quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"...quando precisar escolher entre ficar sentado e dançar, espero que você dance"

Ontem à noite fui ao lançamento do livro da queridíssima amiga Marcela Brito, que aconteceu na livraria cultura do shopping Iguatemi, Brasília. A propósito, Marcela estava radiante, linda e iluminada. Foi realmente um privilégio compartilhar aquele momento, que tenho certeza foi muito especial para ela, amigos e familiares. 

Além disso, tive a oportunidade e o prazer de conhecer duas leitoras do blog que gentilmente me abordaram. A conversa foi fluindo tão naturalmente que quando percebi lá estávamos falando da profissão e de tantas afinidades. Feliz pelo encontro, torço para que outros contatos aconteçam.  

Entrar na livraria cultura, pra mim, é um verdadeiro exercício de autocontrole. Simplesmente tenho vontade de sair com sacolas e mais sacolas de livros. 


Então, como ainda não posso ter esses ataques súbitos de consumo, aprendi a anotar - a partir de indicações de amigos, revistas e autores – os livros que pretendo ler. E ontem, no lançamento do livro da Marcela, comprei um livro que estava na minha lista: “O que sei de verdade” da Oprah Winfrey. 

Não me lembro ao certo de quem foi a indicação, mas começar esta leitura me trouxe profunda gratidão a Deus. O livro teve origem a partir de crônicas da autora publicadas ao longo dos 14 anos em uma coluna mensal cujo tema central é: “O que exatamente eu tenho certeza, ou seja, "O que eu sei de verdade". A partir dessa indagação a autora aborda reflexões sobre família, autoestima, fracassos, superação, sucesso e relacionamentos. 

Os textos são recheados de histórias e entrevistas com personagens famosos, o que algumas vezes dá vontade de rir e outras de chorar. Enfim, estão valendo uma boa reflexão para mim, ao ponto de sair para almoçar e rezar para que a comida demore para ficar pronta e assim ganhe mais tempo para prosseguir com a leitura. Estou na metade do livro, mas as primeiras páginas já valeram a escolha.

O que eu sei de verdade é que nada acontece por acaso e o momento não poderia ser mais oportuno para receber esse presente do universo. 

Abaixo, compartilho um trecho do livro: 


Na primeira vez que Tina Turner foi ao meu programa, minha vontade era fugir com ela, me tornar uma de suas bailarinas e dançar a noite toda em seus shows. Bem, esse sonho se tornou realidade uma noite em Los Angeles, quando The Oprah Winfrey Show saiu em turnê com ela. 

Após um dia inteiro de ensaios para uma só canção, eu tive a minha chance. Foi a experiência mais estressante, apavorante e empolgante da minha vida. 

Durante cinco minutos e 27 segundos, tive a oportunidade de saber como é botar para quebrar em um palco. Nunca me senti tão fora do meu elemento, do meu corpo. Lembro-me de como estava insegura, contando os passos de dança na minha cabeça, tentando manter o ritmo, esperando a hora de chutar o ar. 

Então, de repente, tive um estalo: Calma, garota, isto vai acabar logo, logo. E, se eu não relaxasse, iria perder toda a diversão. Joguei a cabeça para trás, mandei para o escambau aquilo de passo, passo, giro, chute e simplesmente dancei. URRUUUL! Muitos meses depois, recebi uma encomenda da minha amiga e mentora Maya Angelou – ela havia dito que iria me enviar um presente que gostaria que qualquer filha sua tivesse. Quando abri o pacote, encontrei um CD com uma canção de Lee Ann Womack que até hoje mal consigo ouvir sem cair no choro. A música, que é um testemunho da vida de Maya, tem o seguinte verso como refrão: When you get the choice to sit it out or dance, I hope you dance – ou seja, quando precisar escolher entre ficar sentado e dançar, espero que você dance. 

O que eu sei de verdade é que cada dia nos traz uma chance de respirar fundo, chutar os sapatos para longe, sair e dançar – viver livres de arrependimentos e com o máximo de alegria, diversão e risos. Você pode entrar no palco da vida dançando de cabeça erguida e viver da maneira que sabe que seu espírito deseja ou pode ficar sentado em silêncio contra a parede, escondido na sombra do medo e da insegurança. 

Você tem essa escolha neste exato momento – o único que possui com toda a certeza. Espero que não esteja envolvido demais com coisas que não têm nenhuma importância a ponto de se esquecer de se divertir, pois o instante que vive agora está prestes a acabar. 

Tomara que no futuro você olhe para trás e se lembre de hoje como o dia em que decidiu fazer cada um de seus momentos valer a pena, aproveitar cada hora como se fosse a última. E, se tiver que escolher entre ficar sentado e dançar, espero que você dance.







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