quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Trocando de função por um dia

Quem me conhece sabe que sou "seguidora" dos conceitos e lições de Max Gehringer. Gosto de ler e reler seus livros, porque em cada situação da minha vida tenho a pretensão de achar que aquele texto foi escrito para mim. (risos)

Uma lição milenar que merece atenção especial nos dias atuais. 

Trocando de função por um dia 



TODAS AS CATEGORIAS PROFISSIONAIS TÊM O SEU DIA. É SÓ OLHAR NO calendário para conferir. No mês de março, por exemplo, temos o dia do artesão, o dia do consertador, o dia do meteorologista, o dia do revisor e o dia do vendedor de livros. Nessas datas, os profissionais são justamente homenageados, porque todo mundo merece.

Mas eu trabalhei em uma empresa que tinha um dia que não estava no calendário. Era o “Dia do Outro”. Na verdade, não era um dia, eram vários dias por ano. 

Nesses dias, funcionários de um departamento passavam oito horas executando funções que não eram as deles. Os vendedores iam à fábrica para trabalhar como ajudantes de operador de máquina. O pessoal do escritório passava um dia com um vendedor, tirando pedidos e arrumando prateleiras. A turma de marketing ia fazer lançamentos contábeis, e por aí vai. 

O resultado dessa celebração do “Dia do Outro” era um grande aumento no respeito mútuo. Em qualquer empresa, é comum uma área sair falando mal de outra área, pelo simples motivo de não entender em detalhes o que a outra área faz. 

Para um vendedor, não existe nada mais fácil do que ser operador de máquina numa fábrica, até porque as máquinas fazem tudo sozinhas e o operador só precisa apertar um botão de vez em quando. Um funcionário administrativo, cujo trabalho via de regra é baseado na rotina, não entende por que a venda pode cair de um mês para outro, se todas as condições permanecem iguais. 

Mas o “Dia do Outro” trazia também um aumento na autoestima geral. Quem visitava outra área sempre voltava gostando mais do que fazia, porque o trabalho dos outros parecia mais monótono, menos desafiante, menos cerebral, ou coisas do gênero. 

Finalmente, o “Dia do Outro” aumentava a confiança de todos em todos, porque quem recebia um visitante executava seu trabalho daquele dia com perfeição. E, em qualquer empresa, quando um acha que o outro é bom, todos se tornam ótimos.


(Autor: Max Gehringer)

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