sexta-feira, 13 de julho de 2012

O excesso de comunicação pode ser prejudicial





É sabido que a comunicação é fundamental para o bom convívio, principalmente no momento que habilidades pessoais são destaque no ambiente corporativo. Conviver bem tornou-se uma vantagem competitiva. 

Entretanto, é importante termos consciência dos prejuízos que podem ser causados quando a comunicação é excessiva.

Trabalhar em um pool de Secretários, por exemplo, só funcionará se todos os envolvidos tiverem essa consciência. Caberá, sempre, o bom senso. Saber a hora de "jogar conversa fora", saber respeitar o espaço de cada um e a partir dessa análise, pequenas ações, poderão fazer a diferença. 

lembre-se: Boas cercas, fazem bons vizinhos :) 

Abaixo, matéria publicada no site da revista Você S.A.

A interrupção é uma praga para a produtividade do profissional. Segundo estudos de ciência cognitiva, o ser humano demora em média 15 minutos para restabelecer a concentração após uma interrupção. Hoje, em um ambiente de trabalho em que as pessoas são interrompidas permanentemente por telefonemas, e-mails, comunicadores instantâneos e redes sociais, sem contar as reuniões, manter o foco no que é importante é quase impossível. O resultado da baixa produtividade — estima-se que o excesso de interrupção diminua em 40% nosso poder de realizar — é que estamos entregando um serviço de pior qualidade. E, obviamente, voltando para casa insatisfeitos ao fim de mais um dia de trabalho.

Um novo livro, lançado este ano no Brasil, mostra que a tecnologia da informação é, sim, um grande vilão da produtividade, mas não é o pior deles. Para a advogada e escritora americana Susan Cain, autora de O Poder dos Quietos (Ed. Agir, 352 páginas, 22,90 reais), a arquitetura corporativa prejudica mais a concentração do que as mensagens eletrônicas e a telefonia. Isso porque normalmente trabalhamos em espaços abertos que, intencionalmente, facilitam a convivência, a abordagem e a comunicação. Sim, essas características sempre foram tratadas como um avanço na representação do espaço de trabalho por trazerem um ar de democracia e liberdade. Mas há problemas também, que são pouco discutidos. "Trabalhamos em escritórios com pouco descanso do barulho ou do olhar dos colegas", diz Susan.

A ideia de derrubar as paredes nas organizações é nobre, pelo menos na teoria. Consta que esse modelo de arquitetura foi desenvolvido no Japão, país onde o respeito à hierarquia é maior, e os escritórios de espaços amplos foram uma forma de estimular a interação. A mensagem colou no mundo inteiro, turbinada na crença de diminuir a distância entre o corpo executivo e a base, facilitando o fluxo de informações. Virou padrão mundial. "Sem as paredes, os ambientes de trabalho se tornaram mais ruidosos e caóticos, e as trocas de ideias, mesmo sendo efetivas, passaram a não ter hora para acontecer", diz Emerson Ciociorowski, coach e consultor de empresas. "Em culturas em que as pessoas já têm dificuldade de concentração, como a brasileira, isso é um problema."

O convívio social é importante, mas ficar de papo com o pessoal do escritório pode atrapalhar o departamento todo, e não só seu interlocutor. "Se for conversar sobre questões alheias ao trabalho, vá até o café", diz Susan Cain no livro O Poder dos Quietos. Outra dica: converse com as pessoas em pé, assim você tende a terminar o papo mais rapidamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário