quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Você sabe o que é mindset?


Considero-me uma pessoa inquieta, que não se não cansa de buscar conhecimento e novos saberes. O mais incrível de tudo isso é que percebo como sabemos pouco diante do quanto podemos aprender. É uma busca, antes de tudo, prazerosa, porque sempre nos revela algo novo ou a mesma coisa por outro ângulo. É preciso aprender à aprender.

Muito próxima de completar 38 anos vou me conscientizando que o saber precisa deve ser renovado diariamente se eu quiser continuar com uma mente jovem e um cérebro ativo. Muitos de nós apenas vive, sem qualquer perspectiva. Deus me livre de uma vida morna, em que nada acontece e nada se transforma.

Atualmente tenho lido sobre comportamento, gestão de pessoas e alta performance. E um dos pilares da alta performance é a mentalidade, ou seja, o que acreditamos e quais são as nossas crenças e como não nos sabotarmos. Buscando sobre o assunto encontrei um texto interessante sobre o conceito de Mindset - que já não é nenhuma novidade - o qual compartilho com vocês.

A integra pode ser encontrada no site administrador jovem.

MINDSET

Após vários anos de estudo a americana Carol Dweck, professora de Psicologia na Universidade de Stanford e especialista internacional em sucesso e inovação, desenvolveu a ideia de que existem dois tipos de mindset.

E dentre eles, apenas um que nos leva a sermos pessoas de alta performance e a conquistar o sucesso por meio de grandes resultados.

Mindset, em uma tradução literal para o português, é o mesmo que Configuração da Mente, isto é, a maneira como a nossa mente funciona, ou então, a maneira como nós vemos, entendemos e lidamos com as inúmeras e distintas situações no mundo.


O MINDSET FIXO

Você conhece alguma pessoa que acredita que tem sempre a razão?

Que acha que já sabe de tudo?

Ou então que por ter nascido pobre, acredita que a sua vida precisa ser, até o fim, vivida dentro dessa classe e que não há jeito de mudar essa realidade?

Uma pessoa assim é um exemplo de alguém que tem o seu Mindset Fixo (Fixed Mindset), que é caracterizado por não acreditar que é possível crescer, evoluir.
Que acredita que pessoas excelentes em suas áreas, são como são por terem nascido talentosas.

Pessoas com esse tipo de mentalidade, por mais que tenham êxito em alguma atividade, não se desenvolvem, pois acreditam que já boas o suficiente.

Evitam se arriscar, têm receios de desafios, pois não querem colocar em jogo um título ou uma suposta posição que os privilegia.

Podem se destacar em suas áreas de atuação, mas dificilmente se aprimoram.

Por outro lado, o mundo muda, o mundo evolui e ele cobra isso de nós, desse modo, se não nos atentarmos a isso, ou seja, se não nos desenvolvermos também, o nosso talento ficará estagnado.

Portanto, se você é assim e não decidir mudar a sua mentalidade, um dia você se sentirá ultrapassado, fora de moda e futuramente, só saberá falar sobre o seu tempo, sobre a sua juventude e nada mais.


O MINDSET DE CRESCIMENTO


Já o Mindset de Crescimento (Growth Mindset), como era de se esperar, ele é o oposto do fixo.
Logo, os seus resultados são muito mais satisfatórios!

Dado que ele é caracterizado por ter consciência de que é preciso aprender, treinar, trabalhar duro, mesmo sendo talentoso e acredita que a sua posição atual não reflete a sua posição futura.

Geralmente nesse mindset se encaixam grandes empresários, artistas, cientistas de sucesso, dentre outros, que acreditam na sua própria capacidade de se aperfeiçoarem e conquistarem os seus objetivos.

Quem cultiva o mindset de crescimento aceita desafios, é comprometido com o seu desenvolvimento e sabe que não sabe de tudo, por isso precisa aprender continuamente.

Se quiser se aprofundar mais nesse assunto, sugiro que leia o livro
Mindset: The New Psychology of Success (link afiliado), sua versão em português chama-se Mindset: A Atitude Mental para o Sucesso, e que assista a essa palestra aqui dada pela própria Carol Dweck






sábado, 13 de agosto de 2016

O que as olimpíadas podem nos ensinar




A despeito do cenário econômico e político vivemos um momento mágico, em que todos os holofotes do mundo estão voltados para o nosso País. Somos o primeiro País da América do Sul a sediar uma Olimpíada e apesar de todos as especulações estamos fazendo bonito e surpreendendo até os mais pessimistas e céticos. No total são 42 modalidades, 306 provas, 205 países e 11.559 atletas. Até o dia 21/08 vamos assistir à performance dos maiores atletas do mundo.

Agora Imagine a rotina de um atleta e como ele chegou a esse nível? Imagine como o Bolt, por exemplo, atingiu seu estado da arte, superando seus próprios limites? O quanto de disciplina, motivação, resiliência, determinação e coragem não foi necessário para atingir esse nível de excelência?

Ao contrário do que se pensa, não há qualquer diferença entre um atleta e uma pessoa comum. Ambos são iguais. O que difere um do outro é a capacidade de acessar o potencial máximo, ou seja, a maioria de nós não utiliza o potencial que tem porque se acostumou a viver dentro de sua zona de conforto, fazendo o simples e esperado. A maioria está satisfeito em ser bom e não arrisca ser ótimo.

O que as olimpíadas podem nos ensinar é que somos aquilo que acreditamos ser e por meio de metas bem estabelecidas, treinamento, disciplina e aprimoramento de técnicas podemos alcançar a excelência.

A lição que fica para mim é que mais importante que o pódio, é o que nos tornamos durante a jornada e principalmente a consciência de que nosso poder e capacidade é ilimitado, cabendo a mim treinar, fazer e é claro, querer!

Que nossos atletas sejam fontes inspiradoras de superação.




Conheça algumas histórias inspiradoras:

Informação extraída do site:




SHANG CHUNSONG – CHINA

Para quem ainda não conhece, essa é Shang Chunsong, a chinesinha que conquistou o Brasil (e uma medalha de ouro junto a sua equipe de ginastas). Apesar da aparência frágil, Shang é uma grande mulher, e também uma vencedora fora do centro olímpico.

Para quem ainda não sabe, ela cresceu em uma família extremamente pobre e passou por um longo período de desnutrição. Seus pais são trabalhadores da construção em Changsha e seu irmão tem uma deficiência visual. Apesar da pouca idade, a menina já enfrentou muitas dificuldades, inclusive uma grave depressão.

Depois de vencer os Jogos Nacionais Chineses de 2013, ela comprou uma casa para seu irmão em Changsha, para quando ele se casar, e hoje sua maior esperança e motivação para ganhar é ter dinheiro suficiente para curar sua visão.

Em uma entrevista, orgulhoso, o irmão declarou "Quando disse dos ganhos de sua irmã, Shang Lei disse:" Não importa qual o valor em dinheiro do prêmio, eu só quero que minha irmã sorria ainda mais".



RAFAELA DA SILVA – BRASILRafaela Lopes Silva, além de ser judoca, é também militar brasileira. Atualmente, ocupa a graduação de terceiro sargento na Marinha do Brasil e é integrante do Centro de Educação Física Almirante Nunes (CEFAN), do Departamento Militar Esportivo.

Em agosto de 2013, tornou-se a primeira brasileira a se consagrar campeã Mundial de Judô. Este ano, conquistou a medalha de ouro da categoria até 57Kg nas Olimpíadas, após derrotar a judoca da Mongólia, Sumiya Dorjsuren, até então líder do ranking mundial. Com isso, ela se tornou a primeira atleta da história do judô brasileiro, entre homens e mulheres, a ser campeã olímpica e mundial.

Entretanto, engana-se quem pensa que tudo foi fácil. Rafaela, da Cidade de Deus, foi resgatada pelo Instituto Reaçao de Flavio Canto, porque estava pensando em desistir do esporte. O motivo? Preconceito! Cotada como favorita nos Jogos de Londres, Rafaela foi eliminada nas oitavas de final e humilhada, tendo que ouvir ofensas racistas a seu respeito.

Após ser chamada de “macaca” e ler que “era uma vergonha para a família”, havia tomado uma decisão: parar de lutar. A escolha surpreendeu, mas nunca convenceu seu pai, que tinha certeza que ela voltaria à luta.






YUSRA MARDINI – SÍRIA
A síria Yusra Mardini, de 18 anos, é nadadora do time de Atletas Olímpicos Refugiados e dona de uma das histórias mais emocionantes das Olimpíadas. No esporte, infelizmente não se classificou para a semifinal do nado borboleta, mas foi ovacionada pela platéia no Centro Aquático Olímpico como se tivesse ganhado uma medalha de ouro... E ganhou, na vida!

Para quem não conhece sua trajetória, há mais ou menos um ano, ela e sua irmã nadaram durante três horas seguidas em mar aberto para salvar pessoas que, assim como elas, fugiam da guerra civil da Síria. Ambas estavam em um bote inflável com mais 18 refugiados no meio de Mediterrâneo quando o motor da embarcação pifou.

As irmãs amarraram cordas ao corpo e nadaram em águas gélidas, puxando o bote até a Ilha de Lesbos, na Grécia. Atualmente, a jovem vive na Alemanha, onde treina natação.





SIMONE BILES - EUA



Simone Biles é ginasta dos Estados Unidos, especialista na ginástica artística e vencedora de 14 medalhas em campeonatos mundiais, sendo dez delas de ouro. É a ginasta mais condecorada na história do seu país em mundiais.



Sua história é pouco conhecida. Aos dois anos, foi enviada para um lar adotivo por conta do abuso de drogas de sua mãe. Mais tarde, ela foi adotada pelos avós. Também enfrentou preconceito, superou dificuldades e hoje é símbolo não apenas para seu país, mas para todas nós, mulheres.





Etenesh Diro - Etiópia

A Atleta da Etenesh Diro perdeu o sapato durante a competição e seguiu correndo descalça. Diro, que é uma das favoritas ao pódio nos 3 mil metros estava na segunda posição no momento do acidente. Com o apoio da torcida, conseguiu terminar a prova em sétimo lugar e por deliberação dos árbitros, a atleta conquistou a vaga para a decisão final da prova.


domingo, 7 de agosto de 2016

ABPSEC - Associação Brasileira de Pesquisa em Secretariado

Você conhece a ABPSEC? A Associação Brasileira de Pesquisa em Secretariado – ABPSEC, foi fundada em outubro de 2013 cujo objetivo é: 



I. Promover o desenvolvimento do ensino de pós-graduação e da pesquisa em Secretariado, contribuindo para sua consolidação e aperfeiçoamento, bem como estimular experiências novas na área;

II. Promover o intercâmbio e a cooperação entre cursos de graduação, programas de pós-graduação, professores, estudantes e demais pesquisadores da área;

III. Difundir a produção de trabalhos científicos e acadêmicos na área secretarial;

IV. Estimular as atividades de pós-graduação e pesquisa em Secretariado para responder às necessidades concretas das instituições de ensino superior, do mercado de trabalho, bem como das comunidades locais e regionais, valorizando a cultura nacional e as culturas locais;

V. Identificar temas prioritários de pesquisa em Secretariado no país, promovendo o seu desenvolvimento;

VI. Agir junto às agências de coordenação e de financiamento da pós-graduação e da pesquisa no país, procurando garantir a participação democrática das bases nas decisões;

VII. Contribuir para o aperfeiçoamento profissional, particularmente no nível acadêmico e científico;

VIII. Promover o intercâmbio e a cooperação com associações e entidades congêneres."

No site é possível encontrar artigos, teses, resumos, relatórios, monografias, anais e outros documentos relacionados ao Secretariado. 

Lembro-me, nada nostálgica, como era raro quando iniciei o curso em 1999, encontrar material de pesquisa que pudesse apoiar meus estudos e conhecimento na área. Dessa forma, vejo a Associação, assim como tantos outros sites e blogs como uma grande oportunidade de conhecimento. Então, vamos aproveitar! :) 

Site da ABPSEC


Um abraço, 

Simara Rodrigues 





 

A Secretária que faz

Semana passada, entre os dias 03 e 06 de agosto aconteceu o XIX CONSEC, cujo objetivo foi discutir importantes temas relacionados à profissão de Secretariado, o mercado de trabalho e o cenário atual. 


Entre os palestrantes, esteve presente a renomada Secretária Executiva e Profa. Wamser que ao longo de anos vem exercendo um papel importantíssimo na área secretarial, isso porque, desde que abraçou o secretariado, inicialmente como Secretária Executiva e posteriormente como docente, sempre buscou aprimorar seus conhecimentos, contribuindo de forma efetiva para a valorização e reconhecimento da profissão. 

A profa. Eliane, em sua fala, trouxe muitas inquietações e reflexões sobre o nosso papel e engajamento, ou seja, sobre o nosso pertencimento. Afinal, quão engajados somos e qual é o nosso pertencimento com a profissão?

Em sua blog é possível encontrar um riquíssimo conteúdo e informações valiosas de pesquisa, incluindo sua dissertação de mestrado. Profa. Eliane é de fato A Secretária que faz -  título de seu livro - por todo o seu comprometimento, postura e amor à profissão. É uma grande honra encontrar ao longo da minha trajetória pessoas inspiradoras e que me motivam a seguir em frente, acreditando que Secretariar é uma arte. 

Abaixo, compartilho um, dos vários artigos, postados no blog da Professora. 



Em 29 de setembro de 2011 tive a oportunidade de participar do II ENASEC, organizado pelos acadêmicos do curso de Secretariado Executivo da UFSC. Fui uma das debatedoras da mesa redonda, com o tema: Uma conversa sobre a profissão de Secretário.

Reproduzo aqui algumas das afirmações e questionamentos que fiz na ocasião.

“Exerci o secretariado, ensino secretariado, estudo e pesquiso secretariado, leio secretariado, falo sobre o secretariado, discuto secretariado, transpareço secretariado. E quanto mais faço tudo isso, muitas dúvidas e perguntas ainda tenho. 

E persiste só uma certeza: tanto na área de secretariado como em qualquer outra, o sucesso e êxito profissional acontecem para quem tem um planejamento de carreira. Ter planejamento de carreira significa, antes de qualquer coisa, optar por algo que tem a ver com a pessoa e gostar de fazer isso. 

Importante frisar que uma profissão me pertence. O cargo que ocupo em uma empresa, é da empresa; faz parte de sua estrutura organizacional. 

Agora, optar por ter uma profissão e a partir disso fazer o planejamento de carreira envolve:

• determinação;

• disciplina da perseverança;

• foco;

• assumir o projeto de vida;

• assumir o controle da vida profissional;(ter autoestima, autoconhecimento, autoconfiança);

• investir no aprendizado e na formação;

• e se comprometer com a profissão escolhida.

Significa construir a credibilidade profissional. A construção da credibilidade profissional leva tempo. E começa quando se decide ser secretário. Depende da postura que assumimos. 

No caso do secretariado, a sua identidade/imagem profissional está atrelada basicamente em três vertentes:

1) ao processo histórico/cultural, onde ainda há o preconceito que rege o entendimento do que é ser “secretário” e que na minha opinião hoje reside na cabeça de quem é desinformado.

2) aos formadores do secretário executivo, por também terem certa dificuldade em se dar conta do perfil e das competências necessárias; e por não terem clareza ao responder: Quais são os saberes que contribuem para a formação e construção profissional do secretário executivo?

3) e aos profissionais/egressos, que através de sua postura profissional refletem e dizem ao mundo corporativo se são profissionais inspirados, engajados, movidos pela superação, que procuram agregar valor ao seu trabalho, ou apenas usam a profissão como um trampolim para algo que nem eles mesmo sabem. 

Vertentes estas que passam a se constituir nos desafios do Secretariado.

Pergunto:

De que ações o secretariado precisa para ser bem sucedido/reconhecido?”


FONTE:
http://a-secretaria-que-faz.blogspot.com.br/