quarta-feira, 22 de abril de 2015

É preciso cortar o mal pela raiz



O que cansa de verdade em um dia de trabalho não são as atividades, as urgências, as inúmeras vezes que não almoçamos para conseguir atender a todas as demandas e toda correria de um dia. O cansaço que acaba com a gente é o emocional. É aquele de quando convivemos com pessoas "carregadas", "pesadas". Minha avó sempre dizia que não tem planta que resista a uma pessoa assim. 

Alguns funcionários, na esperança de proteger-se desse tipo de pessoa que contamina o ambiente, apelam para os patuás. Já vi de tudo em estação de trabalho: sal grosso, Imagens de São Jorge, pote com alho, imagem de Nossa Senhora, buda, plantas, enfim, cada um, dentro da sua crença, buscando proteção. 

Já convivi em ambiente em que o simples fato da pessoa estar no local era motivo para tensão. Pela leitura corporal era possível perceber o incomodo e cansaço dos colegas - gerado por essas pessoas. Chegava a hora de ir embora não titubeavam um minuto. A maior alegação eram dores nas costas, irritabilidade, falta de ar e dor de cabeça.

Ambientes assim, além de tóxicos são improdutivos, o que para a empresa significa perda de receita. Já para os envolvidos, a perda é maior, porque envolve bem estar e qualidade de vida e isso não preço. 

Atualmente as empresas estão mais preocupadas com este aspecto e vêm desenvolvendo trabalhos que minimizem esse fator por meio de pesquisas de clima, interação entre equipes e área, avaliação de 360º e etc. Mas assim como uma maça podre estraga todo um cesto, uma pessoa "carregada" é capaz de contaminar todo o ambiente. E haja patuá para dar conta do recado. 

Em minha opinião, em tempos de crise, com números reduzidos de pessoas, aumento de trabalho e a necessidade de retenção de talentos o melhor cenário é cortar o mal pela raiz. 

Um abraço 

Simara Rodrigues 

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