sexta-feira, 27 de novembro de 2015

"Geração do diploma" decepciona o mercado


Já dizia meu professor de estatística em 1999 em sala de aula: "O mercado seleciona" e isso é incontestável. 


Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.

Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.

"Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de "geração do diploma" é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.

"Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria", diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.

Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.

"Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas", diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. "Surpreendentemente, terminanos com vagas em aberto."

Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.

É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da desaceleração da economia, os níveis de desemprego já caíram para baixo dos 6% e têm quebrado sucessivos recordes de baixa.

Mas segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado nesta semana, os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% desse contingente de desempregados.

"Mesmo com essa expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas posições requerem", explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.

Fonte: 


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ENADE, UNIP e muito amor envolvido



Ontem, dia 22 de novembro de 2015, aconteceu em todo o País o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), cujo objetivo é avaliar a qualidade dos cursos e das Instituições de ensino superior brasileiro. Este ano 26 cursos foram avaliados e entre eles o Curso de Secretariado Executivo. 

Para o profissional de Secretariado Executivo é a oportunidade de demonstrar que adquiriu as habilidades e competências necessárias para o bom exercício de sua profissão.  

Em Brasília, as provas foram realizadas em 09 cidades (Sobradinho, Asa Sul, Asa Norte, Taguatinga, Águas Claras, Guará) e a Universidade Paulista - UNIP esteve presente em todos estes pontos para apoiar seus alunos. Foi uma energia maravilhosa entre coordenadores, professores, assistentes, apoio e alunos, desde a concentração que aconteceu no inicio da manhã com a montagem do stand até às 18:00. 

Foram criados grupos de conversa no whatsapp para troca de mensagens de apoio, fotos e até mesmo para organizar toda a logicística que envolvia as centenas de alunos e cursos oferecidos pela Instituição. 

Foi realmente maravilhoso participar desse momento, torcer pelo bom desempenho dos meus alunos - que apesar do pouco tempo de convívio já ocupam um lugar significativo no meu coração - e que sobretudo estavam ali representando nossa profissão, que por vezes é tão rotulada. 

Essa mesma energia foi compartilhada com os demais Campi da Instituição: Tatuapé, Chácara Santo Antonio, Campinas, Aphaville, Marquês etc. Uma verdadeira rede do bem, que em tempo real encaminhavam informações para todos os envolvidos. 

Fiquei muito orgulhosa da minha equipe, mesmo àqueles que torciam e enviavam boas energias de longe. O engajamento, o carinho e dedicação que fazem parte dos bastidores - e que só os envolvidos sabem - é força motriz. Definitivamente a docência é um ato de amor e o que recebemos em troca não tem preço. 

Estou confiante em bons resultados e acredito que todos nós (alunos, docentes e Instituição) fizemos o melhor que podíamos. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues


Profa. Andrea Brilhante em  Águas Claras 





Profa. Kettyplyn Sanches em Taguatinga com os alunos 







Eu na Asa sul com com os alunos :) 




Professores, coordenadores e equipe da Asa Sul :) 






Encontre pessoas que te inspiram



Desde que me entendo por gente busco pessoas que me inspiram e me motivam. 

Na pré-adolescência, Madonna era a minha inspiração. Sua ousadia e determinação sempre me inspiraram. Lembro-me de faltar aula para ler, escondida, sua biografia. Achava o máximo, na década de 80, existir uma mulher tão diferente do estereótipo da época e tão determinada. Aquilo me fascinava. 

Na adolescência minha irmã foi minha inspiração. De família humilde teve que começar do zero. Ela era determinada e sabia o que queria, sua disciplina era e é até hoje incontestável. Tanto que hoje é uma executiva de alto escalão. Adorava pedir suas roupas, lenços e sapatos elegantíssimos emprestados. Apesar de suas origens soube se posicionar no mercado e no meio em que trabalhava - predominantemente masculino.  

Já adulta, atuando como Secretária Executiva, minha amiga Anitra foi minha inspiração. Sempre muito educada, elegante, com um vocabulário de uma verdade dama, se vestia maravilhosamente bem e mesmo irritada era um lady.  
Também no mundo corporativo conheci Enilce. Ela tinha o dom da escrita. Tudo, exatamente tudo que escrevia era perfeito. Dela adotei um estilo para escrever e aprendi muito sobre a escrita e língua portuguesa. 

Devo muito a um chefe que tive, entre tantos ensinamentos me ensinou que “quem planta tomate não colhe cebola”. O que em segunda análise significa dizer que tudo aquilo que plantamos em um determinado momento será colhido. E isto é irrefutável.

Por toda a vida minha mãe tem sido minha maior inspiração. Nunca a ouvi dizer que algo não é possível. Qualquer coisa que aconteça ela logo contesta “a gente dá um jeito”. E dá mesmo. Ainda que seja aos trampos e barrancos. Ela é incrível e gosto de acreditar que pareço com ela. 

Minha lista não para por aí. Tenho pessoas que admiro profundamente, sem ao menos saberem. São professores, líderes religiosos, empreendedores, alunos, Profissionais de Secretariado e etc. E mesmo no meu anonimato não deixo de observar e te-los como fonte de inspiração.  

Todos tem algo  a oferecer. É provável que você tenha uma lista de pessoas que te inspiram. Então aproveite esse presente que a vida nos oferece diariamente e inspire-se. Isso, certamente, será como bússola em sua trajetória e te motivará a seguir sempre em frente. 

Um abraço e uma ótima semana, 

Simara Rodrigues 


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ponha um tubarão no seu tanque




Recebi a mensagem abaixo de um chefe há alguns anos, para ser mais exata em 2011, quando assumi um novo desafio. Daqueles que te fazem arrepiar e tremer dos pés a cabeça. Eu era Secretária Executiva e após um processo seletivo interno fui trabalhar como Executiva de Negócios do Governo Federal. 


Eu sabia muito pouco ou quase nada sobre a função. As metas eram ousadas e os números também. Entre minhas responsabilidades estava: Gerenciar o relacionamento com o cliente, desenvolver e executar o Plano Estratégico da Conta, Prospectar novos negócios, liderar o "time de contas" e áreas de atendimento ao cliente (Pós Venda e Cobrança) e Elaborar briefings e sumários executivos da conta. 

E foi em uma das noites, por volta das 22:00, horário que geralmente saia do trabalho, que meu chefe e eu conversávamos sobre minhas metas e o meu desempenho que ele disse: "Simara, ponha um tubarão no seu tanque". 



"Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. 

E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado. 

Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos.


Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor ? 

Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria ?

Quando as pessoas atingem seus objetivos tais como, quando encontram um namorado maravilhoso, começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões . 

Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca crescem e de donas de casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta. 


Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50. "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".

Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema.

Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado em tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados.

Portanto, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista. Se reorganize!

Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.

Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença.


"Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar"


Pittsburgh University - MBA

Desse dia em diante tenho colocado tubarões em meu tanque e isso faz toda diferença! 

Um abraço, 

Simara Rodrigues


Quem não se comunica se trumbica


Olá pessoal, 

Você já parou para pensar sobre a quantidade de e-mails que você recebe e envia por dia, sejam eles corporativos ou pessoais? E quanto tempo você gasta com esta atividade? Agora imagine se você não utiliza esta ferramenta de forma produtiva. 

A dica de hoje é sobre a redação de e-mails e o campo “assunto”. 

Quer coisa mais desagradável que receber um e-mail nos seguintes formatos:

Assunto: U R G E N T E 

E eis que você abre o e-mail, para sua surpresa, não há nada de urgente ou que não possa aguardar. Infelizmente esta palavra deixou de ser exceção e passou a ser regra, o que em muitas situações atrapalha ao invés de contribuir. 

Quando eu leio em meu celular um e-mail com o assunto “URGENTE” eu imediatamente paro tudo que estou fazendo e trato de abri-lo e muitas vezes me deparo com assuntos banais. É realmente necessário fazer isso? Afinal, é urgente para quem? 

Tive um chefe que todas as vezes que eu dizia para ele: “Dr. Fulano, o assunto é urgente” ele imediatamente respondia: “Simara, não faça da incompetência dos outros a minha urgência”. 

Com o tempo você vai observando que aquilo o urgente geralmente foi realizado sem prazo e planejamento. 

Assunto: “....

Fico me perguntando o que uma pessoa que utiliza o campo assunto para digitar “três pontinhos” quis dizer. Ao contrário daqueles que escrevem “urgente” os que escrevem “três pontinhos” dificilmente terão seu e-mail lido. Afinal, se você não preocupou-se em ser visto porque alguém se preocuparia?

Assunto: Solicito emitir os trechos BSB/SDU/BSB dia 30/10/2015 às 15:00 TAM JJ 3593 e 01/11 dia JJ 3088 – 18:00. Obrigada Judith 

Sim, há pessoas com esse nível de falta de bom senso e escrevem toda a mensagem no campo destinado ao assunto que será tratado. Muitas pessoas justificam essa postura à falta de tempo ou “praticidade”. Mas uma coisa é ser dinâmico outra, bem diferente, é ser desleixado. 

Assunto: Solicitação 

“...Venho por essas mal digitadas linhas” - O dizer de um e-mail escrito sem qualquer esforço? Segundo Samuel Johson, o que é escrito sem esforço em geral é lido sem prazer.

Assunto: 

Um e-mail enviado com o assunto em branco corre grande risco de ser deletado ou simplesmente não lido. Então, se a sua intenção é que seu e-mail seja lido, a melhor opção é escrever a ideia central do e-mail de forma objetiva. 

Lembre-se que comunicação não é o que eu falo ou escrevo, mas o que o outro entende e mesmo em tempos de sobrecarga de trabalho e stress vale o bom senso que além de outros benefícios evita retrabalho e parafraseando Abelardo Barbosa, mais conhecido como Chacrinha, quem não se comunica se trumbica

Um abraço,

Simara Rodrigues

Ainda sobre a crise

Para pensar: 




“A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência.

O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.
Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Albert Einstein



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O poder do "Mas"


Um texto que eu gostaria de ter escrito por alguns motivos: porque acredito que vivemos o melhor momento dos últimos tempos. Um momento em que temos a oportunidade de descobrir novos talentos, habilidades e sairmos da inércia, criada por nós mesmo. Porque acredito que o "mas" é transformador e motivador. É quando somos capazes superarmos a nós mesmos. Se fizermos uma análise histórica, poderemos constatar que muitas histórias de sucesso vieram após alguns fracassos e crises. E sobretudo, porque tenho profunda admiração pelo Prof. Mussak. 

Vivemos um excelente momento para plantar e acreditar que as sementes serão prosperas e abundantes. MAS para isso é preciso uma boa dose de otimismo e perseverança. 

Um texto que vale a pena a leitura: 


EM TEMPOS bicudos como o que estamos vivendo, uma boa dose de otimismo pode nos ajudar a enfrentar as dificuldades do dia a dia. Os otimistas costumam ser mais positivos mesmo diante das adversidades, e, com isso, têm mais chance não só de encontrar meios para sobreviver à crise como de criar alternativas para sair dela, independentemente dos acontecimentos ao seu redor. 

Reconhecemos os otimistas de algumas maneiras. Uma delas é pelo tempo de seu discurso. Enquanto os pessimistas falam no pretérito, os otimistas preferem falar sobre o futuro. Os pessimistas insistem em ponderar como deveria ter sido. Os otimistas ocupam-se em discorrer como poderá vir a ser. Ao mesmo tempo em que um pessimista culpa o passado pelo presente, o otimista encontra nele os elementos para alavancar o futuro. É o jogo dos tempos, e cada um é mais hábil a seu jeito. Outra maneira de diferenciar um pessimista de um otimista é pelo uso do “mas”. Sim, do mas... a conjunção coordenativa adversativa, a palavrinha de três letras muito usada quando dois pensamentos se complementam, e parecem ser opostos. 

Usamos esse artifício linguístico todos os dias e nem nos damos conta disso. Cada vez que você diz “agora faz sol, mas mais tarde vai chover”, ou “minha cabeça dói, mas já vai passar”, está usando uma conjunção que, assim como a preposição, tem a finalidade de ligar termos de uma mesma oração. Lembra das aulas de língua portuguesa no colégio? Vale recordar. 

As conjunções podem ser aditivas, conclusivas, alternativas, explicativas e também adversativas, que são as que indicam oposição entre duas ideias. O mas é uma delas. As demais nós conhecemos: porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. Pulando da gramática para a psicologia, quem abusa das conjunções adversativas passa uma imagem de certa indecisão perante os fatos da vida. Tipo: “Não sei bem o que quero, mas me dá este aqui”, ou “Acho que vou tentar, mas não tenho certeza se vou conseguir”. 

Voltando ao tema do otimismo e do pessimismo, sabemos que esses dois estados, que demonstram a visão que as pessoas têm da situação em que se encontram, bem como das perspectivas futuras, se refletem no uso dos recursos linguísticos. Um deles é o uso do mas. Ou melhor, da ordem em que se colocam os termos da oração em torno dele. Explico. Uma coisa é dizer: “Eu sei que está ruim, mas vai melhorar”. Outra é afirmar: “Eu sei que vai melhorar, mas que está ruim, está”. As duas frases acima envolvem exatamente os mesmos elementos em sua construção. Ambas fazem uma ponderação sobre a situação presente e uma consideração relativa ao futuro. A diferença está no foco. 
Enquanto a primeira frase está claramente focada no futuro, a segunda denuncia uma preocupação maior com o presente. E esse, com sabemos, não é nada bom. 

Lembro de uma colega de trabalho que sempre terminava as frases com “mas veja bem...”. Não importava o que vinha antes. Ela podia estar falando de um projeto, de uma conquista, de uma notícia boa, sempre emendava o “mas veja bem...”, e depois vinha uma consideração do tipo “é preciso ser cauteloso”, ou “as coisas nem sempre são como parecem ser”. De pouco importava quão auspiciosa era a notícia, sempre tinha um mas para colocar as coisas em perspectiva. A dela, claro, que quase sempre era pessimista. Outra pessoa que emerge de minha memória é outro amigo querido, otimista de carteirinha. Ele também usava o mas, só que em outra conotação, evidentemente. Quase sempre seu “mas” vinha antes de “vamos dar um jeito”, ou “isso vai passar, você vai ver”. Tem mas para todos os gostos. Depende de nós usá-lo para criar um bom ambiente, um estado de esperança racional, um estímulo à solução, ao desenlace ideal, ao melhor momento, ou não. 

Sempre podemos usar o mas para criar inspiração ou para jogar um balde de água fria no ânimo de qualquer um. Li, recentemente, dois textos sobre esportes que abusavam do mas. Um era sobre um jogador conhecido de futebol. Dizia o colunista, em um texto primoroso, que o problema do tal esportista era que ele era um jogador “mas”. Era visivelmente talentoso, mas essa qualidade não estava colaborando para sua carreira. Ele é capaz de jogadas brilhantes, mas elas nem sempre aparecem quando são necessárias. Cria oportunidades fantásticas, mas nem sempre finaliza. Esse atleta carrega um “mas do mal” em seu currículo. 

O segundo texto era sobre outro esportista de salto com vara. Nos recentes Jogos Pan-Americanos de Toronto, ele não conseguiu o resultado que queria, e que se esperava dele. Por suas conquistas anteriores, ele era forte candidato ao ouro, e ainda é uma das esperanças para as Olimpíadas do ano que vem. Disse o colunista que ele não conseguiu a medalha, “mas” isso não significa que ele não foi bem-sucedido, considerando a fase do treino em que se encontra. Ele não ganhou, mas esse fato não se deve à falta de talento ou qualidade, e sim à sua inexperiência e à estratégia usada, e que foi, acima de tudo, um grande aprendizado. Agora ele amadureceu. O primeiro mas questiona o valor do jogador de futebol. O segundo deixa claro que o saltador continua sendo uma de nossas esperanças para o Rio 2016. 

Essas são situações em que o mas serve para ponderar, analisar, criar uma imagem realista de um fato, uma situação, ou mesmo sobre uma pessoa, um profissional. O outro valor do mas é o de criar esperança. Quando algo não está bem, como o momento econômico, o crescimento da inflação e do desemprego, surgem dois pensamentos: o de que tudo vai piorar, e o de que daqui pra frente só é possível melhorar. “A situação é ruim, mas não será para sempre”, dizem alguns. 

Outros preferem afirmar: “A situação está ruim, mas ainda não chegamos ao fundo do poço”. E, já que é assim, proponho o otimismo consciente. Aquele que não nega a realidade, mas que acredita na solução, no recomeço, na recuperação, na melhoria, no crescimento. Nosso país está como está porque fizeram com ele o que fizeram. Mas ele será o que será porque faremos o que faremos. 

E, neste caso, como diz o ditado, “não tem mas nem meio mas”. Só depende de nós.


Por EUGENIO MUSSAK 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O Secretariado ao redor do mundo




Não é segredo minha admiração pelo trabalho realizado no SINSESP e pela Presidente do Sindicato, Isabel Baptista, pessoa altamente competente, engajada e comprometida com a profissão de Secretariado. 

Vejam o que o SINSESP postou recentemente - As principais entidades internacionais que representam o Secretariado ao redor do mundo. Belíssimo trabalho! 

Parabenizo todos os envolvidos pela pesquisa e por compartilhar essas informações, que certamente contribuirão para a pesquisa e troca de informações. 

Entidades Internacionais

América

Barbados:

Barbados Association of Office Professionals


Canadá:

Association of Administrative Assistants


Estados Unidos da América:

International Association of Administrative Professionals

Society of Corporate Secretaries and Governance Professionals


Perú:

Confederación de Asociaciones de Secretarias y Asistentes del Perú


República Dominicana:

Federación Interamericana de Asociaciones de Secretarias


Uruguai:

Asociación de Secretarias del Uruguay


Europa

European Management Assistants



domingo, 15 de novembro de 2015

Descubra novas paixões



O mês de novembro começou a todo vapor e os últimos dias foram bem especiais para os Profissionais de Secretariado de Brasília. 

No dia 09/11 a Profa. e Coach Andrea Brilhante proporcionou aos profissionais a palestra "Em busca do seu sonho - Orientação Profissional". O evento, que aconteceu na Universidade Paulista - UNIP, trouxe dicas importantes para estabelecermos metas e elaborarmos nosso planejamento de vida e de carreira, como melhores práticas. 

Na ocasião, Andrea compartilhou experiências, indicação de leituras e finalizou o momento com um sorteio de 8 sessões de coaching de carreira. 

No dia 13 de novembro o Comitê de Secretariado Executivo do DF promoveu em Parceria com o Sebrae e Pepita Consultoria o Evento Inovação e empreendedorismo. 

Os profissionais de Secretariado Executivo tiveram a oportunidade de conhecer novas formas para competir no mercado e oxigenar seus conhecimentos. A Consultora do Sebrae Lúcia Romão trouxe dicas de como abrir seu próprio negócio e empreender. Pepita Soler destacou o perfil do Profissional de Secretariado Executivo contemporâneo, as habilidades exigidas e as ferramentas necessárias para continuar competindo no mercado de trabalho. 

No dia 14 de novembro, no Hotel Mercure, Pepita Soler promoveu o treinamento “Os 4 C’s da marca pessoal do Secretariado Executivo”. A palestrante atua há 20 anos na promoção de eventos e no desenvolvimento de educação continuada para Profissionais de Secretariado Executivo de alto escalão por meio de seus programas Nacionais e Internacionais. 

Pepita atua no eixo Rio de Janeiro-São Paulo e pela primeira vez trouxe o curso “Os 4 C’s da marca pessoal do Secretariado Executivo” para Brasilia. 

Não tenho dúvidas que cada momento contribuiu para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. É simplesmente maravilhoso estar com pessoas que compartilham das mesmas ideias e dos mesmos e proporcionam tantas reflexões, aprendizados e aprimoramento. É também incrível a capacidade que temos de nos conectar à pessoas nessas ocasiões. 

Todas as vezes que saiu de um treinamento ou encontro como estes que estive nos últimos dias saio melhor do que cheguei. Esses encontros funcionam como combustível. Talvez por isso tenha tanta paixão em continuar construindo e desenvolvendo novas habilidades. Porque cada encontro que participo me permite pensar e repensar a minha vida e a forma como conduzo o meu trabalho e as minhas escolhas.

Outro dia li que devemos estar abertos a novas oportunidades, pois nunca sabemos quando descobriremos uma nova paixão. Fico imaginando o quanto perderia - isso inclui conhecimento, novas amizades, Networking, novos saberes, novas experiências e informações - se ficasse em casa vivendo na minha zona de conforto e quantas paixões eu deixaria de viver. 































sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Evento em Brasília com Pepita Soler

Pessoal, 

Esta semana os profissionais de Secretariado terão ótimas oportunidades para oxigenar e/ou adquirir novos conhecimentos. 

Hoje, teremos o evento do Comitê de Secretariado Executivo do DF e amanhã o treinamento com a Pepita Soler. 

Veja a programação: 

OS 4CS DA MARCA PESSOAL DO SECRETARIADO EXECUTIVO – BRASILIA



Facilitador: Pepita Soler
Curso: Os 4Cs da Marca Pessoal do Secretariado Executivo
Data 1: 14 de novembro de 2015, das 08:30 as 16:30
Local: Hotel Mercure Eixo -Setor Hoteleiro Norte (SHN) QUADRA 05 BLOCO G

AGENDA DO DIA:


08h15 - 08h30 CREDENCIAMENTO
08h30 - 10h30 TREINAMENTO

10h30 - 10h45 COFFEE BREAK

10h45 - 13h00 TREINAMENTO

13h00 - 14h00 ALMOÇO

14h00 - 16h30 TREINAMENTO


A participação no evento inclui: Apostila do Curso 4C`s, Certificado, Coffee Break, 1 Sessão Coaching online, Webinar reforço aprendizagem.

*Almoço não está incluso.

um abraço, 

Simara Rodrigues 



Comitê de Secretariado promove palestra gratuita

Por Marcela Brito

Amigos leitores,

Hoje o motivo para escrever é mais que especial: um dos primeiros projetos em parceria deste ano está concluindo seu primeiro ciclo. O Comitê de Secretariado Executivo do DF nasceu do coração ávido por valorização e da mente brilhante cheia de ideias maravilhosas da Simara Rodrigues. Encontrou em mim terreno fértil e se uniu a um grupo de profissionais inquietos por elevar o nome do Secretariado Executivo no DF.

Sinto-me muito feliz por anunciar que esta semana o COMSECDF está completando seu primeiro ciclo, a conclusão de todos os encontros planejados em maio e que tem se tornado fonte de conhecimento, ambiente favorável ao networking e entidade representativa da nossa categoria na região, com grande apoio do Sindicato dos Secretários do DF, das instituições de ensino superior e de algumas empresas.

E é neste clima de celebração pelo sucesso no fechamento deste primeiro ciclo, que convidamos todos os profissionais e estudantes, não só os de Secretariado Executivo, mas em especial aqueles que sentem dentro de si o mesmo desejo que nós: expansão, conhecimento e muita vontade de aprender. Nosso último evento será festivo e cheio de poder: “Circuito Inovação & Empreendedorismo”, com duas palestras de peso.

A palestra de abertura da noite será com Pepita Soler, diretora Brasil e América Latina da Pepita Consultoria, Presidente do Secretaries Club e facilitadora certificada pelo Instituto Franklin Covey. Pepita falará sobre como fazer a inovação acontecer. Além disso, essa é uma participação muito especial, pois Pepita estará em Brasília para promover seu curso “Os 4C’s da marca pessoal do Secretariado Executivo”, que ocorrerá no sábado, 14/11/2015, de 8h30 às 16h30 no Hotel Mercure Eixo.

A segunda palestra da noite sela com chave de ouro a parceria entre o COMSECDF e o Sebrae-DF, que nos concedeu o espaço e a coach brasiliense Lúcia Romão, que abordará Empreendedorismo como caminho para o sucesso. Lúcia é psicóloga e referência em Brasília na área de desenvolvimento pessoal e atua há mais de 30 anos no segmento. A palestra será no Sebrae-DF (SIA, trecho 3, lote 1580 – Auditório).

A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas! Venha celebrar conosco esse momento especial!

http://www.marcelabrito.com/2015/11/comite-de-secretariado-promove-palestras/





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

UNIP promove "Um dia no Campus"



A escolha profissional é uma das decisões mais importantes da vida de uma pessoa. Envolve muitas variáveis, desejos e expectativas, situação que deve ser trabalhada para que a escolha se torne clara. 

Na expectativa de poder auxiliar os jovens que estão vivenciando este momento, a Universidade Paulista - UNIP realizou no dia 05/11/2015  o evento UM DIA NO CAMPUS cujo objetivo foi orientar e esclarecer os jovens sobre a escolha da profissão, a fim de obter uma melhor formação, conduta e inserção no mercado de trabalho.

Na ocasião, os estudantes de Ensino médio tiveram a oportunidade de participar de atividades educativas, ampliar seus conhecimentos sobre diversas profissões e áreas de formação profissional e conhecer a estrutura física das instalações científicas da UNIP.

Além das oficinas, palestras e gincanas do conhecimento, cada curso ficou responsável por um stand com o intuito de compartilhar informações sobre os respectivos cursos oferecidos pela UNIP no Campus Brasília. 

O curso de Secretariado Executivo Bilíngue foi representado por mim e pela aluna do 5.º semestre, Crislara Silva, eleita pelo corpo docente como "embaixadora do curso" por sua dedicação, comprometimento, responsabilidade, engajamento e postura. 

Foi gratificante observar o carinho e comprometimento da aluna ao apresentar e esclarecer informações sobre o curso e elucidar mitos sobre a profissão. 

Em breve Crislara estará iniciando uma nova etapa de sua vida e não tenho dúvidas que trilhará pelos caminhos do sucesso. 

Parabéns e obrigada por nos representar

um Abraço, 

Simara Rodrigues 










domingo, 1 de novembro de 2015

Marcela Brito fala sobre a interculturalidade

Reservei o feriado para atualizar todas as minhas pendências: Leitura de e-mails, de revista, correção de trabalhos e elaboração de provas, academia e outras atividades que exigiam tempo para serem executadas. 

Parece pouco, mas esse feriado foi providencial. 

Entre a minhas pendências estava assistir o vídeo da querida amiga, Secretária Executiva, blogueira e professora Marcela Brito.

No vídeo, disponível no youtube, Marcela apresenta informações relevantes para os profissionais de Secretariado. Em aproximadamente 35 minutos ela fala sobre carreira, profissão, experiências, Interculturalidade, vivência, docência e sobre o Comitê de Secretariado Executivo do DF.

Não me canso de agradecer a oportunidade de conhecer uma pessoa tão sensível, dedicada, competente e inteligente que nos motiva de forma tão especial. 

Parabéns a querida amiga pelo brilhante trabalho desenvolvido em prol da Profissão. 

Vale a pena assistir a entrevista, disponível no youtube

Quando alguém te surpreende



Meus dias têm sido de muito trabalho, até mais do que esperava, e a rotina tem sido realmente de sobrecarga. A parte boa é que apesar das incansáveis horas sinto-me profundamente realizada e feliz com as atividades que desenvolvo, embora reconheça certo exagero da minha parte.  


Um fato que me surpreendeu esta semana, especificamente na sexta-feira, foi que ao chegar em casa por volta das 23h40, exausta depois de 16 horas de trabalho, saindo de um merecido banho fui abrir minha gaveta para pegar uma roupa e a encontrei totalmente organizada, com as peças separadas exatamente como gosto que fiquem. 

E foi em meio a todo o cansaço que abri um belo sorriso. Imediatamente pensei em como é bom quando alguém nos surpreende e faz mais do que aquilo que foi contratado para fazer. É a famosa disposição, que todos dizem ter, mas poucos exercem de fato. 

*Ester trabalha a pouco tempo comigo e é responsável pelos afazeres da casa. Ela é sempre muito atenciosa e cuidadosa e busca fazer o seu trabalho da melhor forma possível. Mas arrumar minhas as gavetas não faz parte das suas atribuições e por isso me surpreendeu. 

Todos nós, em maior ou menor grau, somos capazes de surpreender alguém, ainda que por um simples gesto ou ação. Para isso, é preciso deixarmos de lado nosso egoísmo, preguiça e desenvolvermos a empatia. Agir assim não nos torna melhor ou pior que o outro, mas é capaz de arrancar verdadeiros e sinceros sorrisos. 

Um abraço, 


Simara Rodrigues