental para que o administrador Roberto Caldeira, de 52 anos, mudasse totalmente de rumo. Diretor de novos negócios na agência de viagens Prime Tour, ele resolveu deixar o cargo para tocar o próprio negócio. "Sempre quis ser empresário, mas obtive sucesso na profissão, casei, tive filhos e acabei deixando esse projeto para trás", diz Roberto. 


Mas, depois de fazer uma nova leitura de seus objetivos, percebeu que era hora de retomar o desejo antigo e se tornar sócio de uma operadora de turismo menor, a Auroraeco. Ter uma situação financeira estável ajudou na decisão. Além de ter feito uma reserva ao longo dos anos, Roberto abriu uma franquia com a mulher, investimento relativamente seguro que o ajudou a fazer um test-drive como empreendedor. "A franquia está indo bem e tem ajudado neste período de transição em que meu fixo caiu pela metade. Sei que estou pagando um pedágio para estar onde quero daqui a cinco, dez anos", afirma Roberto. Quando a mudança é necessária - e faz sentido internamente - os pedágios são apenas pequenas pedras no caminho em direção à satisfação profissional.

Check-up passo a passo*


As questões abaixo, se respondidas com sinceridade, vão ajudar você a pensar sobre seus objetivos de longo prazo e a criar um plano de ação para a sua carreira. Procure registrar as respostas na agenda, no computador ou no celular, tanto faz.


Etapa 1: Interesses e objetivos
a) Se eu tivesse oportunidade, trocaria de profissão ou de ocupação? 
b) O que eu gostaria de fazer? Por quê? 
c) Qual é meu sonho profissional? O que falta para chegar lá?


Plano de ação: avaliar o grau de satisfação com o trabalho e criar um projeto de médio ou longo prazo. Por exemplo: "Quero ser diretor da empresa em que trabalho; meu objetivo é ir para a atividade acadêmica...". Crie metas alinhadas à sua vocação e elenque o que terá de fazer para atingi-las.

Etapa 2: Performance profissional
a) Em que sou realmente bom?
b) Propus inovações ou contribuí significativamente na minha empresa?
c) Posso desempenhar outra função?


Plano de ação: você precisa diagnosticar tendências no mercado (quais são as competências técnicas e comportamentais mais desejadas na sua área) e planejar sua atualização profissional. Deve elevar ainda seu nível de cultura geral, conhecer novos recursos tecnológicos e diversificar fontes de acesso à informação.

Etapa 3: Vida financeira
a) Tenho reserva financeira de contingência?
b) Se perder o emprego, quantos meses eu conseguiria viver só de minhas economias?
c) Há renda extra? Qual é o valor dela?


Plano de ação: o primeiro passo é mapear receitas, cortar gastos e passar a poupar no mínimo 10% dos rendimentos para emergências. Pesquisar e fazer investimentos produtivos faz parte do pacote, assim como buscar atividade extra remunerada, que não o sobrecarregue. Mas crie um plano B.

Etapa 4: Networking
a) Minha rede de contatos é ampla?
b) De que maneira cultivo relacionamentos? Visito, telefono, escrevo?
c) Registro e organizo os meus contatos e encontros?


Plano de ação: aqui, é muito importante revisar e aprender procedimentos de networking. Resgate cartões e e-mails e registre seus relacionamentos, particularmente os mais interessantes. Tenha como meta reservar alguns minutos do dia para conversar de maneira descontraída com as pessoas.


*Fonte: José Augusto Minarelli, diretor executivo da Lens & Minarelli

Fonte: 

http://vocesa.uol.com.br/noticias/carreira/a-importancia-de-fazer-uma-revisao-de-carreira.phtml#.WEcPzfkrKUk

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Quais são os seus valores pessoais?



Em novembro participei do CBTD 2016 - Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento cujo tema central foi "Empatia: Conectando Pessoas, Aproximando o Futuro!",. O evento que aconteceu em Santos-SP e recebeu aproximadamente 2300 profissionais da área teve duração de 3 dias e reforçou meu planejamento de carreira para os próximos anos, que está alinhado ao desenvolvimento de pessoas. 


Entre os dias 21 e 23 de novembro foram dezenas de debates, palestras e painéis, apresentados por especialistas de diversas áreas e segmentos. Foram dias intensos, de muito conhecimento e oxigenação. Muitos temas desconhecia e foi exatamente este o meu proposito. Aprender algo novo. Então o critério para a escolha dos painéis foi exatamente esse: escolher aquilo que não conhecia, sair da zona de conforto, que nunca foi e nunca será o melhor lugar. Foi incrivelmente gratificante ouvir cases inspiradores e modelos adotados para a aplicação de resultados eficazes. Cada sala trouxe uma inquietação e uma nova ideia. 


Ao longo dos dias, postarei alguns insights sobre o Congresso, na expectativa de contribuir com conteúdo e conhecimento. E o primeiro assunto que deixarei é sobre "Valores pessoais". Afinal, nossos valores refletem o que é importante para nós, logo, são uma forma de descrever nossas motivações individuais e podem nos orientar em nossa tomada de decisões. 


O método sobre Valores Pessoais e Conscientização foi desenvolvido por Barrett Values Centre e tem como objetivo ajudar os indivíduos em busca de uma melhor consciência sobre os próprios valores.



Segundo o método, valores podem ser positivos ou limitantes e o domínio pessoal envolve superar ou eliminar nossas crenças. Por isso, quando nossas crenças ou comportamentos não estão alinhados com o que é realmente importante para nós - nossos valores - perdemos autenticidade. Cada ser humano no planeta cresce e se desenvolve dentro de sete áreas bem definidas e essas áreas são definidas no Modelo dos Sete Níveis de Consciência de Richard Barrett. 


Faça o teste e descubra quais são os seus valores pessoais e como eles podem contribuir para melhores resultados. Entender nossos valores nos ajuda a entender melhor a nós mesmos e porque podemos agir ou reagir da forma como fazemos. Este é princípio da empatia, a autoavaliação. 


Um abraço,


Simara Rodrigues





Roberto Shinyashiki - falando sobre empatia, superação, crenças e fé naquilo que você acredita!





Painéis de discussões 


Painéis de discussões  






Eduardo Migliano (CEO 99 Jobs) e o perfil dos novos CEOs 



Hora do intervalo  e os stands ficavam lotados - todos em busca de novas tecnologias, métodos e melhores práticas. Um ótimo momento para Networking e troca de cartões. 


domingo, 4 de dezembro de 2016

Diagnóstico Organizacional - Estudo de Caso apresentado pelos alunos da UNIP

No mês de novembro aconteceram as apresentações de Trabalho de Curso – intitulado de Diagnóstico Organizacional - Estudo de Caso, do curso de Secretariado Executivo Bilíngue - SEB, ofertado pelo Instituto de Ciências Humanas – ICH da Universidade Paulista – UNIP, Campus Brasília/DF.


As solenidades de abertura das apresentações e o cerimonial das apresentações foram conduzidos por alunos do 5º e 6º semestre e as Bancas Examinadoras dos trabalhos contou a participação de membros do corpo docente do curso e representantes de cada empresa em que foram realizados os estudos.


O trabalho Proposto para os alunos, tem como objetivo principal a elaboração de um Diagnóstico Organizacional - Estudo de Caso de uma determinada empresa com o propósito de contribuir para que os discentes do SEB ampliem as condições técnicas, teóricas e metodológicas que favoreçam a produção e a utilização de conhecimentos sistematizados na análise dos dados, assim como proporcionar aos alunos a leitura e interpretação situacional de uma organização, emitir parecer e agir de forma a solucionar ou identificar alternativas para subsidiar a tomada de decisão. 


Participei e faço questão de participar de todas as bancas, pois a partir das apresentações reitero minhas crenças sobre o novo perfil do Profissional de Secretariado Executivo qual seja, atualizado, conectado, engajado e conhecedor dos todos os processos organizacionais. É visível e notório que as competências exigidas pelo mercado de trabalho vão além da mera assistência de rotinas, mas exige um profissional altamente capacitado, equilibrado e conhecedor de ferramentas e conceitos globais. Logo, exige um profissional que aja localmente, mas pensando globalmente. 

E a "cereja do bolo" é quando ao final da apresentação o representante da empresa afirma que o diagnóstico é aplicável e agradece o estudo. Esse momento, realmente não tem preço. E é exatamente neste momento que costumo olhar bem nos olhos dos meus alunos e pensar baixinho: Eu sinto orgulho de você e do seu potencial

Para quem participa do processo, tenho certeza é que extremamente estressante, afinal, as emoções estão à flor da pele, o cansaço já chega no limite, a ansiedade para concluir o curso é grande e a expectativa do resultado também. Enfim, não é para qualquer um. 

Meus parabéns aos alunos que com muita dedicação, estudo e preparo, participaram desse momento. Vocês estavam radiantes! Tenho certeza que os conhecimentos adquiridos serão passíveis de aplicação, assim como acredito que encerram um ciclo mais maduros e mais confiantes no potencial de vocês. 

Um forte e fraterno abraço, 


Simara Rodrigues 


* Abaixo foto de algumas bancas. Preciso resgatar as demais com os alunos.