quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Quando secretariar exige jogo de cintura

Eu adoro sentar com amigas de profissão e compartilhar cases da vida real. Sinto-me “normal” quando ouço algumas histórias – umas absurdas e outras hilárias - sobre os bastidores do universo Secretarial. 



Gosto, em especial, de conversar com colegas de trabalho com mais experiência e bagagem. Sempre aprendo e oxigeno meus conhecimentos. Tenho amigas que atuam na área há mais de 30 anos, dá pra imaginar? logo, história é o que não falta. 


Outro dia, sai com três amigas para um chá da tarde. Adoro esse tipo de programa. É quando ficamos à vontade para dar boas risadas e jogar conversa fora. Todas são secretárias executivas e atuam em grandes empresas. Algumas já assessoraram os mais inusitados perfis que podemos imaginar. 

Uma delas era, na época, secretária do diretor de uma grande e renomada empresa. Segundo ela, sua rotina acompanhava a rotina do Executivo, isto é, o dia começava cedo e sem hora para terminar. Organização de reuniões, viagens e atividades de rotina do Profissional de Secretariado faziam parte de suas atribuições. Mas foi num belo dia que ele chegou e pediu a ela o ajudasse em sua separação. Isso mesmo, ele estava separando-se da esposa e solicitou que ela o ajudasse nesse processo. Ela arregalou o olho e disse: “Dr. Fulano, me desculpe, mas eu não tenho como ajuda-lo nesse assunto. É muito pessoal”. Ele praticamente implorou, alegando que ela era a pessoa de sua mais alta confiança e saberia como conduzir a divisão dos bens. 

E foi então que ela partiu para o apartamento do casal, em comum acordo com a esposa que também confiava nela, para separar os objetos de valor (quadros, pratarias, móveis e etc). 

Ela, sempre muito bem humorada, contou essa história, que aconteceu na década de 90, dando boas risadas. Fiquei me perguntando por quantas situações parecidas já passei e sem qualquer bibliografia específica que pudesse me orientar. O que me leva a concluir que situações dessa natureza exigem muito jogo de cintura, maturidade e bom senso.

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