sábado, 13 de agosto de 2016

O que as olimpíadas podem nos ensinar




A despeito do cenário econômico e político vivemos um momento mágico, em que todos os holofotes do mundo estão voltados para o nosso País. Somos o primeiro País da América do Sul a sediar uma Olimpíada e apesar de todos as especulações estamos fazendo bonito e surpreendendo até os mais pessimistas e céticos. No total são 42 modalidades, 306 provas, 205 países e 11.559 atletas. Até o dia 21/08 vamos assistir à performance dos maiores atletas do mundo.

Agora Imagine a rotina de um atleta e como ele chegou a esse nível? Imagine como o Bolt, por exemplo, atingiu seu estado da arte, superando seus próprios limites? O quanto de disciplina, motivação, resiliência, determinação e coragem não foi necessário para atingir esse nível de excelência?

Ao contrário do que se pensa, não há qualquer diferença entre um atleta e uma pessoa comum. Ambos são iguais. O que difere um do outro é a capacidade de acessar o potencial máximo, ou seja, a maioria de nós não utiliza o potencial que tem porque se acostumou a viver dentro de sua zona de conforto, fazendo o simples e esperado. A maioria está satisfeito em ser bom e não arrisca ser ótimo.

O que as olimpíadas podem nos ensinar é que somos aquilo que acreditamos ser e por meio de metas bem estabelecidas, treinamento, disciplina e aprimoramento de técnicas podemos alcançar a excelência.

A lição que fica para mim é que mais importante que o pódio, é o que nos tornamos durante a jornada e principalmente a consciência de que nosso poder e capacidade é ilimitado, cabendo a mim treinar, fazer e é claro, querer!

Que nossos atletas sejam fontes inspiradoras de superação.




Conheça algumas histórias inspiradoras:

Informação extraída do site:




SHANG CHUNSONG – CHINA

Para quem ainda não conhece, essa é Shang Chunsong, a chinesinha que conquistou o Brasil (e uma medalha de ouro junto a sua equipe de ginastas). Apesar da aparência frágil, Shang é uma grande mulher, e também uma vencedora fora do centro olímpico.

Para quem ainda não sabe, ela cresceu em uma família extremamente pobre e passou por um longo período de desnutrição. Seus pais são trabalhadores da construção em Changsha e seu irmão tem uma deficiência visual. Apesar da pouca idade, a menina já enfrentou muitas dificuldades, inclusive uma grave depressão.

Depois de vencer os Jogos Nacionais Chineses de 2013, ela comprou uma casa para seu irmão em Changsha, para quando ele se casar, e hoje sua maior esperança e motivação para ganhar é ter dinheiro suficiente para curar sua visão.

Em uma entrevista, orgulhoso, o irmão declarou "Quando disse dos ganhos de sua irmã, Shang Lei disse:" Não importa qual o valor em dinheiro do prêmio, eu só quero que minha irmã sorria ainda mais".



RAFAELA DA SILVA – BRASILRafaela Lopes Silva, além de ser judoca, é também militar brasileira. Atualmente, ocupa a graduação de terceiro sargento na Marinha do Brasil e é integrante do Centro de Educação Física Almirante Nunes (CEFAN), do Departamento Militar Esportivo.

Em agosto de 2013, tornou-se a primeira brasileira a se consagrar campeã Mundial de Judô. Este ano, conquistou a medalha de ouro da categoria até 57Kg nas Olimpíadas, após derrotar a judoca da Mongólia, Sumiya Dorjsuren, até então líder do ranking mundial. Com isso, ela se tornou a primeira atleta da história do judô brasileiro, entre homens e mulheres, a ser campeã olímpica e mundial.

Entretanto, engana-se quem pensa que tudo foi fácil. Rafaela, da Cidade de Deus, foi resgatada pelo Instituto Reaçao de Flavio Canto, porque estava pensando em desistir do esporte. O motivo? Preconceito! Cotada como favorita nos Jogos de Londres, Rafaela foi eliminada nas oitavas de final e humilhada, tendo que ouvir ofensas racistas a seu respeito.

Após ser chamada de “macaca” e ler que “era uma vergonha para a família”, havia tomado uma decisão: parar de lutar. A escolha surpreendeu, mas nunca convenceu seu pai, que tinha certeza que ela voltaria à luta.






YUSRA MARDINI – SÍRIA
A síria Yusra Mardini, de 18 anos, é nadadora do time de Atletas Olímpicos Refugiados e dona de uma das histórias mais emocionantes das Olimpíadas. No esporte, infelizmente não se classificou para a semifinal do nado borboleta, mas foi ovacionada pela platéia no Centro Aquático Olímpico como se tivesse ganhado uma medalha de ouro... E ganhou, na vida!

Para quem não conhece sua trajetória, há mais ou menos um ano, ela e sua irmã nadaram durante três horas seguidas em mar aberto para salvar pessoas que, assim como elas, fugiam da guerra civil da Síria. Ambas estavam em um bote inflável com mais 18 refugiados no meio de Mediterrâneo quando o motor da embarcação pifou.

As irmãs amarraram cordas ao corpo e nadaram em águas gélidas, puxando o bote até a Ilha de Lesbos, na Grécia. Atualmente, a jovem vive na Alemanha, onde treina natação.





SIMONE BILES - EUA



Simone Biles é ginasta dos Estados Unidos, especialista na ginástica artística e vencedora de 14 medalhas em campeonatos mundiais, sendo dez delas de ouro. É a ginasta mais condecorada na história do seu país em mundiais.



Sua história é pouco conhecida. Aos dois anos, foi enviada para um lar adotivo por conta do abuso de drogas de sua mãe. Mais tarde, ela foi adotada pelos avós. Também enfrentou preconceito, superou dificuldades e hoje é símbolo não apenas para seu país, mas para todas nós, mulheres.





Etenesh Diro - Etiópia

A Atleta da Etenesh Diro perdeu o sapato durante a competição e seguiu correndo descalça. Diro, que é uma das favoritas ao pódio nos 3 mil metros estava na segunda posição no momento do acidente. Com o apoio da torcida, conseguiu terminar a prova em sétimo lugar e por deliberação dos árbitros, a atleta conquistou a vaga para a decisão final da prova.


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