segunda-feira, 29 de junho de 2015

Perder para ganhar



Embora seja dificílimo avaliarmos quem realmente somos, uma vez que temos o hábito de interpretarmos a nós mesmos de forma utópica e fantasiosa - sim, geralmente, temos a pretensão de nos acharmos perfeitos e melhores do que realmente somos - arrisco dizer que sou uma pessoa apegada, embora não pareça e lute contra esse aspecto. Tenho hábito de guardar caixas, livros, cadernos, agendas, roupas, bolsas bijuterias, lembranças e tantas outras peculiaridades. Então, chega um determinado momento que simplesmente deixo ir. E o mais interessante é que sempre fica uma sensação de liberdade. Este é o meu processo. 

Não muito diferente acontece em outros campos da minha vida. Costumo abraçar um novo projeto como se fosse para sempre de forma totalmente passional. Com um incontestável brilho nos olhos. Assim sou em tudo que me proponho a fazer. 

Mas chega um determinado momento - após algumas primaveras - começo a inquietar-me, como se meu subconsciente me dissesse: É hora de “deixar ir”. 

Há dois meses minha vida tomou novos rumos, e mesmo feliz com minhas escolhas e tudo que vem acontecendo sinto saudade. E até mesmo sentir saudade tem me deixado feliz. Porque quando você sente saudade é porque ficaram boas lembranças. Vez ou outra pego-me nostálgica e com um aperto no coração. É muito difícil despedir-se de pessoas que fizeram parte da sua rotina, que contribuíram com a sua jornada, que compartilharam momentos tão singulares, da mesma forma que é difícil despedir-se de nós mesmos e adaptar-se às mudanças. Mas são elas que nos permitem evoluir. 

Agradeço e celebro a oportunidade que estou tendo. É realmente uma dádiva reconhecer esses momentos e compreender o papel de cada indivíduo para o meu crescimento pessoal e profissional. Costumo chamar esse processo de perder para ganhar”. Perceber que tudo é efêmero nos permite seguir confiante e determinado a cumprir um novo ciclo que se inicia.

Um abraço e uma ótima semana,

Simara Rodrigues

domingo, 28 de junho de 2015

Abrindo mão....






Em 31/12/2014 minha última mensagem do ano postada no facebook dizia: "algo me diz que coisas grandiosas estão por vir". E é com essa vibração que minha vida vem tomando novos rumos. A começar pelo meu emprego, que embora enchesse meu coração de alegria, senti uma enorme necessidade de mudar e buscar novas formas de competir.

Em paralelo, certamente motivada pelo momento, resolvi mudar de residência. Assim como no então emprego eu construí um lar supondo que ficaria por longos anos, mas quando a gente aprende a entregar e confiar o universo atua de forma surpreendente. E foi então que comecei a fazer minhas malas, organizar caixas e toda logística que se fazia necessária.

Hoje, ainda desencaixotando minha mudança para o novo lar, percebo como guardei objetos desnecessários e que só ocuparam espaço. Cada caixa que abro sou surpreendida com algo que me faz refletir: "pra que eu guardei isso?" "Eu realmente preciso disso?". Sem dúvida esses pertences foram importantes num determinado momento ou entendia que eram indispensáveis, mas hoje já não ocupam o mesmo espaço na minha vida.

Organizando meu novo momento, vou percebendo que da mesma forma agimos com relação às nossas ideias, pensamentos, pessoas, opiniões e conceitos. Guardamos por anos ou até mesmo por uma vida sentimentos e certezas sem valor - mas que supomos ter - e assim vamos carregando peso desnecessário.

O que tenho aprendido é que vez ou outra é preciso se desafazer daquilo que não agrega e só acumula lixo - físico e emocional.

E assim, vamos abrindo espaço para que o novo se estabeleça e nos preencha com o que realmente importa. E nesse processo abrir mão é fundamental.

Um abraço,

Simara Rodrigues

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sobre o Diabo veste Prada e a vida real

Assistindo novamente o brilhante filme "O Diabo Veste Prada", eu decidi analisar mais a fundo a personagem Andy (protagonista do filme) e percebi que o filme vai muito mais além do que podemos imaginar.

Me dei conta que muitas pessoas no início da carreira se sentem exatamente como ela: perdidas, injustiçadas ou exploradas por seus superiores e chefes.

Diante de uma série de demandas elas não têm outra saída a não ser superarem a si mesmas, mas, talvez, durante o processo elas não saibam disso totalmente.

Lendo mais a respeito da personagem, encontrei um texto escrito por Alessandra Garattoni chamado "Uma aula de trabalho com Andy Sachs" que achei muito interessante e pode ajudar você que se vê no lugar da personagem do filme. Acredite, o que parece ruim pode na verdade ser o maior teste profissional da sua vida.

Má notícia 1: chefes como Miranda Priestley (e pedidos tão surreais como o manuscrito do não-publicado livro do Harry Potter) existem e, infelizmente, são mais comuns do que se imagina.


Má notícia 2: sim, nos seus primeiros anos de carreira, é possível – e provável – que você tenha que se curvar e atender a essa demanda quase não-humana como se ela fosse absolutamente normal.


Má notícia 3: atender essa demanda significa tirar forças, energias e talentos que você nem imaginava ter dentro de você, algo fundamental pra sedimentar sua base de carreira. Em alguns momentos vai parecer uma gincana maluca; em muitos dias você vai se perguntar o que está fazendo ali. Mas assuma isso como parte do processo. Vai te fazer crescer e amadurecer. Acredite: vai contribuir para sua formação.

BOA NOTÍCIA: existe um prazo de validade pra ser personagem de gincana, ao menos se você se transformar em um bom e completo profissional, coisa ainda rara no mercado. Uma vez estabelecido e com uma rede de contatos, não alimente nem, muito menos, dê prosseguimento a esse círculo vicioso quase doido – na prática, não se transforme também em uma Miranda Priestley pra se vingar dos que te fizeram sofrer, por favor!

Resumidamente, trate de fazer como Andy e atender às mais absurdas ordens. Mostre-se competentíssima e à prova de testes, sem medir esforços. Mas, uma vez mais maduro e preparado, saiba a hora de colocar um ponto final e seguir em frente, há pessoas normais no mercado também! Nem Andy Sachs quis ser Andy Sachs pra sempre…"


Fonte:

https://www.facebook.com/leilanavarro?fref=ts



Onde há crise, há oportunidade



Já postei vários artigos do Prof. Eugênio Mussak aqui no blog e não me canso de dizer que sou sua fã de carteirinha. Ele é uma das figuras que me inspira, principalmente porque  fala com propriedade e tem um olhar singular para pessoas e mundo.

Enfim, ele faz parte da minha lista de pessoas que “gostaria de ser quando crescer”.  Em complemento a seu artigo afirmo: "onde há crise, há oportunidade".




O lado bom da crise
Naquele dia a aula era sobre comportamento empresarial em épocas de instabilidade. O professor falava sobre mudanças na história, mudanças contemporâneas e sobre um caso especial de mudança, chamado crise. 

— Trata-se de uma situação em que as bases da economia encontram-se fragilizadas, e isso provoca uma reação psicológica nas pessoas e nas empresas, traduzida por incerteza, desconforto e medo — dizia ele enquanto traçava gráficos no quadro branco, mostrando que a crise pode ser resolvida ou agravada, dependendo da reação.

Os alunos acompanhavam com atenção inusual, provavelmente porque aquele assunto se referia a uma situação do momento. A crise estava na porta, e todos sentiam incerteza, desconforto e medo. Eram jovens executivos de vários setores, e muitos estavam cursando MBA custeado por suas empresas.

O professor continuou, explicando que a crise pode ter origem interna ou externa. Entretanto — e ele insistiu de maneira enfática —, mesmo que a crise tenha sido de origem externa, os gestores (e quem não é) são responsáveis por ela, uma vez que vão ter de resolvê-la e, o mais importante, poderiam tê-la evitado ou minimizado seus efeitos. De repente, lançou mão de um recurso didático curioso:

— Se a crise tem uma virtude, é que ela é desconfortável. E, como gostamos do conforto, vamos nos mexer para voltar a ele. Vocês, por exemplo, estão sentados nessas cadeiras que, mesmo estofadas, tornam-se desconfortáveis com o tempo, não é verdade? Para evitar o desconforto, vocês se mexem, buscam variar as posições do corpo.

Os alunos se deram conta de que o professor tinha razão, e todos se mexeram um pouco em suas cadeiras. A metáfora era óbvia e poderosa. 

— Se continuarmos na mesma posição, não vamos vencer a crise. Tempos diferentes exigem posturas diferentes. O que fazíamos até agora foi o que nos colocou na crise ou, pelo menos, não foi capaz de evitá-la. É hora de inovar.

 O conceito tocou todos, que já pensavam em quais alternativas deveriam propor, quando o mestre concluiu:

— A maneira mais eficiente de gerir a crise é estar em movimento permanente, aprendendo, inovando e incorporando novas competências o tempo todo. Por favor, não esqueçam: na gestão e na carreira, acomodação é pecado mortal. 

* EUGÊNIO MUSSAK escreve sobre liderança e sobre o que está na cabeça do líder, ou deveria estar. É professor do MBA da Fundação Instituto de Administração (FIA) e consultor da Sapiens Sapiens

 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Erros e acertos




A medida que a idade avança, e acreditem, passa num piscar de olhos, é muito comum fazermos uma retrospectiva, avaliar atitudes, comportamentos e valores. E surge a clássica pergunta: afinal, onde  errei e acertei até aqui?


É nesse momento que costumamos perceber que muitas atitudes foram desnecessárias e outras divisores de água. 


Seja como for, voltar no tempo, refletir sobre nossa vida e buscar melhorias é um processo evolutivo.


Nesse sentido, compartilho alguns erros e acertos que cometi ao longo dos 16 anos e que foram importantes para o meu crescimento pessoal e profissional na expectativa que possa contribuir:


ACERTEI – Semear para colher 

Engana-se quem acredita que “as coisas caem do céu do dia para a noite”. Ainda hoje, com todo aparato tecnológico e dinamismo é necessário planejamento e tempo para colher os frutos daquilo que desejamos. Particularmente não acredito em histórias de sucesso do dia para a noite. Geralmente, essas histórias, quando analisadas, exigiram tempo, dedicação e envolvimento. Nesse sentido, sempre tive paciência. Iniciei minha vida profissional como telefonista – mesmo querendo mais e sabendo que aquilo seria temporário. O período que atuei na área busquei contribuir e aprender. Era um trabalho maçante e repetitivo, mas ainda assim eu tentava fazer a diferença. Fiquei 01 ano nessa empresa e assim que ingressei na faculdade, pedi demissão e comecei meu 1o estágio em na minha área de atuação, que além de uma melhor remuneração estava direcionada com o meu plano de carreira.  


ERREI – Negócios são negócios 

É preciso muito sabedoria para separar o lado pessoal do profissional e isto eu não soube fazer no início da minha carreira. Tão logo ingressei na faculdade e no estágio, passei por um doloroso processo de separação e não tive maturidade para separar os assuntos e isto impactou nos resultados esperados pela Instituição. Para não me demitirem do estágio fui “promovida” a recepcionista. E isso mexeu comigo. Lamento que não tenha atendido as expectativas dos dirigentes e ainda hoje tenho vergonha e me pergunto por que não fui madura o suficiente. Ficou a lição e fico feliz e grata que tenham me dado uma 2ª chance. Aproximadamente quatro meses depois fui selecionada, no mesmo órgão, para estagiar na Presidência.  


ACERTEI – Fiz alianças

TODAS, sem exceção, as minhas experiências profissionais - estágios, empregos, palestras, treinamentos - foram indicação de amigos, colegas de trabalho, gestores e ex-gestores. Fazer alianças não significa ser puxa-saco ou oportunista. Mas significa que toda ação gera uma reação. Isto é, se você faz um bom trabalho, é responsável, comprometido, dedicado, transparente, bom indivíduo e atua com excelência qual o motivo para não indicarem o seu nome para um processo seletivo? Há um ditado que gosto muito que diz: O “espanador de hoje é o pavão de amanhã”, ou seja, tratar toda e qualquer pessoa com respeito, gentileza e simpatia pode fazer a diferença hoje, daqui 5 ou 10 anos. Seja como for, se você for uma boa pessoa vão lembrar de você. Pode apostar! 


ERREI – Criei expectativas   

O problema de criar expectativa no outro é que quando ele não atende aos nossos anseios nos frustramos. Todas as vezes que depositei expectativas nos outros me chateei e assumo: foi desnecessário. Nesse processo chorei, esbravejei e resmunguei a típica frase: Eu esperava que ele (a) ...... 

Mas vamos combinar: Ele (a) não me prometeu nada. As expectativas foram minhas. Hoje, continuo fazendo o melhor que posso e busco atingir minhas metas e sonhos, mas já não delego essa responsabilidade para ninguém.
 
ACERTEI - Exercitei minha humildade

 Ao longo da minha carreira desempenhei tarefas que não eram minhas, muitas vezes fui subestimada, acatei ordens das quais não concordava, trabalhei muito mais do que proposto, ouvi broncas das quais não concordava, calei-me quando muitos teriam dados respostas desaforadas e ouvi muitos “não”. Com isso, pude exercitar minha fé e minha paciência o que me fortaleceu e contribuiu para que pudesse seguir em frente. 


ERREI– Fiz da minha vida um reality show

Já diz o ditado: “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”. Errei quando falei pelos cotovelos. Com isso, algumas pessoas se acharam – e foi permissivo – no direito de interferir na minha vida pessoal, financeira e profissional. Aprendi que nem todos sentem-se felizes com a felicidade do outro. Esta postura, em muitas situações, trouxe-me inclusive prejuízos para promoção salarial. O que tenho aprendido, ao longo dos anos, é que algumas pessoas aceitam sua ascensão desde que não seja maior que a dela, portanto, manter a boca fechada além de conservar as relações garante melhores resultados. Algumas pessoas acham estranho meu comportamento - as vezes vago sobre minha vida - e não entendem que isso não se trata de omitir ou ocultar, mas simplesmente separar amigos dos negócios. Ainda falo e desabafo sobre a minha vida, mas o ambiente e o cenário é outro. Definitivamente as pessoas deveriam fazer uso do "desconfiômetro".

ACERTEI– Engoli alguns sapos

Tive o privilégio de conviver com pessoas extremamente difíceis. Sim, privilégio! Já ouvi muito desaforo, mando e desmando, gestores – que as vezes nem eram gestores, mas se intitulavam como tal – que adotavam a política da tirania, do medo e da ameaça. E o que tem de acerto nisso? Pude exercitar minha paciência, inteligência emocional e uma vontade absurda de mudança. Às vezes é preciso engolir alguns sapos e focar no que realmente importa. Algumas pessoas são como são e não têm a menor pretensão de mudar. 


ACERTEI MUITO  – Ouvi meu coração

“Precisa de curso superior para ser secretária?” Essa é uma pergunta clássica para quem escolheu a profissão. Alguns amigos e familiares achavam um absurdo estudar para “atender telefone, abrir porta e ser babá de chefe”.


A vantagem em ouvir a nossa intuição é que todo o resto perde importância. Não poderia ter escolhido melhor. Foram as minhas escolhas que me proporcionaram e me proporcionam todo amor que tenho nesta vida, porque quando escolhemos fazer aquilo que faz o nosso coração vibrar esse sentimento é refletivo em todo o resto. E fica combinado: O que os outros pensam não é um problema meu.  
Um abraço e uma ótima semana!
Simara Rodrigues  

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Congresso Internacional de Secretariado



Pessoal,

O COINS é um dos maiores eventos da área de Secretariado e uma ótima oportunidade para oxigenar conhecimento, debater os maiores desafios da profissão e compartilhar as alternativas encontradas por profissionais de grandes empresas para atuar de forma mais estratégica, obter o reconhecimento da alta gestão, lidar com diferentes perfis de público. Oferecer informação sobre mercado e tendências a fim de desenvolver competências, implementar novas técnicas de gestão além de promover o encontro de profissionais da mesma área para troca de experiências.


O COINS em números: 1.ª e 2.ª edições reuniram juntas mais de 800 participantes. Em 2011, 17 Estados brasileiros, além de: Angola, África do Sul, EUA e Portugal. Em 2013, 21 Estados brasileiros e dos países: Angola, Canadá, EUA e Portugal. Confirme sua participação no maior Congresso Internacional de Secretariado do Brasil!

http://coins.sinsesp.com.br/2015/pt-br/