terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Paris - A cidade luz

Bonjour pessoal, 


Em continuidade ao post sobre a viagem para Londres e Paris, desembarquei na St Pancras, em Paris  às 10:15. Logo na saída há um fila de taxi. Da estação de trem até o hotel foram 10 min e custou 15 euros a corrida. 

O taxista era muito atencioso e esforçou-se para falar inglês. Cheguei no hotel antes do horário de check-in - que era as 12:00 - mas como o quarto já estava disponível o gerente liberou a entrada. 

Paris, assim como Londres, é um museu a céu aberto. Por isso não se surpreenda se estiver em busca de um simples café e deparar-se com peças históricas que compõem a “decoração” da cidade.

A cidade é dividida em vinte áreas municipais, chamadas de arrondissements e estão distribuídas segundo uma espiral que se desenvolve no sentido dos ponteiros do relógio a partir de um ponto central da cidade situado no Louvre. Isto significa que os números mais baixos correspondem a “arrondissements” mais centrais e os números maiores aos mais distantes do centro.

A escolha pela melhor localização de hotel, novamente, vai depender dos seu gosto e de suas preferências. Entretanto, esteja onde estiver o metrô será o meio de transporte mais eficaz e prático. Portanto, a primeira dica é que você opte por hotéis próximos das estações. 

Nas duas visitas à Paris, me hospedei na Boulevard Saint Michel porque queria ficar próxima de alguns pontos que poderia fazer a pé como a Catedral de Notre Dame, Louvre, Luxembourg e do famoso bairro St Germain des Prés que fica no 6eme arrondissement, às margens do Sena. O bairro é bem movimentado e onde encontramos os cafés e restaurantes famosos como Les Deux Magots, Café de Flore, Brasserie Lipp e Le Procope. No século XX o bairro foi um dos locais mais procurados da vida intelectual e artística da cidade. 

Estive em Paris duas vezes. Uma em 2009 e depois em 2014. Ambas as vezes fui no inverno, cuja temperatura estava entre 5.º e 8.º graus. Paris é exatamente como dizem: respira glamour, com uma gastronomia fantástica que te fará engordar alguns quilos facilmente. 

Não faltam atrações. Se perder e se encontrar em Paris certamente renderão novas descobertas. 

O que mais me encanta em Paris são os pintores e artistas, espalhados pelas ruas, os cafés, os restaurantes, a deslumbrante Catedral de Sacré Coeur e seus museus, é claro. (risos). 

Tive duas experiências distintas ao viajar para Paris. Em 2009 foi a minha primeira viagem internacional e por estar deslumbrada - afinal, mergulhava em um mundo desconhecido e cheio de glamour - fiz um turismo mais capitalista e de consumo. Queria comprar tudo que via pela frente, tudo era uma “oportunidade imperdível” e mesmo em Euro algumas aquisições de fato valiam a pena - Principalmente vestuário e perfumaria. Hoje, talvez pela maturidade, não viajo em busca de consumo, mas de conteúdo, de experiência, de história e de percepções. Costumo dizer que atualmente estou em outra “vibe”. Aos 36 anos tenho buscado outros valores para o meu crescimento pessoal e espiritual - sem fazer juízo de valores. Portanto se a sua praia são as compras, aproveite porque vale a pena. Afinal, o importante é ser feliz. (risos). 

É exatamente isso que é bacana em Paris, você ter o poder de escolha. Se quiser passar o dia fazendo compras não faltarão lugares e lojas e se escolher passar o dia visitando museus e lugares históricos também terá dezenas de opções. Seja o seu destino compras ou história, sugiro que faça a pé. Planeje roteiros para que assim não perca tempo. 

Paris, como todos os lugares da Europa, vende o Day Pass (passse de metrô para um dia) e custa 6,40 euros para as zonas 1-2; 8,55 euros até a zona 3; 10,55 euros até a zona 4 (Versalhes); 14,20 euros até a zona 5 (Disneyland Paris - mas o aeroporto CDG não está incluído) e são vendidos nos caixas de autoatendimento e nos guichês das estações de metrô RER.

Se você optar por visitar os museus, o que sugiro que faça, a melhor opção é o Museum Pass que além de mais econômico dispensa fila da bilheteria. Você só enfrentará fila nos lugares onde há controle de raio-X (Sainte-Chapelle e Versailles) ou quando a entrada é controlada (Torre de Notre-Dame).

Dois dias consecutivos do Museum Pass custa 39 euros; 4 dias consecutivos, 54 euros; 6 dias consecutivos, 69 euros. 

Se pretende visitar apenas um dois museus, é mais barato comprar o bilhete avulso na respectiva bilheteria que custa em média 11 euros. 

Vale ressaltar que algumas exposições, principalmente as temporárias, não fazem parte do Museum pass. Então, verifique antes de adquirir seu bilhete esta informação. 

O passe pode ser adquirido nos centros de informações turísticas, nas Fnac e em museus participantes e terá validade a partir da data descrita na contracapa do passe.

Se está em busca de consumo precisa conhecer às Galeries Lafayette. A Galeria é um prédio, de 5 andares, onde você encontra todas as marcas de luxo do mundo, além de produtos de beleza, joias, lingerie, perfumes, maquiagem, área Gourmet com centenas de vinhos, champanhes, chocolates, comidinhas.....enfim é uma loucura!

Há ainda restaurantes, bares, cafés, sushi bar, para fazer uma pausa e se deliciar com as gastronomia francesa, isso tudo muito bem acompanhado de uma taça de champanhe, por que não? Dá para imaginar tomar Veuve Clicquot por 6 euros? Ok, estou trabalhando o desapego, mas champanhe ainda é o meu calcanhar de Aquiles. (risos). 

As liquidações de inverno acontecem a partir do dia 10 de janeiro e duram 5 semanas. No verão, começam no dia 02 de julho, também com duração de semanas. 

Mesmo que não queira fazer compras, visite as galerias para admirar sua arquitetura, especialmente a enorme cúpula em ferro e vidro, que é belíssima! 

Outro lugar famosos para compras é a Champs Élysées, considerada a avenida mais elegante do mundo, a rua possui marcas como Chanel, Louis Vuitton, Hugo Boss, Dior, Cartier, entre outras e mesmo que não esteja em busca de consumo é um lugar lindíssimo para caminhar e comer super bem. Restaurantes como Chez André, La Maison de La Truffe, e Le Relais de L’Entrecôte e o famoso restaurante do grupo Costes L’Avenue estão localizados na região. 

Dentro do meu roteiro, previamente planejado, estava o Museu do Louvre, um dos mais completos do mundo, repleto de obras de arte, arqueologia e pinturas. O Museu é inspiração para diversos museus europeus e internacionais, além de ser o museu mais visitado do mundo conhecido por obras de importantes artistas. Entre as obras mais procuradas está “La Gioconda” - A Mona Lisa - de Leonardo da Vinci.

Visitar o museu no final do ano é um exercício de paciência. Há fila para entrar, para ver as obras, para comer, para ir ao banheiro. E mesmo com o Museum pass tive que aguardar um tempo para entrar. Sugiro que além do passe compre um guia digital adaptado com informações sobre o museu, que funciona via GPS e oferece vários passeios guiados com voz, além de informação sobre as obras. 

Nesta última viagem não me aventurei pelas filas do Louvre pois queria conhecer o museu de D'orsay, instalado em uma antiga estação de trem no centro de Paris, às margens do Rio Sena. A entrada custa 9€, mas o ideal é comprar o passaporte que dá acesso ao D'orsay e ao museu Orangerie - que fica do outro lado do Rio Sena – localizado no Jardin des Tuileries e custa 14€. A propósito, o Jardin des Tuileries é lindíssimo e um dos mais emblemáticos espaços parisienses. 

O Museu D'orsay abriga uma vasta coleção de importantes obras entre elas obras do impressionismo - movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. São as minhas preferidas. Lá você encontrará obras de Claude Monet (um dos principais artistas do movimento), Auguste Renoir (meu preferido), Edgar Degas, Cézanne entre outros. 

No interior do museu há um restaurante e um café delicioso que você pode almoçar, lanchar ou simplesmente tomar champanhe por valores acessíveis. 

Diferente do Louvre, que as pessoas fotografam as obras, é proibido fotografar no D'orsay e várias são as placas informativas. 

No trajeto de volta para o hotel - que fiz de metrô – havia a divulgação de uma exposição temporária no jardim de Luxemburgo. 

A exposição intitulada Paul Durand-Ruel – Le pari de l’impressionisme começou no dia 09/10/2014 e segue até 08/02/215. São oitenta obras do impressionismo, em homenagem a Paul Durand-Ruel, que foi o grande entusiasta e propulsor da carreira dos artistas impressionistas. A exposição foi organizada pela Réunion des Musées Nationaux e conta com a colaboração do Musée d’ Orsay, National Gallery e do Museu de Arte de Filadélfia. A entrada custa 12€ e algumas obras podem ser fotografadas. 

Depois de 04 dias em Paris meu retorno para Brasília começou com uma conexão em Lisboa. Meu voo saiu do aeroporto de Orly que é bem próximo da cidade. Diferente do Charles de Gaulle - o CDG - maior e mais importante, entretanto mais distante. 

Contratei um serviço de transfer, indicado pelo hotel, que custou 40 euros. Meu voo era às 07:00, logo tinha que estar às 05h00 no aeroporto. Ainda que quisesse ir de metrô não seria possível, pois o horário de funcionamento é a partir das 05:30. 

Cheguei em Lisboa às 08:30 e o embarque já havia começado para Brasilia. Ainda tive que passar pela fila da imigração, dessa vez para registrar minha saída do País e sair literalmente correndo pelos corredores do aeroporto. Geralmente, o portão de embarque da TAP é o 41 ou 42, com isso, haja folego. 

Cheguei em Brasília às 17:15 - horário local. A viagem foi muito tranquila e o melhor, dessa vez minhas malas chegaram ao destino final. Embora estivesse muito "Zen" considerando que os objetos de valor vieram na bagagem de mão. 

Paris é um lugar que você pode e deve visitar várias vezes e em todas as estações do ano. Ainda quero voltar a Paris e desfrutar mais da cidade e de bairros tão singulares que passei muito rapidamente. Não dá para dizer quantos dias são necessários para ficar em Paris, mas se puder, reserve pelo menos 03 dias úteis para conhecer os pontos mais importantes. E não deixe de fazer um roteiro e pesquisar sobre pontos  que são parada obrigatória. 

Para este roteiro, além de livros sobre a cidade, que comprei na livraria cultura, busquei muitas dicas no site http://www.conexaoparis.com.br/ e vários blogs. 

Outros lugares imperdíveis para visitar: 

Torre Eiffel
Praça da Concórdia
Basílica de Sacre Coeur
Palácio de Belas Artes
Palácio de Versalhes



Agradeço a Deus pela oportunidade de conhecer os encantos de Paris. Uma cidade linda, onde paixão se transforma em amor, comida em gastronomia e sonhos em realidade. 

Au Revoir e até a próxima! 


Os 20 arrondissements estão distribuídos segundo a figura abaixo 


A caminho da exposição Paul Durand-Ruel – Le pari de l’impressionisme - logo a frente 


Simplesmente contemplando o Rio Sena 









 caminhar, fotografar e parar para tomar um café e comer um croissant deve fazer parte da viagem 




E durante o café aproveite a rede wi-fi para se localizar. 



E também durante uma parada e outra busque dicas de locais para conhecer 




Catedral de Notre-Dame no final da tarde já totalmente iluminada 


Champs-Élysées no final da tarde


Feira de Natal na Champs-Élysées - Comendo para aquecer!! 



Arco do Triunfo 


 e mais foto....




La Fin du Dejeuner, 1879 - Pierre-Auguste RENOIR


Em busca do melhor macaron do planeta!





Pierre Hermé o "Picasso da confeitaria"



Mapa das linhas de trem - fácil de entender e de se locomover - há mapas disponíveis no hotel e nas estações de metrô





A Disneyland Paris - Vale a pena visitar, embora o complexo seja consideravelmente menor que o Walt Disney World. O que não significa que seja pior. O Disneyland Paris é composto por 2 parques, Disneyland Park, e Walt Disney Studios Park.





Um dos meus pratos preferidos e é um dos grandes clássicos da culinária francesa - Sopa de cebola.




Musée de l’ Armée (Museu das Forças Armadas), mais conhecido como Museu des Invalides





Louvre dia 31/12/2009 - dispensa legenda! 



Louvre dia 31/12/2009 - dispensa legenda!








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