terça-feira, 15 de abril de 2014

Funcionários não deixam más companhias. Eles deixam chefes ruins

Sem dúvida, entre os desafios do líder está inspirar seus subordinados. Fazer com que façam além do esperado. Que sejam motivados, mesmo quando o cenário não contribui. 

Portanto, o verdadeiro líder deve ser inspirador e admirável, afinal "Bons lideres fazem as pessoas sentir que elas estão no centro das coisas, e não na periferia. Cada um sente que ele ou ela faz a diferença para o sucesso da organização. Quando isso acontece, as pessoas se sentem centradas e isso dá sentido ao seu trabalho." (Warren G. Bennis)

O texto abaixo foi publicado no site da Época Negócios e vale a pena a leitura. 

Funcionários não deixam más companhias. Eles deixam chefes ruins


A falta de mão de obra especializada nas empresas, o chamado apagão de talentos, já virou discussão batida. Entre discussões sobre as melhores estratégias para conquistar e reter os funcionários que fazem a diferença na equipe, Timothy Altaffer, presidente da consultoria internacional Axialent, chama atenção para o papel do líder nesse processo.

“Os funcionários não deixam más companhias – eles deixam, na realidade, os chefes ruins. Ou seja, se comunicar efetivamente com seus empregados deve ser uma tática fundamental para a saúde da organização.”

Um reconhecido estudo, o Leadership Quarterly publicado pela Universidade do Estado da Flórida, justifica o raciocínio. De acordo com o trabalho:

- 39% dos trabalhadores disseram que o seu supervisor não consegue cumprir as promessas;
- 27% afirmaram que o seu supervisor fez comentários negativos sobre eles para os outros funcionários ou gerentes;
- 24% indicaram que o seu chefe invadiu sua privacidade;
- 23% disseram que seu supervisor culpava os outros para encobrir erros pessoais ou minimizar a situação.

Tem jeito?
Para Altaffer, a solução vem de uma pergunta bem simples: “O que está faltando aqui para você?”. Entender a razão da insatisfação dos talentos é o ponto-chave para reter um funcionário, quando a questão não é apenas uma proposta salarial melhor. Abaixo, as dicas do especialista na formação de líderes.

- Encoraje os profissionais a compartilhar suas preocupações. Por sua vez, os líderes devem também partilhar as suas preocupações com eles. O diálogo favorece a abertura e o aumento da confiança entre todas as partes envolvidas.

- Trate os colaboradores de forma justa e respeitosa. Eles são os melhores ativos da empresa e precisam saber a importância de suas contribuições para a empresa.

- Honre os compromissos assumidos e esclareça quando não for possível executá-los e por qual razão. Desta maneira, cria-se um ambiente de confiança.

- Um ponto muito importante, principalmente para as novas gerações, é criar um ambiente de aprendizagem, onde o profissional sinta que pode sempre buscar e alcançar todo o seu potencial.

- Os motivos para um profissional buscar um novo emprego são a combinação financeira e a não financeira. O clima do ambiente de trabalho e a possibilidade de crescimento profissional, entre outros benefícios, são os fatores mais avaliados. Tenha isso em mente

- Três fatores mantêm os talentos: o alinhamento dos valores das pessoas com os valores das empresas, a autonomia de decisão e desenvolvimento, e a liderança. Quando um profissional enxerga essas vertentes dentro da empresa, será muito difícil procurar outro emprego.

No panorama geral, as empresas e seus líderes têm dificuldades em tratar as pessoas porque se sentem mais confortáveis em tratar apenas do dinheiro. Mas a partir do momento em que o profissional encontra dentro da empresa “a casa”, no sentido de unir os fatores financeiros e os não financeiros, não há razão de buscar novos rumos. Este é o desafio definitivo.


Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Carreira/noticia/2012/08/ser-um-lider-amado-ou-temido.html


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