quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bom humor é fundamental



Ultimamente ando nostálgica e alguns momentos vividos ao longo de 16 de dedicação e aprendizado têm sido lembrados, com muito carinho e gratidão. 

Hoje, por exemplo, me deparei rindo sozinha ao lembrar de um fato que aconteceu em 2009. 

Eu costumava ficar até tarde no trabalho e geralmente era a última a ir embora, visto que meu chefe ficava até tarde no escritório e necessitava de assessoria. O local em que trabalhava era lindo, espaçoso e bem arborizado. Tinha uma vista privilegiada. 

Eis que por volta das 21h00 eu estava trabalhando sozinha. Totalmente concentrada e em silêncio absoluto. O telefone tocou. Era um dos Diretores da empresa querendo falar com o meu chefe que estava na sala ao lado. Foi então que vi um “rato” enorme sobre a minha estação de trabalho fazendo um barulho horroroso. Como se rosnasse pra mim. Naquele momento, eu estava ao telefone com o Diretor e em fração de segundos pensei: O que faço? Grito? Desligo? Saio correndo? Continuo atendendo?

Foi então que, por um estado de choque e paralisada, soltei um grito: U M   R A T O ! 

Não teve jeito! Não consegui disfarçar meu desespero. Soltei o telefone e tentava, feito barata tonta, sair daquele espaço sem qualquer coordenação. Foi uma cena hilária, eu "sapateando" sem saber o que fazer. 

O Diretor – um gentleman por sinal – imediatamente ligou no celular do meu chefe e disse: “socorre sua secretária. Ela viu um rato e está desesperada”. 

Em pouco tempo meu chefe chegava na sala e sem entender muito bem o que estava acontecendo me viu pálida e tendo um “piti”. Imediatamente me refiz e expliquei o que aconteceu. Ele soltou uma grande gargalhada, porque em anos de trabalho nunca havia me visto daquele jeito - pálida e fora de mim - e me liberou para ir embora. 

A essa altura o “bichinho” já havia fugido, certamente com medo de mim. 

A primeira coisa que fiz no dia seguinte foi contar a história para as minhas colegas do pool que também deram boas gargalhadas da situação e me explicaram que não se tratava de um rato, mas sim de um saruê – uma espécie de gambá. Eu nunca tinha ouvido falar dessa espécie. Segundo elas, que estavam a mais tempo na empresa, a região têm muitos saruês e à noite eles vão em busca de comida. 

E quem disse que eu quis ficar sozinha depois desse episódio? Todas as noites meu chefe ia na minha mesa e perguntava: Está tudo bem? Cadê o saruê?. 

Depois do ocorrido houve apenas uma outra situação. Mas dessa vez, a visita foi para o meu chefe. (risos). Mas isso é assunto para outro post.  

A história rapidamente correu pelos corredores e foi motivo de boas risadas e chacotas. 

Moral da história: Se tiver que descer do salto, que seja muito rápido e sobretudo mantenha o bom humor. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues







terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Secretário como formador de opinião




Tive um chefe que sempre levou em consideração minha percepção, opinião e avaliação. Geralmente, antes de contratar uma pessoa ele soltava: “O que achou da (o) fulana (o)?”. 

Não que a minha opinião fosse decisiva, mas contribuía para o processo e com suas conclusões, por questões muito óbvias. Era eu quem mantinha contato para agendamento, recebia as pessoas, acompanhava até a sala de espera, levava de volta ao elevador e muitas vezes ainda “puxava papo”, o que era suficiente para perceber o quão algumas pessoas eram prepotentes e arrogantes. 

Algumas, sequer olhavam nos meus olhos ou me davam bom dia. Assim como também tive o prazer de conhecer pessoas sensacionais que se mostraram após a contração exatamente como durante o processo seletivo. Sempre acho que a primeira impressão conta muito. Embora esse aspecto não seja o único fator a ser levado em consideração para uma contratação.

Também já conheci muitos “lobos” em pele de cordeiro, que após a contratação “colocaram suas garras de fora”. Mas o interessante, nesse exemplo, é que num determinado momento a máscara sempre cai.  

Para o meu chefe, ser gentil com superiores era muito fácil, por isso ele apreciava saber como um colaborador se comportaria com os demais colegas e possíveis subordinados. 

Perguntar aos secretários o que pensam sobre determinada pessoa ou assunto faz todo sentido e pode contribuir para que pessoas desagradáveis contaminem o ambiente de trabalho. Penso que se os gestores ouvissem mais seus Secretários muitos danos poderiam ser evitados à empresa, a equipe e aos resultados.

Um abraço

Simara Rodrigues


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Levanta, sacode a poeira. E dá a volta por cima

Aos 18 anos engravidei. Havia concluído recentemente o ensino médio. Para a minha mãe foi uma grande decepção e preocupação e hoje entendo perfeitamente os motivos. Afinal, que pai ou mãe deseja que o filho sofra ou passe por dificuldades. 


Para piorar o cenário há sempre alguém, que não satisfeito, tenta colocar nossa autoestima o mais baixo possível. "Agora você vai ver o que é bom, criar um filho não é fácil", "Se prepara, quando nascer piora", "acho que era fácil ter um filho?". 

Se é verdade o ditado: "comer o pão que o diabo amassou" eu digo comi. 

Quando meu filho completou um ano comecei a buscar oportunidades de trabalho. O grande desafio era a falta de experiência. Foi então que um amigo e me indicou para trabalhar em uma empresa, como telefonista. E em meio a todas as dificuldades e falta de perspectivas ainda havia aqueles que continuavam me colocando pra baixo. "Telefonista? isso não tem futuro. Quanto fracasso". 

Sempre acreditei e acredito que nos tornamos aquilo a que dedicamos nossa atenção e longe de mim querer ser um fracasso. Um ano após ingressar nessa empresa, prestei vestibular e fui aprovada. Antes mesmo que as aulas iniciassem eu começava meu primeiro estágio no Banco Central do Brasil. 

O que eu quero dizer com esse resumo de uma fase da minha vida, a qual sou muito grata, pois foram experiências necessárias para o meu amadurecimento, é que nós somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade. Apesar de todos os "não" que a vida me dava e continua dando eu escolhi dizer "sim" - sim, vai dar certo - porque essa é minha essência e o meu padrão de crença. 

Não tenho dúvidas que a negatividade, seja minha ou de outra pessoa, é verdadeiramente poderosa e se você não toma as rédeas é facilmente absorvido por ela.

Outro dia li que "O direito de escolher o próprio caminho é um privilégio sagrado. Aproveite. Abrace suas possibilidades - Oprah Winfrey" e em complemento digo: Não aceite que as pessoas digam a você o que é capaz ou não, essa deve ser a sua verdade, não vale a pena terceirizar. 

E é parafraseando o sambista Paulo Vanzolini que finalizo este post e deixo meu conselho: Levanta, sacode a poeira. E dá a volta por cima! 

Um ótimo final de semana

Simara Rodrigues







segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Não importa de onde você veio....





Ao contrário de muitos, não guardo boas lembranças da minha infância. Fui criada em uma vizinhança altamente hostil, em que poucos tinham acesso a educação, saúde e saneamento básico. As lembranças que tenho mais presentes da minha infância são minhas bonecas de espiga de milho, feitas pela minha avó e os 3 km de matagal que atravessava todas as manhãs, a pé, para ir a escola. 


Minha mãe, o ser humano mais incrível que conheço, sempre dizia que precisava estudar para "ser alguém". Sua afirmação certamente vinha de sua bagagem de vida, das dificuldades em criar uma filha sozinha e a pouca escolaridade. Sempre que penso em trabalho árduo, é sua imagem que me vem a cabeça. Com minha mãe trabalhando cerca de 16 horas por dia, tive que aprender desde cedo a "me virar sozinha". E foi assim que busquei me espelhar em pessoas que "eram alguém" na vida. 


Ao longo de todos esses anos tento carregar comigo a melhor parte das pessoas que passam pela minha vida  porque acredito que somos a soma de nossas relações, assim como acredito em habilidades indispensáveis. E foi na fase adulta que essa habilidade aflorou e paulatinamente tenho aprendido com minhas relações. Em minha opinião, algumas características que nos transformam em alguém melhor são:

Elegância - tenho amigas que na infância tiveram aula de etiqueta o que as tornou verdadeiras princesas na fase adulta. Comigo, evidentemente, não foi o mesmo. Já adulta tive a oportunidade de conviver com pessoas altamente elegantes e foram elas, inconscientemente, minhas mentoras. Sempre observei e observo muito e pra mim nada mais elegante do que alguém que saiba falar, se comportar, respeitar o próximo e agir com simplicidade e bondade. Tenho em especial três referências: uma amiga, que conheci no trabalho, uma ex-chefe e a esposa de um chefe. Portanto, não importa de onde você veio e as condições em que foi criado. Espelhe-se em pessoas melhores do que você. Quando digo melhor não refiro-me a condição financeira, mas a caráter e humanidade. Ser elegante é ser leve, é ser gente. 

Bondade - cerque-se de pessoas positivas, que praticam o bem. Meu chefe sempre diz que as duas coisas mais importantes na vida é fazer o bem e ser feliz e eu acredito nessa máxima. 

Espiritualidade - busque conviver com pessoas espiritualizadas, independente de sua religião. fortaleça suas crenças e sua fé mesmo que esteja vivendo o pior cenário.

Inteligência - adoro meus encontros com uma amiga jornalista. Ela tem 56 anos e sempre que nos encontramos vou embora melhor do que cheguei. Sempre levo comigo dicas de livros, de boa  música, de viagens, de experiências e novos conteúdos. Conversar com ela é tomar um banho de civilidade, simplicidade e sofisticação. 

Competência - não seja uma dessas pessoas que acha que já sabe tudo. Cerque-se de pessoas que buscam a excelência em tudo que se propõem a fazer, são elas que vão te motivar e ensinar. 


Referência - espelhe-se em pessoas que são referência de vida e busque a excelência, não por inveja mas por admiração. 


Força - Cerque-se de pessoas fortes, determinadas e idealizadoras. São elas que nos motivam em nossa caminhada.


Generosidade - tenho uma amiga que costumo brincar, com todo respeito e carinho, que ela é irmã gêmea da Madre Tereza de Calcutá. Outro dia precisei de uma grande ajuda, dessas que você só pede a um irmão, e ela não titubeou. Quando fui agradecer ela disse: "estender a mão a uma amiga me coloca mais próxima da minha missão". Em um dos exercícios que pratico na meditação é solicitado que eu comece pensando em alguém que realmente admire e goste. Alguém que me inspira e me faz bem. O exercício consiste em visualizar esta pessoa, sentir sua presença e dizer frases de compaixão e amor para esta pessoa. Geralmente, este exercício eu dedico a ela. De fato, a generosidade nos deixa mais próximo do divino. 


Pessoas positivas - Procure conviver com pessoas que ao ver um copo d'água pela metade sempre terão a imagem de um copo meio cheio e nunca meio vazio. São elas que incentivarão seu subconsciente. 


E por fim, nunca esqueça suas origens. Seja grato as oportunidades que a vida lhe proporciona e lembre-se que nada é permanente. 


Penso que se não tivesse vindo de onde vim não teria tanta gratidão a vida, a Deus e a minha mãe. A gratidão, pra mim, é o pilar para uma vida mais feliz, leve e realizada. Cada experiência é uma lição valiosa.


Uma ótima semana 

Simara Rodrigues 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Haja coração, disposição e competência




Tive um chefe que dizia: “não aceite não como resposta.” 

Sou muito grata por este ensinamento. Porque com o tempo você percebe a sutil diferença entre aqueles que já chegam com uma resposta pronta e aqueles que querem resolver o problema. A verdade é que para tudo há solução, basta boa vontade e disposição. 

E foi com essa máxima que uma amiga passou por um grande desafio na época em que assessorava uma diretora. Considerando que a empresa em que trabalhava era uma das patrocinadoras e a importância de um evento de Rally a Executiva decidiu participar.  

O Rally tinha duração de dez dias e percorreria cerca de 5 mil quilômetros ao longo de 11 cidades do sertão. Até aí tudo muito legal e cheio de adrenalina. 

Acontece que a Diretora se recusou a acampar com a caravana do evento. Ela queria ficar hospedada em hotéis.  

Fácil para um Secretário efetuar reservas de hotel. Exceto quando a parada acontece em cidades sem disponibilidade e estrutura de hospedagem.  

Sim, no Brasil ainda há lugares em que não há hospedagem, o que inclui pousada, motel, hotel, chalé e similares. E foi o que aconteceu em um determinado ponto da viagem. Não havia hotel na cidade. 

Foi então que minha amiga partiu em busca de “um lugar decente” - palavras da Diretora - para que ela passasse a noite. 

Liga na padaria, no mercadinho, na farmácia, no açougue e no orelhão da cidade até que encontrar a casa do Sr. João que tinha alguns "quartinhos" para alugar. Como o sr João não tinha telefone residencial o contato era feito pelo único orelhão da cidade. 

Depois de especular cada detalhe sobre roupa de cama, toalha, banheiro, energia elétrica, água encanada.... Minha amiga foi toda feliz foi informar a Diretora que havia conseguido um lugar para ela dormir.

- Alugar quarto? Nem pensar. Quero uma casa. Resolva – ordenou a Diretora. 

Foi então que com muita negociação e jogo de cintura minha amiga conseguiu alugar a casa do Senhor gentil e prestativo. 

Essas são algumas vantagens de morar no Brasil. As pessoas ainda são complacentes, principalmente quando o outro está beirando o desespero - que era o caso da minha amiga. 

E ainda há quem diga que Secretário só atende telefone e viva de sombra e água fresca. 

Haja coração, disposição e competência!  





P.S: As imagens foram retirados da internet de forma aleatória.

Linha tênue entre o Secretário e o Executivo





No mesmo dia do chá da tarde comentado no post anterior, uma outra amiga quis “desabafar” uma das centenas de experiências vividas como Secretária Executiva. 



Eu sou apaixonada por esta amiga. Ela é engraçada, bem humorada e ótima parceira de trabalho. É aquela pessoa que vive de bem com a vida. As vezes penso que ela, aos 55 anos de idade tem mais disposição que eu, com 36 anos. Então sabia que vinha história interessante pela frente. 


Na época do ocorrido ela era Secretária da Presidente de uma grande empresa. Sim, a presidência era ocupada por uma mulher, que segundo a “rádio peão” era ligada na tomada em voltagem máxima. A mulher era um trator, era o que se falava pelos corredores. Sua rotina se resumia em acordar às 05:00 da manhã e dormir às 00:00. Ela geralmente chegava no escritório às 07:00, onde tomava seu café da manhã, almoçava e muitas vezes jantava. Minha amiga era uma das 3 secretárias que a assessorava.

Segundo minha amiga, a presidente criava tartarugas e durante a semana os bichinhos ficavam no escritório, em uma espécie de aquário, visto parte de seu tempo era dedicado ao trabalho. Às sextas-feiras as tartarugas eram levadas de volta para a sua residência por funcionários da casa. Foi então que um belo dia ela precisou viajar e não pode voltar para buscar as tartarugas e por algum motivo, que não me recordo, não havia ninguém para ficar com as tartarugas em sua casa. Ela então pediu para a minha amiga tomar todas as providências. 

Providências. Que providências? Pensei comigo

- Ela falou comigo como se estivesse me pedindo para organizar uma reunião! esbravejou minha amiga durante nossa conversa. - Como se fosse algo simples! O que eu iria fazer com essas tartarugas? Indagou minha amiga. 

Nós, a essa altura, rindo e imaginando a cena queríamos saber o desfecho da história. 

Ela colocou as tartarugas em uma caixa, amarrou em sua moto - sim, aos 55 anos ela anda de moto – e levou para a sua casa. Rezou para que o final de semana acabasse e mais ainda que nada acontecesse com os bichinhos.

Na segunda-feira fez a devolução do “pacote”. E como se ela tivesse trabalhado para a conclusão de um relatório o que ouviu da presidente foi um simples “Obrigada”. 

O que pude perceber com esse desabafo é a linha tênue entre o Secretário e o Executivo, o que muitas vezes gera desvio de função. 

Minha amiga diz que esta foi a chefe mais louca que ela já teve ao longo de sua carreira. Completamente surtada e geniosa, afirma ela. Mas como nada nessa vida é permanente, já não trabalham juntas e cada uma seguiu seu caminho. Ela ainda trabalha e sempre que posso gosto de ouvir suas histórias - recheadas de bom humor, jogo de cintura e simplicidade - acumuladas ao longo de décadas e assim vou construindo minha própria bibliografia e minhas conclusões. 

um abraço, 

Simara Rodrigues


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Quando secretariar exige jogo de cintura

Eu adoro sentar com amigas de profissão e compartilhar cases da vida real. Sinto-me “normal” quando ouço algumas histórias – umas absurdas e outras hilárias - sobre os bastidores do universo Secretarial. 



Gosto, em especial, de conversar com colegas de trabalho com mais experiência e bagagem. Sempre aprendo e oxigeno meus conhecimentos. Tenho amigas que atuam na área há mais de 30 anos, dá pra imaginar? logo, história é o que não falta. 


Outro dia, sai com três amigas para um chá da tarde. Adoro esse tipo de programa. É quando ficamos à vontade para dar boas risadas e jogar conversa fora. Todas são secretárias executivas e atuam em grandes empresas. Algumas já assessoraram os mais inusitados perfis que podemos imaginar. 

Uma delas era, na época, secretária do diretor de uma grande e renomada empresa. Segundo ela, sua rotina acompanhava a rotina do Executivo, isto é, o dia começava cedo e sem hora para terminar. Organização de reuniões, viagens e atividades de rotina do Profissional de Secretariado faziam parte de suas atribuições. Mas foi num belo dia que ele chegou e pediu a ela o ajudasse em sua separação. Isso mesmo, ele estava separando-se da esposa e solicitou que ela o ajudasse nesse processo. Ela arregalou o olho e disse: “Dr. Fulano, me desculpe, mas eu não tenho como ajuda-lo nesse assunto. É muito pessoal”. Ele praticamente implorou, alegando que ela era a pessoa de sua mais alta confiança e saberia como conduzir a divisão dos bens. 

E foi então que ela partiu para o apartamento do casal, em comum acordo com a esposa que também confiava nela, para separar os objetos de valor (quadros, pratarias, móveis e etc). 

Ela, sempre muito bem humorada, contou essa história, que aconteceu na década de 90, dando boas risadas. Fiquei me perguntando por quantas situações parecidas já passei e sem qualquer bibliografia específica que pudesse me orientar. O que me leva a concluir que situações dessa natureza exigem muito jogo de cintura, maturidade e bom senso.

XIII SEMISEC – Seminário Multiprofissional Integrado de Secretariado

Pessoal, 


Compartilho evento previsto para acontecer entre os dias 12 e 15/08 em Maceió-AL. 


Apresentação

O XIII SEMISEC – Seminário Multiprofissional Integrado de Secretariado da Região Nordeste será realizado pelos Sindicatos das Secretárias(os) dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, com o apoio da Federação Nacional das Secretárias e Secretários-FENASSEC.

O evento tem como Tema Central "Secretariado em Foco: Sustentabilidade da Profissão" e pretende reunir a categoria secretarial para debater e refletir sobre questões de inovação e atuação profissional, visando solidificar a identidade do secretariado, e aprofundar o debate sobre a especialização técnica, para melhoria da performance e excelência no trabalho do secretariado.

A programação do XIII SEMISEC contempla, também, o VI Fórum de Debates sobre Competências Profissionais: Sustentabilidade da Profissão de Secretariado, o V Encontro de Coordenadores e Docentes dos Cursos de Secretariado e Apresentação de Trabalhos Científicos.

Objetivo Geral:

Propiciar espaço para debater questões técnicas sobre a profissão de secretariado, fortalecendo a consciência da relevância desta atividade profissional para a estrutura organizacional, assim como a identificação dos diferencias competitivos do Secretariado para manutenção da alta performance organizacional.
Objetivos Específicos:
Promover o desenvolvimento de talentos profissionais, visando geração e aplicação das competências essenciais, no exercício diário da atividade secretarial, com alta performance;

Uniformizar e melhorar o padrão de qualidade dos serviços secretariais respeitando, obviamente as particularidades setoriais de segmento de mercado e região do país;

Identificar oportunidades de ampliação de atuação, tanto em nível horizontal quanto vertical do espaço ocupacional;

Refletir de como inovar processos de trabalho para atender as demandas atuais de gestão e exigências dos núcleos gestores.

O XIII SEMISEC acontecerá em Maceió-AL, “cidade de motivos para se apaixonar. Das praias às piscinas naturais repletas de peixes coloridos, a beleza da natureza convive em harmonia com a cidade e seus encantos culturais e históricos. Seja pelo clima ou mar perfeito para relaxar em águas mornas e cristalinas, há um fascínio convidativo em Maceió”.


Maiores informações: 



Quando a parceria entre Secretário e Executivo vai além do esperado




Certamente nenhuma palavra consiga ter uma expressão tão significativa no Secretariado como a palavra parceria. 

Particularmente penso que é a partir da parceria construída entre Secretário e Gestor que tudo vai ganhando forma. Isto é, a partir desse conceito surge a compatibilidade de valores e opiniões, lealdade e cumplicidade. Aspectos esses inerentes para a nossa atuação. 

Essa parceria me fez lembrar um dos primeiros Executivos que assessorei. Um ser humano incrível, inteligente, articulado, mas que também era muito vaidoso, o que diga-se de passagem é quase uma regra no mundo corporativo – egos inflados e cheios de vaidades, alguns beirando a arrogância. 

Mas ele era especial para mim. Eu ainda era estagiária quando fui convidada para assessora-lo e durantes anos construímos uma parceria que deu certo. Ele me valorizava e me motivava a seguir sempre adiante. Lembro-me que minhas avaliações, que aconteciam uma vez por ano, eram sempre “acima do esperado” o que me garantia uma promoção anual. Ele, sem dúvida, foi um grande incentivador. É claro que discordávamos em alguns aspectos, mas na maioria das vezes conseguíamos ler os pensamos um do outro. 

Se eu estivesse triste, incomoda ou aborrecida ele era o primeiro a perceber, demostrando assim sua capacidade de gerir pessoas, o que também é regra em algumas instituições, principalmente naquelas tomadas por uma “miopia na Gestão”. O mesmo acontecia comigo. Bastava um bom dia para que “detectasse” seu humor ou um olhar para saber o que ele pensava a respeito de um determinado assunto ou pessoa. 

Durante essa parceria, alguns momentos cômicos ficaram registrados em minha memória. Era muito engraçado quando, durante uma reunião com grandes executivos, ele me orientava a interromper a reunião e informar que o Ministro ou uma autoridade muito importante estava chamando-o. Ele não tinha muita paciência para reuniões longas e cheia de relatórios e falatórios. Segundo ele, essas reuniões eram um tédio e para não “ficar chato para ele” o ideal era que eu interrompesse “em grande estilo”. 

Que situação! Pensava comigo. 

Então eu entrava na sala de reuniões, repleta de executivos, colocava sobre a mesa o bilhete devidamente dobrado com os dizeres: “O ministro fulano de tal solicita sua presença em reunião”. Enquanto eu me dirigia para a porta ele soltava em alto e em bom tom: “Simara, diga ao ministro que estou concluindo uma reunião e já estou indo. Peça ao motorista para encostar”. 

Quando a reunião terminava e aqueles executivos bem-apessoados deixavam o escritório simplesmente nos entreolhávamos e ele dizia: “obrigado querida”. E a vida seguia sem qualquer comentário ou exposição a respeito. 

São situações como esta que me fazem acreditar, de corpo e alma, que Secretariar é uma arte!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"...quando precisar escolher entre ficar sentado e dançar, espero que você dance"

Ontem à noite fui ao lançamento do livro da queridíssima amiga Marcela Brito, que aconteceu na livraria cultura do shopping Iguatemi, Brasília. A propósito, Marcela estava radiante, linda e iluminada. Foi realmente um privilégio compartilhar aquele momento, que tenho certeza foi muito especial para ela, amigos e familiares. 

Além disso, tive a oportunidade e o prazer de conhecer duas leitoras do blog que gentilmente me abordaram. A conversa foi fluindo tão naturalmente que quando percebi lá estávamos falando da profissão e de tantas afinidades. Feliz pelo encontro, torço para que outros contatos aconteçam.  

Entrar na livraria cultura, pra mim, é um verdadeiro exercício de autocontrole. Simplesmente tenho vontade de sair com sacolas e mais sacolas de livros. 


Então, como ainda não posso ter esses ataques súbitos de consumo, aprendi a anotar - a partir de indicações de amigos, revistas e autores – os livros que pretendo ler. E ontem, no lançamento do livro da Marcela, comprei um livro que estava na minha lista: “O que sei de verdade” da Oprah Winfrey. 

Não me lembro ao certo de quem foi a indicação, mas começar esta leitura me trouxe profunda gratidão a Deus. O livro teve origem a partir de crônicas da autora publicadas ao longo dos 14 anos em uma coluna mensal cujo tema central é: “O que exatamente eu tenho certeza, ou seja, "O que eu sei de verdade". A partir dessa indagação a autora aborda reflexões sobre família, autoestima, fracassos, superação, sucesso e relacionamentos. 

Os textos são recheados de histórias e entrevistas com personagens famosos, o que algumas vezes dá vontade de rir e outras de chorar. Enfim, estão valendo uma boa reflexão para mim, ao ponto de sair para almoçar e rezar para que a comida demore para ficar pronta e assim ganhe mais tempo para prosseguir com a leitura. Estou na metade do livro, mas as primeiras páginas já valeram a escolha.

O que eu sei de verdade é que nada acontece por acaso e o momento não poderia ser mais oportuno para receber esse presente do universo. 

Abaixo, compartilho um trecho do livro: 


Na primeira vez que Tina Turner foi ao meu programa, minha vontade era fugir com ela, me tornar uma de suas bailarinas e dançar a noite toda em seus shows. Bem, esse sonho se tornou realidade uma noite em Los Angeles, quando The Oprah Winfrey Show saiu em turnê com ela. 

Após um dia inteiro de ensaios para uma só canção, eu tive a minha chance. Foi a experiência mais estressante, apavorante e empolgante da minha vida. 

Durante cinco minutos e 27 segundos, tive a oportunidade de saber como é botar para quebrar em um palco. Nunca me senti tão fora do meu elemento, do meu corpo. Lembro-me de como estava insegura, contando os passos de dança na minha cabeça, tentando manter o ritmo, esperando a hora de chutar o ar. 

Então, de repente, tive um estalo: Calma, garota, isto vai acabar logo, logo. E, se eu não relaxasse, iria perder toda a diversão. Joguei a cabeça para trás, mandei para o escambau aquilo de passo, passo, giro, chute e simplesmente dancei. URRUUUL! Muitos meses depois, recebi uma encomenda da minha amiga e mentora Maya Angelou – ela havia dito que iria me enviar um presente que gostaria que qualquer filha sua tivesse. Quando abri o pacote, encontrei um CD com uma canção de Lee Ann Womack que até hoje mal consigo ouvir sem cair no choro. A música, que é um testemunho da vida de Maya, tem o seguinte verso como refrão: When you get the choice to sit it out or dance, I hope you dance – ou seja, quando precisar escolher entre ficar sentado e dançar, espero que você dance. 

O que eu sei de verdade é que cada dia nos traz uma chance de respirar fundo, chutar os sapatos para longe, sair e dançar – viver livres de arrependimentos e com o máximo de alegria, diversão e risos. Você pode entrar no palco da vida dançando de cabeça erguida e viver da maneira que sabe que seu espírito deseja ou pode ficar sentado em silêncio contra a parede, escondido na sombra do medo e da insegurança. 

Você tem essa escolha neste exato momento – o único que possui com toda a certeza. Espero que não esteja envolvido demais com coisas que não têm nenhuma importância a ponto de se esquecer de se divertir, pois o instante que vive agora está prestes a acabar. 

Tomara que no futuro você olhe para trás e se lembre de hoje como o dia em que decidiu fazer cada um de seus momentos valer a pena, aproveitar cada hora como se fosse a última. E, se tiver que escolher entre ficar sentado e dançar, espero que você dance.







Boas relações com chefe e colegas tornam funcionários mais engajados


Muito já se disse sobre aspectos em comum entre a relação com a empresa em que se trabalha e um relacionamento amoroso. Muitas vezes, aliás, ambos competem por atenção, e em geral convive-se mais com os colegas de escritório do que com o cônjuge.

Uma pesquisa da Virgin Pulse, do grupo Virgin, realizada com mais de mil empregados dos Estados Unidos e do Canadá, mostra o que eles de fato sentem por seus empregadores e como isso impacta seu bem-estar em geral e seus níveis de engajamento, produtividade e capacidade de manter o foco.

Uma constatação é clara: no que diz respeito a estar engajado, a relação entre o empregado e seu gestor é um ponto chave. A felicidade entre os dois passa pelo apoio que o liderado recebe do líder. Nesse contexto, perto de 60% dos respondentes afirmam que o relacionamento com o empregador impacta seu foco ou sua produtividade no trabalho e 44%, que ele impacta positivamente em seus níveis de estresse.

Mas não é só a integração com o chefe que conta pontos na satisfação com o trabalho. Cerca de 40% dos entrevistados indicaram os colegas como a principal razão por amarem a empresa, um salto de cerca de 30% ano a ano. Além disso, 66% disseram que o relacionamento com os colegas impacta positivamente seu foco ou sua produtividade no trabalho.

De fato, empregados que têm um melhor amigo no escritório estão sete vezes mais propensos a ser engajados e prosperam em suas carreiras 50% mais que seus pares menos conectados socialmente.

Dois predicados relativos a tarefas cotidianas e projetos vultosos são responsáveis por manter a intensidade do envolvimento entre funcionários e empresas, segundo a pesquisa. Em primeiro lugar aparece um trabalho que seja interessante e desafiador, para 53% dos entrevistados — um aumento de 20 pontos percentuais em relação a 2014. Em segundo, com 38% — 16 pontos a mais que em 2014 —, surge a missão da companhia.

No entanto, na comparação com o ano passado, a relação esfriou. Um total de 67% dos empregados dizem amar suas companhias ou não ter grandes reclamações contra elas, o que representa uma queda de oito pontos percentuais.

Por trás desses sentimentos oscilantes está o desequilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Apoiar o equilíbrio entre essas duas facetas foi a iniciativa apontada como maior prova de amor dos empregadores por seus funcionários, e 40% dos empregados afirmaram que gostariam de recebê-la. O benefício que mais gostariam de ter em suas empresas, citado por 44% dos respondentes, são arranjos flexíveis de trabalho, percentual que era de mais de 50% em 2014.

Quando perguntados sobre as principais formas de as companhias demonstrarem que se importam com seus empregados, o apoio ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal foi o mais lembrado, por 35% dos respondentes. A seguir vieram reconhecimento pelas contribuições e pacotes de benefícios, ambos com 27%.

Por fim, a chave para a felicidade no trabalho não é o dinheiro, de acordo com a pesquisa. Manter uma boa saúde, incluindo aspectos físicos, mentais e sociais, foi o fator número um, elencado por 28% dos respondentes. Contudo, 40% elegeram o bem-estar financeiro como o que mais gostariam que fosse alvo de maior preocupação por parte de seus empregadores.

Fonte: 
http://www.valor.com.br/carreira/3903984/boas-relacoes-com-chefe-e-colegas-tornam-funcionarios-mais-engajados


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Quem é chique é chique em qualquer ocasião, inclusive no Carnaval





Para algumas pessoas o Carnaval é o feriado mais esperado do ano. Há quem comece a se programar com tanta antecedência que mal terminou o carnaval já está preparando a folia do ano seguinte. 


É exatamente nessa época que os mais animados sentem-se livres e soltos para ousar, mas é também a época que os excessos acontecem. 

Compartilho da mesma opinião de Glória Kalil: "Quem é chique é chique em qualquer ocasião, inclusive no Carnaval". E para quem compartilha desse sentimento, aí vão algumas dicas que podem contribuir para que você não seja o “sem noção” da vez. 

Ouse com elegância – Tenha cuidado com o nível de exposição do corpo e lembre-se que sua imagem fala muito sobre você. É importante compreender que há uma grande diferença entre fantasia e vulgaridade.

Festa de rua: Tenha bom senso e não saia dançando e batendo nas pessoas como um carro desgovernado. O mesmo serve para as brincadeiras com espuma. Nem todo mundo que está ali quer levar banho de espuma. Banho de cerveja então é o ápice da falta de educação. Respeitar o espaço de cada indivíduo além de educado é civilizado. 


Beba com moderação – Algumas pessoas acham que o carnaval é o último dia de vida e por isso “enfiam o pé na jaca” e bebem sem limites o que para muitos é um passo para se tornar um “mala sem alça”. Quer coisa mais desagradável e do que bêbado chato? Aquele que paquera, que grita, que chora, que cai no chão e que desmaia?

Além da ressaca do dia seguinte você ainda corre o risco de ter um "amigo" para lembra-lo dos vexames que você cometeu, e assim contribuir ainda mais para a sua ressaca moral. Sem deixar de mencionar o risco que é algum conhecido do trabalho assistir a todo este espetáculo.

E se der vontade de ir ao banheiro nada de usar a rua para isso.
Não jogue Lixo na rua - É equivocado o pensamento de que limpeza urbana é um problema unicamente do poder público. Lembro-me com muita clareza do Carnaval carioca invadido no ano passado por uma quantidade absurda de lixo, visto que justamente nesta época os garis entraram em greve, o que prejudicou moradores e foliões. Portanto, faça a sua parte e use as latas e sacos de lixo. São gestos dessa natureza que mostram quão civilizados somos. 

Cuidado com as postagens nas redes sociais – Nada de filmar e postar aquele “mico” do amigo ou momentos de vexame. Brincadeiras têm limites e vale o clichê: Não faça com os outros o que não quer que façam com você. O cuidado também vale para você. Evite postar momentos de sua intimidade. É importante pensar bem antes de publicar. 

Fuja de brigas – É no carnaval que algumas pessoas acham que podem tudo, inclusive desrespeitar os outros. Se algum engraçadinho chegar perto querendo confusão simplesmente saia de perto. Nem é preciso dizer que ser o engraçadinho ou encrenqueiro está fora de cogitação, não é mesmo? 

Se beber não dirija – A sua vida e a do outro é o bem maior, então divirta-se com responsabilidade.

E se você é daqueles que não gosta de carnaval aproveite o momento e escolha outras atividades e programação. Vá para o campo, para o interior, para um retiro, ao cinema ou aproveite para estudar. Nada de aceitar o convite dos amigos e ficar de cara amarrada e resmungando sobre o lugar, a música, as pessoas. Se resolveu participar, seja uma pessoa agradável. Respeitar a opinião dos outros também é educado e fala muto sobre você.

Um abraço e um ótimo feriado :)

Simara Rodrigues 



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O colega que não é tão colega




Costumo dizer que o melhor dos mundos seria trabalhar em um ambiente em que todos os colegas são respeitosos, legais e trabalham pelo bem comum. Mas no mundo real, infelizmente, nem sempre é assim que funciona. 



Prestar atenção em alguns sinais pode contribuir para o convívio diário e poupa-lo de alguns prejuízos e aborrecimentos. O que não significa dizer que você não construirá amizades verdadeiras no ambiente de trabalho, mas é importante saber em quem confiar: 

Tenha muita cautela ao adicionar colegas de trabalho em suas redes sociais. As vezes um simples comentário ou post pode criar proporções gigantescas no trabalho. Uma ex-aluna, certa vez comentou que fez um "desabafo" no facebook a respeito da gestão na empresa em que atuava. Segundo ela, foi algo muito subjetivo. Mas foi o suficiente para que uma “colega” de trabalho queimasse seu filme com a chefe. Resultado: o clima ficou péssimo entre a Secretária e a chefia. 

Algumas pessoas vão se aproximar de você apenas por interesse. Seja para obter informações, privilégios ou para fazer especulações sobre a vida do chefe. Outras pessoas simplesmente vão convida-lo para almoçar para saber “as novidades da empresa”. Até porque umas das atribuições do profissional de Secretariado é trabalhar com informações de toda natureza. E isso desperta o interesse dos curiosos e do fofoqueiros de plantão. 

Por falar em fofoqueiros, tenha cuidado com esse tipo de pessoa. Gosto de fazer a seguinte reflexão: “Se fala de todo mundo por que não falaria de mim?”. Fuja de pessoas com esse perfil. Não vai pegar nada bem um Secretário Executivo com fama de fofoqueiro, afinal, diga-me com andas que direis quem tu és. 

Tenha o pé atrás com aquela pessoa que vive especulando sua vida. Onde mora, carro que possui, quanto gastou na compra do vestido, quanto gastou na festa do filho, para onde vai nas férias. Claro que ter curiosidade sobre um aspecto ou outro é da natureza humana, mas algumas pessoas simplesmente querem bisbilhotar por pura inveja. 

Sabe aquela pessoa que não consegue comemorar o sucesso ou a realização de um projeto do colega porque tudo dela é melhor ou mais importante? Pessoas com esse perfil, além de serem desagradáveis, não têm muito a acrescentar, visto que ela por si só basta. 

Os aspectos acima não significam que todas as pessoas que possuem este tipo de comportamento são ervas daninhas. As vezes pode significar falta de noção ou de educação. De qualquer forma, não custa nada prevenir.

Particularmente, escolho o time daqueles que contagiam e não contaminam. A vida fica muito mais leve! 

um abraço e um ótimo final de semana

Simara Rodrigues 



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Podemos controlar tudo?



Ontem dei boas risadas com uma amiga ao lembrar de um episódio vivido em minha profissão. 


Há alguns anos meu então chefe participou de um Congresso na Espanha e na ocasião solicitou que tomasse todas as providências para a organização de um jantar para uma comitiva que estaria presente no evento. 

E assim fiz. Tomei todas as providências para que o jantar acontecesse - entre elas a escolha e reserva de espaço, escolha do menu e das bebidas. Durante os 30 dias que antecederam ao evento mantive contato com o restaurante e conversei por diversas vezes com o gerente e com o Maître sobre nossas expectativas e a importância desse momento. 

Na véspera do evento, meu então chefe que era muito detalhista e exigente foi pessoalmente ao conceituado restaurante - padrão 5 estrelas - verificar se tudo estava como previsto e previamente solicitado por mim, visto que todas as providências foram feitas por telefone e e-mail. 

Eis que ele liga e com um ar de desespero e diz: “Simara, o Maître é banguela e tem mau hálito”. 

Naquele momento tive vontade de dar uma grande gargalhada, ao mesmo tempo que pensava: Entre todas as orientações e ressalvas que fiz precisava dizer aos responsáveis pelo restaurante que os funcionários deveriam ter todos os dentes da boca? Fiquei sem voz, porque se não fosse trágico seria cômico! 

Afinal, como causar uma boa impressão aos convidados tendo um Maître banguela e com mau hálito? 

Meu chefe, constrangido com a situação, solicitou que contatasse o gerente e resolvesse “o problema”. Mas como? Como abordaria esse assunto com o gerente? 

Foi então que com muita cautela e elegância abordei assunto com o gerente, ratificando a importância do evento. Ele me garantiu que tudo sairia como previsto e que não me preocupasse. 

De fato o evento aconteceu como previsto. Meu chefe me ligou durante o jantar, com voz de riso e disse: “Simara, o Maître está com dentes na boca. Deve estar usando dentadura”. Desta vez não pude me conter e soltei uma longa risada, talvez de alívio ou por não acreditar na situação. 

Secretariar tem dessas coisas: Você vive momentos inusitados, que nem sempre são possíveis prever, mas com uma boa dose de humor e jogo de cintura tudo se resolve! 

Um abraço, 

Simara Rodrigues


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Lançamento do livro "Secretariado Intercultural: como auxiliar empresas e profissionais em negócios no exterior"

Pessoal, 


Não deixem de prestigiar o lançamento do livro "Secretariado Intercultural: como auxiliar empresas e profissionais em negócios no exterior" da autora  e Secretária Executiva Marcela Brito. 

O lançamento está previsto para acontecer dia 10/02, às 19:00 em Brasília, na livraria Cultura do Shopping Iguatemi . 

Tive o prazer de conhecer a autora recentemente e desde então estou encantada com sua leveza, inteligência e profissionalismo. 

Não tenho dúvidas que sua obra será de grande contribuição para o universo Secretarial e fonte de inspiração para que outros trabalhos sejam produzidos. 

Um abraço

Simara Rodrigues



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pelo que eu sou grato hoje?



Costumamos achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. O que significa achar que o emprego do vizinho é melhor, a vida pessoal é mais glamorosa, a situação financeira é mais próspera. 

E assim alguns indivíduos vão se acostumando a este padrão de crença e esquecendo, muitas vezes, de refletir sobre onde começou e onde está agora. 

É tendência humana querer sempre mais, por isso, é tão importante nos darmos conta do que temos e o que construímos ao longo de nossas vidas. 

É claro que nem todos os dias são bons, mas também nem todos os dias são ruins. Por isso, a gratidão é uma importante ferramenta, visto que nos mostra o que realmente é importante e com isso não perdemos o foco e vontade de seguir em frente. 

As pessoas que têm mais coisas podem ser tão felizes quanto aquelas que têm menos. Mas as pessoas que gostam do que possuem têm chances duas vezes maiores de ser felizes do que aquelas que de fato possuem mais. Sirgy, Cole, Kosenko e Meadow, 1995. 

E você? Pelo que é grato hoje?

Um abraço, 

Simara Rodrigues