segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O uso excessivo do celular e seus prejuízos





Não é novidade que a tecnologia está presente no cotidiano de todos nós. A qualquer necessidade lá estamos conectados e com informações em tempo real. Mas assusta-me a forma que muitos têm conduzido o uso desse recurso. Basta observar como as pessoas saem dos elevadores, caminham pelas ruas e shopping e fazem suas refeições. E se estão em grupo, a qualquer desinteresse começa a "teclar" em seu mundinho.  

Outro dia, enquanto aguardava minha comida na praça de alimentação de um shopping, fiquei observando as pessoas que por ali passavam. Foi então que um rapaz, de aproximadamente 25 anos, totalmente conectado com o seu celular esbarrou e bateu com o rosto em uma das pilastras. Totalmente alienado. Os especialistas já chamam esse vício de Nomofobia, que significa o uso excessivo de celular. 

Aquilo que era para libertar vem escravizando cada dia mais as pessoas. A verdade é que estamos viciados. Dormimos ao lado do telefone e antes mesmo de abrirmos os dois olhos já estamos atualizando nossa “time line”. Almoçamos, jantamos e lanchamos com ele. O pai de todos os vícios é o facebook. Onde publicamos cada passo – #partiu academia, #festa comazamiga, #férias, #se sentindo – um grande jornal coletivo. E a mãe de todos os vícios e quebra de protocolos o Whatsapp, aplicativo que promove todos os tipos de bate papo e muitas vezes usado da forma mais inconveniente e deselegante. Sim, se a pessoa não tem etiqueta pessoalmente, é no mundo virtual que não têm mesmo. Já recebi mensagem, via WhatsApp, de madrugada de pessoas que não informei meu telefone “despachando” assuntos que deveriam ser tratados em outra esfera. Privacidade continua sendo coisa séria. 

Os efeitos da nomofobia? Perdemos a noção de bom senso e dos limites. 

Equilíbrio, essa é certamente a palavra que devemos adotar, se quisermos viver com qualidade de vida e mantendo boa educação. É claro que não é fácil, principalmente porque temos a ilusão de ter o mundo em nossas mãos. Mas experimentar criar limites e hábitos é um exercício. 

Abaixo algumas dicas que podem contribuir para esta “desintoxicação”:


Entre amigos - Se estiver com um grupo de amigos seja durante as refeições ou em um happy hour esteja realmente com eles. Aproveite o momento para conversar, rir e interagir. Evite ficar ao telefone e tirando dezenas de selfies para publicar nas redes sociais. Isso é extremamente desagradável e cansativo. Se você se propôs a sair com seus amigos, então esteja de corpo e alma. 

Durante suas refeições - Evite ficar conectado full time sem saber ao menos o que entra na sua boca. Oxigene um pouco e aproveite o momento para “desconectar”. E após a refeição que tal ler um livro, um jornal, uma revista ou simplesmente dedicar-se ao “far niente” que significa a arte de não fazer nada. Um pequeno descanso, ainda que de poucos minutos, após o almoço permite que você mantenha o dinamismo e recarregue as baterias. 

Limite seu tempo nas redes sociais - Crie o hábito de acessar suas redes em horários específicos. Não seja um viciado que a cada segundo atualiza seus dados. Perceba, a partir dessa postura, como pode aumentar sua produtividade e desempenho, principalmente no trabalho, quando é necessário atenção e dedicação. 

Esteja presente – Seja o que for que você se proponha a fazer, então faça por inteiro. Se for à academia, vá à academia e esqueça seu celular. Se for ao cinema, desligue seu aparelho. Outro dia, estava na missa e uma senhora não parava de tirar fotos e gravar vídeos da missa. Fiquei me perguntando: Para que veio à missa se não presta atenção e ainda me faz pecar, por julga-la. Brincadeiras à parte eu fiquei chocada.  

Mantenha o seu celular no silencioso em sala de aula, no trabalho e ambientes que são compartilhados. Tenha empatia e compreenda que os toques e bipes de mensagens podem incomodar e atrapalhar a concentração dos seus colegas de trabalho e a sua também. 

Grupos de WhatsApp são um grande problema - Evite usá-los durante o expediente, ao menos que seja realmente preciso. Tenha em mente que aquelas mensagens chegando a todo instante podem incomodar e atrapalhar a sua concentração. Já teve a nítida sensação de que alguns grupos parecem que as pessoas não têm o que fazer? Nesses casos, o ideal é deixar no silencioso e desativado. 

Por fim, saia com seus amigos e familiares porque uma boa conversa e uma boa companhia continuam sendo alguns dos prazeres da vida e sobretudo nos lembram que somos seres humanos e não máquinas.

um abraço e uma ótima semana, 

Simara Rodrigues 



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