quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dicas de viagem - Destino Londres





“Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes” Dalai Lama



Dediquei Janeiro para postagens mais leves. Então por que não falar de férias, viagens, arte, roteiros e lugares para conhecer?! 


Anteriormente postei algumas dicas sobre minha viagem para Itália, Suíça, República Tcheca e Alemanha. Os próximos serão dedicados a Londres e Paris. 

E seguindo a regra número 1 comecei os preparativos analisando as questões burocráticas e necessárias: passaporte, visto, vacinas, moeda local, câmbio, clima, vestuário, mala, idioma, meios de transporte, passeios, roteiros, compras, lojas, etc.

Sobre o passaporte – Para Londres e Paris é necessário passaporte válido. Sugiro que renove seu passaporte com 6 meses de antecedência a validade – veja como fazer no site da DPF. A boa notícia é que agora os passaportes têm validade de 10 anos e não mais 05 como ocorria até o ano passado. Para nenhum dos trechos é necessário visto, entretanto, em Londres há uma entrevista na imigração para que seu passaporte seja validado. Há quem diga que é uma espécie de visto. 

Vacinas – Não há obrigatoriedade de vacinas, mas ainda assim, sempre tenho comigo meu cartão de vacina internacional, no qual consta a minha vacina de febre amarela – Sugiro que sempre deixe o cartão de vacina juntamente como o seu passaporte. Saiba mais sobre o que é o cartão de vacina internacional e como adquirir no site da Anvisa. O meu, fiz em um posto de atendimento no aeroporto de Brasília – basta levar o cartão de vacina nacional e documento de identificação – é muito simples e não há custos. 

Moeda – Em Londres a moeda oficial é a libra esterlina, mas em inglês chama-se “Pound”. Em Paris a moeda oficial é o Euro. Optei por comprar no Brasil uma pequena quantia de Euros e libras. O suficiente para gastos com transporte, água e “comidinhas” de rua e outras emergências. Sugiro levar notas de 10 e 50 euros – para facilitar o troco. Se tiver um porta níquel, levo-o. As moedas em Londres, ao contrário do Brasil, valem muito e tem grande circulação. Quando menos esperar estará com 30 pounds, o que equivale a aproximadamente R$ 120,00, em moedas. 

Londres é uma cidade cara. Muito cara! Mas simplesmente fascinante e inesquecível. Sabe aqueles lugares que você diz: “Quero voltar” Londres te proporciona esse sentimento. 

Clima – Em Dezembro é inverno na Europa e em Londres a temperatura fica entre 7º e 13º, mas com um sol lindo. Nessa época, o dia clareia tarde e por volta das 16:30 já está escuro. Em Paris, nesta época, é mais ou menos a mesma temperatura e em algumas partes do dia há uma garoa. 

Vestuário – Ao contrário da viagem anterior eu levei pouquíssima roupa. Levei exatamente o que precisava e investi mais em lenços para mudar o visual. Para 10 dias levei 3 casacos, 02 calças, 02 botas – uma de cano alto e outra de cano baixo, 07 blusas “segunda pele” – esquenta e não dá volume, 4 calças térmicas (ceroula) – esquenta e não dá volume, uma luva térmica – usei muito pouco, dois gorros – sinto muito frio na cabeça -  e duas bolsas transversais pequena. 

Levei uma necessarie com xampu, condicionador, hidratante, escova de dente, pente e base – todas em "potinhos" menores para não ocupar espaço. Não levei perfume, afinal, isso dá pra comprar lá e mais barato. Creme dental, desodorante e produtos de higiene prefiro comprar quando chego, evitando assim que tais produtos derramem na mala durante a viagem. 

Se você não tiver roupas térmicas, sugiro que compre em Londres, pois mesmo em Libras é mais barato que no Brasil. Lojas como Primark e Uniqlo, espalhadas por Londres, vendem esse tipo de vestuário por preços imbatíveis. Na primark as pessoas ficam enlouquecidas, porque é muito barato. Você encontra peças bem bacanas por preços inacreditáveis. Dá pra imaginar blusas bem transadas por uma bagatela de 3 pounds?. Impossível resistir. 

Malas – Levei uma mala tamanho médio – dessas que suportam até 25 quilos com rodinhas que giram 360 graus, que foi praticamente vazia. Acho que fiquei traumatiza com Veneza, porque nunca mais viajei com malas grandes. Lembre-se que o cadeado é obrigatório. De qualquer maneira, levei uma malas, dessas que parecem um bolsão, dentro da mala. Assim, se precisasse de um volume extra, lá estava ela. O que de fato aconteceu. Sempre acontece! (risos). 

Mochila – Como de praxe escolho viajar com uma mochila pequena. É muito mais prático pois por diversas vezes você deverá apresentar documentos, bilhetes, voucher e outros papéis. Além disso, alguns itens que não embarco na mala: máquina fotográfica e itens de valor. Como já tive minha mala extraviada, várias vezes, é menos um stress. E é lógico que não pode faltar um bom livro. Atravessar o oceano significa pelo menos 8 horas dentro de um avião. Então, sempre otimizo meu tempo e levo dois livros. Um para ida e outro para a volta. Gosto de levar uma peça extra de roupa e um casaco para a chegada. Embora o serviço de bordo ofereça cobertor e travesseiro leve também uma pashimina, elas ocupam pouco volume e aquecem. 

Idioma – Em Londres o idioma oficial é o inglês. Mas não surpreenda-se se for atendido por um espanhol, australiano, croata ou português. Em Paris o Francês é o idioma oficial.  

Há quem diga que Franceses não são hospitaleiros e não gostam de falar inglês. Na verdade, penso que assim como no Brasil, não se trata de não gostar, mas nem todos sabem falar inglês. Estive em Paris por duas vezes e sempre fui muito bem recebida e tratada. Eles se esforçam para falar, entender e ser entendidos. Em Londres, que virou meu xodó, eles faltam pegar você no colo de tão gentis. Então enjoy yr trip!

Meios de transporte – Metrô é a expressão máxima de civilização Londrina. Estações limpas, pontuais – é lógico, e te levam para todos os lugares. Embora seja a tarifa mais cara do planeta, na minha opinião. Em Londres um trecho de metrô custa 9 pounds e um “day pass” – passe para um dia - custa 9,5. Com esse passe você tem direito a usar todas as linhas de metrô e ônibus.

Passagens aéreas – Também fui de TAP. Gosto do voo que sai de Brasília direto para Lisboa e de lá sigo meu destino. É um voo muito tranquilo. O embarque em Brasília é sempre pontual. Sempre que posso evito Guarulhos.

Uma dica: marque seus assentos com antecedência. As aeronaves das TAP tem os assentos distribuídos da seguinte forma: 2 assentos nas laterais e 4 no meio. 

Cheguei com 2 horas de antecedência ao aeroporto - em cumprimento a exigência para voos internacionais. Meu voo saiu de Brasília às 18:45 e às 06:00 chegava em Lisboa para minha conexão para Londres. 

No desembarque uma comissária de bordo aguardava para direcionar os passageiros ao portão de embarque para Londres. Como em Londres há a necessidade de entrevista para aprovação de visto não precisei passar pela imigração em Lisboa, como costuma acontecer quando faço conexão para outros países da Europa. 

Embarquei para Londres às 09:00 e cheguei às 12:00 no aeroporto Heathrow. Ao desembarcar fui direto para a fila de imigração onde fui entrevistada. Eles fazem perguntas bem objetivas: quanto tempo ficará no País? Onde ficará hospedada? Está a trabalho ou passeio? Viajará para outros países? Por isso é importante levar todos os comprovantes da sua viagem na bagagem de mão como voucher do hotel, bilhetes aéreos e próximos destinos, se for o caso. Em seguida fui para a esteira de malas – essa hora sempre dá frio na barriga (risos) e enfim, férias! 

Como tinha lido sobre o alto custo do taxi em Londres, contratei antecipadamente um serviço de Transfer que custou 70 pounds. Mas o metrô em Londres é bem fácil de entender. Nas estações há mapas com informações de cada estação e sempre há alguém para orientar. Mas como disse nos posts anteriores, opto por usar taxi na chegada e na saída. É uma mordomia que me dou de presente depois de tantas horas de voo. 

A hospedagem em Londres vai depender do seu perfil e gosto. Como não viajei em busca de compras e consumo, escolhi um hotel que tinha certeza que não teria surpresas desagradáveis. Fiquei no Ibis London Blackfriars. O IBIS é aquele tipo de hotel que você sabe exatamente o que vai encontrar. Quartos confortáveis e padronizados, camas limpas, banheiro com uma boa ducha e preço justo. Uma ótima escolha para quem só usa o hotel para dormir. O hotel está a metros da estação do metrô Southwark e próximo de pontos turísticos como: Shakespeare Theater, London eye, Tate Modern e às margens do rio Tâmisa. Agora se a sua praia são compras e burburinho procure um hotel na Piccadilly Circus ou Oxford Circus. 

Para o planejamento desta viagem utilizei muitas dicas dos sites 


Fiquei pouco tempo em Londres, apenas 04 dias (úteis) por isso, quis otimizar meu tempo e aproveitar cada minuto. Nesse sentido, contratei um guia. E foi a melhor decisão. Este guia foi contratado ainda no Brasil. Quem me indicou? O Google. Quem mais teria tantas informações?!. No início tive receio em contratar um serviço pela internet, mas como a página me pareceu séria e confiável, apostei. Fiquei encantada com o Diogo, meu guia. Ele além de Brasileiro, era calmo, gentil e o melhor, é historiador. Então além dos passeios tive um intensivo de história. 

No primeiro dia fui para o interior da Inglaterra, conhecer alguns vilarejos localizados a aproximadamente 250 km de Londres. Durante o percurso Diogo me explicava sobre a cultura, gastronomia local, hábitos e me dava algumas dicas. Conheci vilarejos do Século XIV como Bibury, Bourton on the water, Burford, Broadway, Stratford Uppon, isso tudo contemplando belíssimas paisagens e a riquíssima arquitetutra Elizabetana. Ele me buscou no hotel às 09:00 e às 20:30 me deixou de volta. 

No outro dia fiz, também com o Diogo, o City Tour em Londres a pé. O passeio começou às 09:30. Primeira parada Greenwich - que fomos de metrô. Comentei com ele que tenho verdadeira paixão por mercados municipais, então paramos para tomar café em um deles. Depois seguimos de barco (o bilhete custa 4.20£) pelo Tâmisa para o Tower Bridge, Tower of London, Westminster, Big Ben e London Eye. 

Pedi a ele que me levasse para almoçar em outro Mercado Municipal e lá fomos para o Borough Market. Para quem gosta de comida fresca, de novidades e culinárias do mudo inteiro a parada é obrigatória. 

Após degustar dezenas de comidas, parti para National Gallery, cuja entrada é gratuita. Passei parte da tarde dentro no museu. Tenho verdadeiro fascínio por Museu. Mas nem sempre foi assim. Sou de uma família muito simples e minha mãe, considerando o pouco estudo e a condição de vida, não teve acesso a tipo de informação, por isso, não era um assunto que fazia parte da minha realidade. 

Foi apenas em 2009, em minha primeira viagem internacional, que surgiu a paixão por este mundo. Uma obra que marcou muito foi “As Meninas” pintura de 1656 de Diego Velázquez. 

A tarde terminou com típico chá da tarde inglês e às 19:00 o Diogo me deixou em frente a teatro Her Majesty's onde assisti o Fantasma da Ópera. O espetáculo, que está em cartaz há 29 anos é inesquecível. A troca de palco, os figurinos, as músicas, enfim, tudo é lindo, emocionante e muito bem executado. 

A orquestra, que toca ao vivo, dá uma emoção incomparável. Chorei de emoção, de felicidade e gratidão pela oportunidade. Como tudo em Londres, o preço é um pouco salgado, mas vale muito a pena. Comprei meu ingresso com 4 meses de antecedência, pela internet, o que possibilita escolher bons assentos. Uma observação importante é que para retirar os bilhetes no dia do evento você precisa apresentar o cartão de crédito que a compra foi efetuada. 

Escolhi assentos localizados no Grand Circle, assento C17. Tive uma boa visão do espetáculo, mas da próxima vez escolherei o assento da frente, pois dependendo de quem senta a frente, atrapalha sua visão.  

Os demais dias foram dedicados aos museus e para andar sem destino. Fiquei parte do dia no Museu Britânico. A entrada é gratuita e o lugar abriga nada mais, nada menos que 8 milhões de peças históricas de toda a humanidade. Entre os destaques do museu está a pedra de Roseta, considerada a chave para decifrar os hieróglifos egípcios. 

Às 8h00 embarquei na estação St Pancras em Londres com destino a estação Gare du Nord em Paris. Escolhi a viagem de trem por motivos já expostos aqui no Blog e também porque queria muito fazer a clássica travessia do canal da mancha, que cá entre nós não dá pra ver nada, pois é tudo escuro. Mas ainda assim prefiro andar de trem. 

Comprei o ticket no site da empresa Eurostar pela internet, ainda no Brasil, o que foi muito positivo, pois no dia da entrevista na Imigração de Londres foi um dos documentos que apresentei. Quanto mais próximo você comprar seus bilhetes, mais caro irá pagar. 

Minutos antes da partida é anunciado o número do portão. Então me dirigi para o meu vagão, cuja numeração estava descrita no chão. Dessa vez fui de 2ª classe e não percebi diferença, exceto pelo serviço de bordo oferecido na 1ª classe. Mas se quiser comprar algo para comer ou beber tem um vagão restaurante dentro do trem. Com toda a pontualidade Britânia cheguei em Paris 10h15. 

Outras curiosidades sobre Londres: 

Londres é uma das maiores cidades do mundo - cerca de 8 milhões de residentes;

Há 5 aeroportos internacionais em Londres;

Entre a lista de 10 museus e galerias mais famosos do mundo, três estão localizados em Londres. 

Alguns dos melhores museus gratuitos de Londres ficam em Kensington: Museu da Ciência, Museu de História Natural e o Victoria and Albert Museum;

Tower of London, Maritime Greenwich, Westminster Abbey , Saint Margaret’s Church e Royal Botanic Gardens são tombados pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

O metrô londrino começou a ser construído em 1863.

Londres é considerada um dos destinos mais importantes para os eventos de moda, por sua diversidade. Dificilmente você encontrará pessoas seguindo uma moda ou tendência. As pessoas têm seu estilo próprio e se vestem da maneira como gosta. Não se surpreenda se encontrar, andando pela rua, uma pessoa de pijama de ursinho, ou de pantufas de cachorros. 

Sabe quando nos referimos a alguém educado como um “lord inglês”? Não é à toa. Os Ingleses são altamente educados e gentis. Eles dizem “sorry” para absolutamente tudo.


Os pratos mais famosos de Londres são: Fish & Chips - prato que contém peixe com batatas fritas e Lamb – a tradicional carne de cordeiro.

Ao utilizar as escadas rolantes mantenha-se sempre à direita. Em Londres é comum deixar livre o lado esquerdo da escada para as pessoas que estão com pressa. Certamente se estiver na esquerda ouvirá um "Excuse me" (nada educado). 


Próximo destino: Paris

Por oportuno, compartilho os dados do Diogo Lopes: 


Diogo Lopes
Consultoria em Viagens Internacionais - Projeto Natureza Turismo
UK = +44 7428126807
Brasil = +55 21 39421128
http://www.guiabrasileirolondres.com
http://www.projnatureza.com


Os anos se passaram, mas parece que na região de Cotswolds, pouco mudou. Os vilarejos mantém ares do século passado. 









Bibury e suas casas do século XVI







Bourton-on-the-Water é chamada de "Pequena Veneza" de Cotswolds



Vila Modelo (miniatura da cidade de Bourton-on-the-Water, feita em 1937, em escala 1/9) - Essa foi a casa que mais gostei. Linda não? 


Broadway Tower é uma torre em estilo gótico. É o ponto mais alto de Cotswolds. Do alto da torre é possível ver 13 condados do país e montanhas do País de Gales. Para subir ao topo da torre custa £5. Em cada andar, somando três, há uma mini exposição de arte, cultura e história da torre - construída em 1797. 



Partindo de Greenwich para o Tower Bridge,


A famosa London Eye 



A famosa Pedra Roseta




Museu Britânico



Borough Market e suas variedades - Este aí era um bacalhau tipicamente português 





A parte mais apreciada para quem não come carne vermelha, como eu! 



Lamb - Típico prato inglês









Esta última imagem não é de minha autoria. salvei da internet. Mas este é o interior do Teatro e o andar que fiquei sentada. Durante o espetáculo é proibido a reprodução de vídeos e fotos. 


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