quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bom humor é fundamental



Ultimamente ando nostálgica e alguns momentos vividos ao longo de 16 de dedicação e aprendizado têm sido lembrados, com muito carinho e gratidão. 

Hoje, por exemplo, me deparei rindo sozinha ao lembrar de um fato que aconteceu em 2009. 

Eu costumava ficar até tarde no trabalho e geralmente era a última a ir embora, visto que meu chefe ficava até tarde no escritório e necessitava de assessoria. O local em que trabalhava era lindo, espaçoso e bem arborizado. Tinha uma vista privilegiada. 

Eis que por volta das 21h00 eu estava trabalhando sozinha. Totalmente concentrada e em silêncio absoluto. O telefone tocou. Era um dos Diretores da empresa querendo falar com o meu chefe que estava na sala ao lado. Foi então que vi um “rato” enorme sobre a minha estação de trabalho fazendo um barulho horroroso. Como se rosnasse pra mim. Naquele momento, eu estava ao telefone com o Diretor e em fração de segundos pensei: O que faço? Grito? Desligo? Saio correndo? Continuo atendendo?

Foi então que, por um estado de choque e paralisada, soltei um grito: U M   R A T O ! 

Não teve jeito! Não consegui disfarçar meu desespero. Soltei o telefone e tentava, feito barata tonta, sair daquele espaço sem qualquer coordenação. Foi uma cena hilária, eu "sapateando" sem saber o que fazer. 

O Diretor – um gentleman por sinal – imediatamente ligou no celular do meu chefe e disse: “socorre sua secretária. Ela viu um rato e está desesperada”. 

Em pouco tempo meu chefe chegava na sala e sem entender muito bem o que estava acontecendo me viu pálida e tendo um “piti”. Imediatamente me refiz e expliquei o que aconteceu. Ele soltou uma grande gargalhada, porque em anos de trabalho nunca havia me visto daquele jeito - pálida e fora de mim - e me liberou para ir embora. 

A essa altura o “bichinho” já havia fugido, certamente com medo de mim. 

A primeira coisa que fiz no dia seguinte foi contar a história para as minhas colegas do pool que também deram boas gargalhadas da situação e me explicaram que não se tratava de um rato, mas sim de um saruê – uma espécie de gambá. Eu nunca tinha ouvido falar dessa espécie. Segundo elas, que estavam a mais tempo na empresa, a região têm muitos saruês e à noite eles vão em busca de comida. 

E quem disse que eu quis ficar sozinha depois desse episódio? Todas as noites meu chefe ia na minha mesa e perguntava: Está tudo bem? Cadê o saruê?. 

Depois do ocorrido houve apenas uma outra situação. Mas dessa vez, a visita foi para o meu chefe. (risos). Mas isso é assunto para outro post.  

A história rapidamente correu pelos corredores e foi motivo de boas risadas e chacotas. 

Moral da história: Se tiver que descer do salto, que seja muito rápido e sobretudo mantenha o bom humor. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues







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