terça-feira, 9 de junho de 2015

Erros e acertos




A medida que a idade avança, e acreditem, passa num piscar de olhos, é muito comum fazermos uma retrospectiva, avaliar atitudes, comportamentos e valores. E surge a clássica pergunta: afinal, onde  errei e acertei até aqui?


É nesse momento que costumamos perceber que muitas atitudes foram desnecessárias e outras divisores de água. 


Seja como for, voltar no tempo, refletir sobre nossa vida e buscar melhorias é um processo evolutivo.


Nesse sentido, compartilho alguns erros e acertos que cometi ao longo dos 16 anos e que foram importantes para o meu crescimento pessoal e profissional na expectativa que possa contribuir:


ACERTEI – Semear para colher 

Engana-se quem acredita que “as coisas caem do céu do dia para a noite”. Ainda hoje, com todo aparato tecnológico e dinamismo é necessário planejamento e tempo para colher os frutos daquilo que desejamos. Particularmente não acredito em histórias de sucesso do dia para a noite. Geralmente, essas histórias, quando analisadas, exigiram tempo, dedicação e envolvimento. Nesse sentido, sempre tive paciência. Iniciei minha vida profissional como telefonista – mesmo querendo mais e sabendo que aquilo seria temporário. O período que atuei na área busquei contribuir e aprender. Era um trabalho maçante e repetitivo, mas ainda assim eu tentava fazer a diferença. Fiquei 01 ano nessa empresa e assim que ingressei na faculdade, pedi demissão e comecei meu 1o estágio em na minha área de atuação, que além de uma melhor remuneração estava direcionada com o meu plano de carreira.  


ERREI – Negócios são negócios 

É preciso muito sabedoria para separar o lado pessoal do profissional e isto eu não soube fazer no início da minha carreira. Tão logo ingressei na faculdade e no estágio, passei por um doloroso processo de separação e não tive maturidade para separar os assuntos e isto impactou nos resultados esperados pela Instituição. Para não me demitirem do estágio fui “promovida” a recepcionista. E isso mexeu comigo. Lamento que não tenha atendido as expectativas dos dirigentes e ainda hoje tenho vergonha e me pergunto por que não fui madura o suficiente. Ficou a lição e fico feliz e grata que tenham me dado uma 2ª chance. Aproximadamente quatro meses depois fui selecionada, no mesmo órgão, para estagiar na Presidência.  


ACERTEI – Fiz alianças

TODAS, sem exceção, as minhas experiências profissionais - estágios, empregos, palestras, treinamentos - foram indicação de amigos, colegas de trabalho, gestores e ex-gestores. Fazer alianças não significa ser puxa-saco ou oportunista. Mas significa que toda ação gera uma reação. Isto é, se você faz um bom trabalho, é responsável, comprometido, dedicado, transparente, bom indivíduo e atua com excelência qual o motivo para não indicarem o seu nome para um processo seletivo? Há um ditado que gosto muito que diz: O “espanador de hoje é o pavão de amanhã”, ou seja, tratar toda e qualquer pessoa com respeito, gentileza e simpatia pode fazer a diferença hoje, daqui 5 ou 10 anos. Seja como for, se você for uma boa pessoa vão lembrar de você. Pode apostar! 


ERREI – Criei expectativas   

O problema de criar expectativa no outro é que quando ele não atende aos nossos anseios nos frustramos. Todas as vezes que depositei expectativas nos outros me chateei e assumo: foi desnecessário. Nesse processo chorei, esbravejei e resmunguei a típica frase: Eu esperava que ele (a) ...... 

Mas vamos combinar: Ele (a) não me prometeu nada. As expectativas foram minhas. Hoje, continuo fazendo o melhor que posso e busco atingir minhas metas e sonhos, mas já não delego essa responsabilidade para ninguém.
 
ACERTEI - Exercitei minha humildade

 Ao longo da minha carreira desempenhei tarefas que não eram minhas, muitas vezes fui subestimada, acatei ordens das quais não concordava, trabalhei muito mais do que proposto, ouvi broncas das quais não concordava, calei-me quando muitos teriam dados respostas desaforadas e ouvi muitos “não”. Com isso, pude exercitar minha fé e minha paciência o que me fortaleceu e contribuiu para que pudesse seguir em frente. 


ERREI– Fiz da minha vida um reality show

Já diz o ditado: “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”. Errei quando falei pelos cotovelos. Com isso, algumas pessoas se acharam – e foi permissivo – no direito de interferir na minha vida pessoal, financeira e profissional. Aprendi que nem todos sentem-se felizes com a felicidade do outro. Esta postura, em muitas situações, trouxe-me inclusive prejuízos para promoção salarial. O que tenho aprendido, ao longo dos anos, é que algumas pessoas aceitam sua ascensão desde que não seja maior que a dela, portanto, manter a boca fechada além de conservar as relações garante melhores resultados. Algumas pessoas acham estranho meu comportamento - as vezes vago sobre minha vida - e não entendem que isso não se trata de omitir ou ocultar, mas simplesmente separar amigos dos negócios. Ainda falo e desabafo sobre a minha vida, mas o ambiente e o cenário é outro. Definitivamente as pessoas deveriam fazer uso do "desconfiômetro".

ACERTEI– Engoli alguns sapos

Tive o privilégio de conviver com pessoas extremamente difíceis. Sim, privilégio! Já ouvi muito desaforo, mando e desmando, gestores – que as vezes nem eram gestores, mas se intitulavam como tal – que adotavam a política da tirania, do medo e da ameaça. E o que tem de acerto nisso? Pude exercitar minha paciência, inteligência emocional e uma vontade absurda de mudança. Às vezes é preciso engolir alguns sapos e focar no que realmente importa. Algumas pessoas são como são e não têm a menor pretensão de mudar. 


ACERTEI MUITO  – Ouvi meu coração

“Precisa de curso superior para ser secretária?” Essa é uma pergunta clássica para quem escolheu a profissão. Alguns amigos e familiares achavam um absurdo estudar para “atender telefone, abrir porta e ser babá de chefe”.


A vantagem em ouvir a nossa intuição é que todo o resto perde importância. Não poderia ter escolhido melhor. Foram as minhas escolhas que me proporcionaram e me proporcionam todo amor que tenho nesta vida, porque quando escolhemos fazer aquilo que faz o nosso coração vibrar esse sentimento é refletivo em todo o resto. E fica combinado: O que os outros pensam não é um problema meu.  
Um abraço e uma ótima semana!
Simara Rodrigues  

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