quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Podemos controlar tudo?



Ontem dei boas risadas com uma amiga ao lembrar de um episódio vivido em minha profissão. 


Há alguns anos meu então chefe participou de um Congresso na Espanha e na ocasião solicitou que tomasse todas as providências para a organização de um jantar para uma comitiva que estaria presente no evento. 

E assim fiz. Tomei todas as providências para que o jantar acontecesse - entre elas a escolha e reserva de espaço, escolha do menu e das bebidas. Durante os 30 dias que antecederam ao evento mantive contato com o restaurante e conversei por diversas vezes com o gerente e com o Maître sobre nossas expectativas e a importância desse momento. 

Na véspera do evento, meu então chefe que era muito detalhista e exigente foi pessoalmente ao conceituado restaurante - padrão 5 estrelas - verificar se tudo estava como previsto e previamente solicitado por mim, visto que todas as providências foram feitas por telefone e e-mail. 

Eis que ele liga e com um ar de desespero e diz: “Simara, o Maître é banguela e tem mau hálito”. 

Naquele momento tive vontade de dar uma grande gargalhada, ao mesmo tempo que pensava: Entre todas as orientações e ressalvas que fiz precisava dizer aos responsáveis pelo restaurante que os funcionários deveriam ter todos os dentes da boca? Fiquei sem voz, porque se não fosse trágico seria cômico! 

Afinal, como causar uma boa impressão aos convidados tendo um Maître banguela e com mau hálito? 

Meu chefe, constrangido com a situação, solicitou que contatasse o gerente e resolvesse “o problema”. Mas como? Como abordaria esse assunto com o gerente? 

Foi então que com muita cautela e elegância abordei assunto com o gerente, ratificando a importância do evento. Ele me garantiu que tudo sairia como previsto e que não me preocupasse. 

De fato o evento aconteceu como previsto. Meu chefe me ligou durante o jantar, com voz de riso e disse: “Simara, o Maître está com dentes na boca. Deve estar usando dentadura”. Desta vez não pude me conter e soltei uma longa risada, talvez de alívio ou por não acreditar na situação. 

Secretariar tem dessas coisas: Você vive momentos inusitados, que nem sempre são possíveis prever, mas com uma boa dose de humor e jogo de cintura tudo se resolve! 

Um abraço, 

Simara Rodrigues


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