domingo, 28 de junho de 2015

Abrindo mão....






Em 31/12/2014 minha última mensagem do ano postada no facebook dizia: "algo me diz que coisas grandiosas estão por vir". E é com essa vibração que minha vida vem tomando novos rumos. A começar pelo meu emprego, que embora enchesse meu coração de alegria, senti uma enorme necessidade de mudar e buscar novas formas de competir.

Em paralelo, certamente motivada pelo momento, resolvi mudar de residência. Assim como no então emprego eu construí um lar supondo que ficaria por longos anos, mas quando a gente aprende a entregar e confiar o universo atua de forma surpreendente. E foi então que comecei a fazer minhas malas, organizar caixas e toda logística que se fazia necessária.

Hoje, ainda desencaixotando minha mudança para o novo lar, percebo como guardei objetos desnecessários e que só ocuparam espaço. Cada caixa que abro sou surpreendida com algo que me faz refletir: "pra que eu guardei isso?" "Eu realmente preciso disso?". Sem dúvida esses pertences foram importantes num determinado momento ou entendia que eram indispensáveis, mas hoje já não ocupam o mesmo espaço na minha vida.

Organizando meu novo momento, vou percebendo que da mesma forma agimos com relação às nossas ideias, pensamentos, pessoas, opiniões e conceitos. Guardamos por anos ou até mesmo por uma vida sentimentos e certezas sem valor - mas que supomos ter - e assim vamos carregando peso desnecessário.

O que tenho aprendido é que vez ou outra é preciso se desafazer daquilo que não agrega e só acumula lixo - físico e emocional.

E assim, vamos abrindo espaço para que o novo se estabeleça e nos preencha com o que realmente importa. E nesse processo abrir mão é fundamental.

Um abraço,

Simara Rodrigues

Um comentário:

  1. Como no texto anterior que li, mudar é preciso.
    Lembro uma vez, lá pelo meus 18 anos, em um Natal, comentei que o próximo ano sera de mudanças. E uma pessoa me esnobou alegando que eu mudava de mais. E eu pensei ali: claro, se for para ser a mesma de hoje, prefiro que Deus me leve, mesmo nova. Porque assim é a vida, mudar, de idade, de pensamentos, de amores (internos e externos, de paixões, hobbies. Não vejo crime nisso. Esse é o mal do ser humano, principalmente usar as mesmas críticas ano após ano, esquecendo de si.
    Mude quantas vezes for necessário. Tens a vida inteira para isso. E não acumule. Nada nem ninguém em sua vida. Beijo com carinho.

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