quarta-feira, 3 de julho de 2013

O desafio do Profissional de Secretariado na assessoria de Executivos Expatriados


Por conta da globalização dos negócios, tem sido cada vez mais crescente o processo de expatriação no País. 

Expatriar é a ação de transferir um profissional com ou sem sua família e filhos para outra filial da empresa, localizada em outro país e, obviamente, com outra cultura.

Para o profissional que assume a expatriação um dos grandes desafios é entrar em contato com uma nova cultura e em um mundo que requer novas representações e novos significados. O que significa entrar em um terreno desconhecido onde, certamente, ocorre a não compreensão do novo ambiente. 

Em contrapartida caberá ao Secretário Executivo o desafio de conhecer, recepcionar e entender as necessidades desse profissional. 

Geralmente, com a chegada do expatriado o Profissional de Secretariado será o ponto focal para algumas questões e caberá a ele a gestão e o acompanhamento de alguns detalhes. Vejamos: 

Visto de trabalho - Ao ingressar no País o expatriado deverá requerer o visto de trabalho, que geralmente é de dois anos – podendo variar em cada país e dependendo do tipo de visto. É possível ainda, de acordo com o cargo, que o expatriado receba um visto permanente. Na maioria das vezes, cabe ao RH da empresa tomar as providências necessárias, tais como contratação de despachante, consultoria especializada para locação de imóvel, aluguel de mobília, preparação de documentos para o desembaraço de bagagens e mudança - seja na parte aérea ou marítima -,  abertura de conta bancária, entre outras providências, o que não invalida o acompanhamento e conhecimento por parte do Secretário Executivo. 

Hábitos e costumes – Entre as gafes mais comuns está a mania de tocar as outras pessoas. Segundo especialistas o brasileiro é sempre muito efusivo e se excede na intimidade, o que pode ser uma falta grave em qualquer cultura. Por isso, a dica é respeitar a regra de etiqueta universal que corresponde a um diâmetro de 50 centímetros em volta do corpo e só ultrapasse se o outro assim desejar e permitir. É importante lembrar que esta regra vale para qualquer cultura, inclusive a nossa. 

Coleta de informações – É como se fosse o 1º “dever de casa” do Secretário: coletar o maior número possível de informações. Por favor, não entenda que estou sugerindo que bisbilhote a vida do Expatriado, mas procure conhecer sobre a cultura do País de origem, seus hábitos, suas preferências e restrições alimentares - Se toma café expresso ou chá, se não come carne vermelha - por exemplo, entre outras questões que certamente possibilitarão uma melhor parceria, afinal, nossa missão é facilitar a vida do executivo e nesse 1º momento é necessário o levantamento dessas informações para melhor assessora-lo. 

Educação – Seja qual for a naturalidade das pessoas, a boa educação é a língua universal e todo esforço para nos adaptar é bem-vinda e bem-vista. Afinal, boas maneiras e postura adequada cabem em qualquer ambiente e situação. 

Dress code – Dependendo do cargo que ocupará o expatriado até o vestuário deverá ser observado. O Que isso significa? Ainda que a empresa opte por um estilo mais informal e o novo CEO siga outros padrões de vestuário, bem como de formalidades é aconselhável uma adequação. Nada de querer mostrar que no Brasil é diferente e ele que se adapte. 

Secretariar tem dessas coisas: Somos uma espécie de camaleão, e facilmente nos adaptamos aos novos cenários. Bom, pelo menos é essa a minha dica, até porque no mundo empresarial ainda vale o ditado: em Roma, aja como os romanos

Simara Rodrigues

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