sexta-feira, 24 de abril de 2015

A história não perdoa àqueles que não sabem acompanhá-la




Outro dia, conversando com um colega ele desabafou sobre o comportamento controlador de sua secretária e indignado compartilhou um episódio ocorrido. Segundo ele, certa vez, ao chegar pela manhã no trabalho ele queixou-se de uma terrível dor de cabeça. Ela, muito atenciosa, lhe deu um remédio. 

Certa altura do dia, quando ele foi consultar sua agenda percebeu que TODOS os compromissos daquele dia haviam desaparecidos. Foi então que ele dirigiu-se a ela e indagou: Judith, o que aconteceu com os meus compromissos da agenda? E ela prontamente respondeu: “Uê, eu cancelei todos, ou o senhor acha que iria fazer reuniões nesse estado?”. 

Esse tipo de comportamento - que entende o chefe como sendo uma propriedade particular - já não tem espaço no mundo corporativo contemporâneo, visto que atualmente os executivos tomam suas próprias decisões, embasadas em suas necessidades, isto é, como a Sra. Judith poderia precisar o que era importante para ele ou não? 

Tive um chefe que sempre dizia: Não tome decisões solitárias. O poder de decisão é meu. Concordo em número, gênero e grau. Cabe ao Profissional de Secretariado executar e assessorar seus gestores, inclusive tomando decisões, porém nunca de forma solitária. Sendo assim, perguntar será o caminho mais eficaz. 

Há algumas décadas, secretárias eram consideradas uma espécie de “leão de chácaras” de seus chefes. Cabia a elas o papel de controlar e proibir a entrada daqueles que elas entendessem como “personas non gratas”. Atualmente, acompanhando a globalização, o profissional de secretariado atua de forma completamente participativa, interativa e proativa, filtrando, quando necessário, os assuntos e demandas, entretanto, sem assumir um papel que não lhe compete, qual seja, decidir sobre a vida do outro.  Algumas pessoas confundem poder decisão com controle. 

É importante lembrar que nós, profissionais de Secretariado, atuamos como mediadores, facilitadores e assessores, portanto, ter essa sensibilidade e bom senso deve ser uma condição para atuar no mundo moderno. 

Parafraseando Gaudênio Torquatto deixo uma reflexão: “A história não perdoa àqueles que não sabem acompanhá-la”.

Um abraço, 

Simara Rodrigues 


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