terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Gentileza gera gentileza





Uma das experiências mais fantásticas vivenciadas na docência é a troca de conhecimento e afinidade que tenho com os meus alunos. Apesar dos diversos cenários e segmentos de atuação percebo que muitas situações se repetem, independentemente do status social, da escolaridade, de esfera Pública ou privada. 

Ontem, em um determinado momento da aula falávamos sobre a incapacidade de algumas pessoas em serem gentis no ambiente de trabalho. 

Coincidência ou não, estou lendo o livro “A arte de ser leve” da jornalista Leila Ferreira. O livro que foi escrito a partir de entrevistas com diversos personagens, (artistas, doutores, psicólogos, educadores e etc) traz como tema central o desafio de lidar com a questão da felicidade. 

Por meio de considerações teóricas sobre a busca do bem viver e através do olhar e da experiência de vida dessas pessoas a autora nos permite enxergar de forma muita simples o caminho para a leveza. O livro que é dividido em capítulos possibilita uma reflexão acerca de atitudes simples em direção da gentileza, do bom humor, da descomplicação e da convivência.

Para a autora a Gentileza é qualidade de vida. Por um motivo muito simples: a vida é feita de relacionamentos e vive melhor quem tem competência para se relacionar e faz parte dessa competência tratar o outro com civilidade e respeito.

Segundo Leila, o estresse acabou virando uma espécie de desculpa universal para comportamentos injustificáveis. Uma pessoa passa por você no corredor e finge que está ao telefone só para não te cumprimentar, não faz questão de segurar uma porta ou o elevador quando vê alguém se aproximando, se chega em um ambiente não se preocupa em cumprimentar as pessoas. E assim o bom dia, boa tarde, obrigado e por favor vão sendo abolidos da rotina. 

Quem atua na área de secretariado pode perceber esse comportamento de forma mais acentuada, afinal, muitos são os gestores – que deveriam dar o exemplo de civilidade - que tratam as pessoas como invisíveis. Já perdi as contas de quantas vezes me senti “a mulher invisível” quando alguns indivíduos entram porta adentro, sem um simples cumprimento, isso quando não sou obrigada a usar minha bola de cristal para saber o nome e área dessa pessoa. 

O que não invalida o mesmo comportamento por parte de alguns colaboradores que ao passarem pelo corredor, por exemplo, optam pela cara de paisagem ou carrancuda. Isso é claro, até que precisem de algum apoio ou gentileza, aí somos promovidos a querido e meu bem, no meu caso especifico até de “Si”. 

Diante desse cenário é preciso muita cautela e o interesse genuíno em tratar o outro como gostaríamos de ser tratados. É importante perceber que nossa postura não pode ser pautada pelo comportamento grosseiro de algumas pessoas.  

Definitivamente, compartilho da afirmação de Leila Ferreira: Temos que aprender a deixar o "eu" um pouco de lado para conviver com mais generosidade, mais consideração, mais delicadeza. 

Ainda não conclui a leitura, mas até aqui a autora já me conquistou com sua forma simples de encarar a vida!

Simara Rodrigues 

2 comentários:

  1. Simara querida, esse livro deveria ser leitura obrigatória em diversas instituições...
    Nosso mundo e nossa vida, precisam tanto de leitura desse tipo. Obrigada por mais essa dica. Vou procurar adquiri-lo.
    Bjos e muitas saudades de você.
    Zulene.

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    1. Zu, me arrisco a dizer que deveria fazer parte da meritocracia esta habilidade! Penso que todos ganhariam: As Instituições, os gestores, os colaboradores e a sociedade! Espero que goste da Leitura. Depois me conta :) bjão

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