terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Planejando sua viagem - parte 6 - Berlim

Próxima e última parada Berlim. Apenas 04:45 separam Praga de Berlim e seguindo meu roteiro fui de trem. Há vários horários de partida disponível para embarque. 



Embora os dois países façam parte do acordo Schengen é normal acontecer uma checagem dos passaportes. Portanto, é bom ter o documento a mão. Vale ressaltar que brasileiros não necessitam de visto para entrar na República Tcheca ou na Alemanha.


Visitar a capital da Alemanha, significa visitar a história recente da humanidade. Muitos acontecimentos marcaram o País - guerra, derrota, separação, reunificação, reconstrução e renovação. Berlim é uma mistura de prédios e monumentos antigos e históricos com construções de arquitetura moderna.

Como a maioria dos monumentos e museus estão no antigo lado oriental, o melhor lugar para se hospedar é o bairro central de Mitte - nos arredores das estações Rosenthaler Strasse e Rosa Luxembourg Platz. A estação Alexanderplatz é o maior entrocamento das linhas de metrô (U-Bahn) e trem urbano (S-Bahn) da cidade o que possibilita que você chegue bem rápido aos demais pontos dos dois lados da cidade.

Muito comum na Europa são os “Museum Pass” e em Berlin não é diferente. O legal do passe é que garante a entrada gratuita em dezenas de museus espalhados pela cidade. 

Em Berlim, o Museum Pass é vendido em pontos de informação turística e nas bilheterias dos museus participantes e custa 28 euros para ser utilizado em 07 dias. O Passe diário custa 6,50.

O idioma é o alemão e se quiser falar em inglês procure aos mais jovens. Foram eles quem me ajudaram a comprar meu primeiro bilhete de trem em uma máquina na estação. Como coisas simples podem ser complicadas quando não sabemos fazer! Embora seja algo muito fácil e óbvio, algumas situações parecem coisa de outro mundo. 

De todos os trechos percorridos nessa viagem, Berlim foi a cidade mais barata para comer, hospedar, passear e fazer compras. A moeda é o Euro. 

Viajei por 22 dias. Fiquei, 03 dias úteis em cada cidade, exceto Roma que fiquei 04. Quando digo úteis significa que não considerei o dia de chegada em cada lugar, incluindo minha saída e chegada para o Brasil. 

O voo de retorno foi muito cansativo. Sai de Berlim com destino a Monique pela manhã e ao chegar na 1.ª conexão a companhia não encontrou os dados do meu bilhete para os demais trechos – Lisboa e Brasil. Por isso é importante ter os bilhetes sempre a mão - Minha agenda no outlook sempre está sincronizada com o meu telefone o que facilita muito, pois todos os trechos da viagem estavam inseridos na agenda, afinal, eu trabalho com essa ferramenta - Nem sempre em casa de ferreiro o espeto é de pau (risos). Em Monique as pessoas não tinham boa vontade para falar inglês o que dificultou um pouco a comunicação. 

Algum tempo depois um atendente da TAP, que falava português, apareceu e localizou meus bilhetes. A conexão em Lisboa foi muito próxima do horário de embarque para o Brasil o que me fez correr pelo aeroporto de Lisboa como uma louca. Lembram-se que comentou nos posts anteriores que o aeroporto é enorme? Quando consegui chegar ao portão indicado o embarque havia encerrado. A companhia me orientou a embarcar no próximo voo que aconteceria no dia seguinte. 

Foi então que tive uma crise de choro – hoje lembro-me do ocorrido e começo a rir, mas no dia eu estava uma pilha. Acho que os Portugueses se sensibilizam com o meu choro e por isso consegui embarcar no mesmo voo. Cheguei em Brasília às 06h da manhã do dia seguinte. Após tanta troca de voo e conexões, minha mala foi extraviada e lembro-me que quando a atendente me comunicou eu estava tão serena, tão calma que ela disse: “você é a primeira pessoa que vejo calma após perder as malas”. A esta altura estava tão cansada que só queria a minha casa. De qualquer forma, tudo de valor que tinha eu trouxe na mala de mão. Dois dias depois as malas foram entregues na minha residência. Intactas!

A intenção ao compartilhar os últimos posts é, principalmente, mostrar que viajar para outro país não é um bicho de 7 cabeças como muitos pensam. O ponto de partida é planejar-se, organiza-se, preparar-se e sobretudo relaxar. Se algo não sair como programado, aceite que você não pode controlar tudo. 

Os posts foram apenas um “ensaio”, e as redes sociais podem contribuir muitíssimo para que você programe a sua própria viagem.

Atualmente, há milhares de blogs e páginas dedicados e especializados para orientar e sugerir roteiros que atendem a gregos e troianos. 

Espero que as dicas tenham sido úteis e até a próxima! 

Um abraço, 

Simara Rodrigues







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