quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Quando as prioridades começam a mudar





Há exatamente um ano eu começava meu processo de mudança. Aos 25 anos fiz um planejamento para os próximos 10 anos. Naquele momento, estabeleci metas – ousadas - que desafiavam os meus próprios limites. Se seriam possíveis eu não poderia prever, mas fiz a minha parte. 

Minhas metas foram divididas em três áreas: Conhecimento, carreira e estabilidade financeira. Costumo dizer que a vida é feita de escolhas e cada indivíduo estabelece as suas prioridades. As minhas foram essas. 

Conforme planejado, aos 35 anos realizei tudo, exatamente tudo que estava previsto. É gratificante perceber que por meio de muita de dedicação, trabalho árduo e foco eu consegui alcançar os meus objetivos. 

Foi então que em outubro de 2014 eu me vi sem novos projetos, sem metas, sem objetivos e com uma enorme necessidade de priorizar outros campos, não contemplados no passado. Entre eles, estava qualidade de vida e saúde física e mental. Sabe quando você chega a um determinado lugar e diz: Pronto. E agora, o que vou fazer? A vida real não é tão simples como em um jogo de vídeo game que você simplesmente passa para a próxima fase. 

Comecei a sentir uma tristeza profunda e uma inquietação. Como assim não tenho mais planos? Eu murmurava. Minha carreira e minhas prioridades já não eram as mesmas e tinha a nítida sensação que precisava mudar. Oxigenar. Sair da minha zona de conforto. 

E foi então que conversando com uma amiga – por isso é tão importante cultivarmos boas relações – que surgiu a orientação: Por que você não faz sessões de coaching. Isso vai te ajudar. A partir dessa conversa comecei a pesquisar a respeito e me aprofundar no assunto. 

Marquei a 1ª consulta, ainda com certo ceticismo. A partir de então fui sendo orientada e preparada para uma nova fase. Daí em diante iniciei um processo interno de mudança e comecei a (re) pensar a minha vida. Como as consultas foram gravadas ainda ouço nossas conversas e é muito interessante perceber que aquilo que não tinha ideia de como seria, foi criando forma. 

Como mencionado anteriormente, entre as minhas prioridades para esta nova fase estava uma incrível necessidade de cuidar da minha saúde física e mental. Desde que ingressei no mercado de trabalho mergulhei de cabeça. Por isso, era comum trabalhar por longas e incansáveis horas o que me transformou em uma pessoa completamente sedentária. 

A cada novo desafio eu não hesitava, se preciso fosse, ficava até as 00:00 para aprender ou finalizar um determinado trabalho. Ainda me lembro, com muito carinho, quando assumi a vaga de Executiva de negócios e não sabendo nada sobre a área tive que trabalhar dobrado para acompanhar o ritmo dos meus pares e não decepcionar àqueles que depositaram confiança em mim. Foi incrível, mas exaustivo. Foram inúmeras as vezes que o meu Diretor se dispôs a me orientar tarde da noite e como um bom líder me direcionar. Era fascinante aprender mais e mais com ele. Foi uma das melhores experiências. 

Hoje, ainda com uma carga de trabalho pesada – 16 horas por dia – consegui inserir em minha rotina atividades físicas e meditação, sendo essa última responsável por grandes transformações. 

Ouvindo alguns trechos das gravações das sessões de coaching, eu pergunto ao coach: “Quando devo retornar?” E eles responde: “Em um ano. Isso, se tiver feito as mudanças propostas. Do contrário, não há necessidade de vir”. 

É chegada a hora de voltar!

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