quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Boas relações com chefe e colegas tornam funcionários mais engajados


Muito já se disse sobre aspectos em comum entre a relação com a empresa em que se trabalha e um relacionamento amoroso. Muitas vezes, aliás, ambos competem por atenção, e em geral convive-se mais com os colegas de escritório do que com o cônjuge.

Uma pesquisa da Virgin Pulse, do grupo Virgin, realizada com mais de mil empregados dos Estados Unidos e do Canadá, mostra o que eles de fato sentem por seus empregadores e como isso impacta seu bem-estar em geral e seus níveis de engajamento, produtividade e capacidade de manter o foco.

Uma constatação é clara: no que diz respeito a estar engajado, a relação entre o empregado e seu gestor é um ponto chave. A felicidade entre os dois passa pelo apoio que o liderado recebe do líder. Nesse contexto, perto de 60% dos respondentes afirmam que o relacionamento com o empregador impacta seu foco ou sua produtividade no trabalho e 44%, que ele impacta positivamente em seus níveis de estresse.

Mas não é só a integração com o chefe que conta pontos na satisfação com o trabalho. Cerca de 40% dos entrevistados indicaram os colegas como a principal razão por amarem a empresa, um salto de cerca de 30% ano a ano. Além disso, 66% disseram que o relacionamento com os colegas impacta positivamente seu foco ou sua produtividade no trabalho.

De fato, empregados que têm um melhor amigo no escritório estão sete vezes mais propensos a ser engajados e prosperam em suas carreiras 50% mais que seus pares menos conectados socialmente.

Dois predicados relativos a tarefas cotidianas e projetos vultosos são responsáveis por manter a intensidade do envolvimento entre funcionários e empresas, segundo a pesquisa. Em primeiro lugar aparece um trabalho que seja interessante e desafiador, para 53% dos entrevistados — um aumento de 20 pontos percentuais em relação a 2014. Em segundo, com 38% — 16 pontos a mais que em 2014 —, surge a missão da companhia.

No entanto, na comparação com o ano passado, a relação esfriou. Um total de 67% dos empregados dizem amar suas companhias ou não ter grandes reclamações contra elas, o que representa uma queda de oito pontos percentuais.

Por trás desses sentimentos oscilantes está o desequilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Apoiar o equilíbrio entre essas duas facetas foi a iniciativa apontada como maior prova de amor dos empregadores por seus funcionários, e 40% dos empregados afirmaram que gostariam de recebê-la. O benefício que mais gostariam de ter em suas empresas, citado por 44% dos respondentes, são arranjos flexíveis de trabalho, percentual que era de mais de 50% em 2014.

Quando perguntados sobre as principais formas de as companhias demonstrarem que se importam com seus empregados, o apoio ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal foi o mais lembrado, por 35% dos respondentes. A seguir vieram reconhecimento pelas contribuições e pacotes de benefícios, ambos com 27%.

Por fim, a chave para a felicidade no trabalho não é o dinheiro, de acordo com a pesquisa. Manter uma boa saúde, incluindo aspectos físicos, mentais e sociais, foi o fator número um, elencado por 28% dos respondentes. Contudo, 40% elegeram o bem-estar financeiro como o que mais gostariam que fosse alvo de maior preocupação por parte de seus empregadores.

Fonte: 
http://www.valor.com.br/carreira/3903984/boas-relacoes-com-chefe-e-colegas-tornam-funcionarios-mais-engajados


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