terça-feira, 29 de junho de 2010

Invista você na sua carreira



Você é aquela pessoa que percebe a sua carreira como responsabilidade exclusiva da empresa? Acredita que sua ascensão é uma questão de sorte, ou seja, estar no lugar certo na hora certa? Ou assume a responsabilidade pelo seu plano de carreira, prepara-se, tem consciência que pode fazer escolhas e investir por conta própria no seu desenvolvimento?

Evolução

No passado, a carreira de uma pessoa tinha como característica "vida na empresa", ou seja, quanto mais tempo você trabalhava na mesma instituição, mais você era remunerado e, normalmente, as possibilidades de ascensão eram verticais. Sendo assim, as empresas eram as responsáveis pela carreira dos seus empregados.

Na década de 1980, a descrição de cargos vira moda nas grandes companhias com o objetivo de promover planos de carreira aos seus colaboradores. Mas, como nem todos desejavam e tinham aptidão para assumir um cargo de chefia, surge a carreira em Y que dá a opção de seguir dois caminhos diferentes: ser promovido para um cargo de chefia ou tornar-se um especialista.

Com a globalização, o advento das novas tecnologias e as mudanças incessantes e constantes que vêm afetando o ambiente empresarial desde a década de 1990, surge a necessidade de adaptação a tais fatores por parte das empresas e dos profissionais. Diante disso, o lema vira "empregabilidade" (palavra que vem do inglês Employability), e significa o conjunto de conhecimentos, habilidades e comportamentos que tornam um profissional preparado e importante não apenas para a empresa em que atua, mas pra qualquer companhia que tenha a necessidade de contratá-lo.

E hoje?

Atualmente, quem compete no mercado de trabalho, investe por conta própria na formação, negocia seu talento com mais desenvoltura e assume total responsabilidade pelo seu plano de carreira independentemente da empresa em que trabalha. Esta é a aplicação, na prática, do conceito de carreira sem fronteiras, descrito há alguns anos pelo professor britânico Michael Arthur.

Invista no autoconhecimento

A parte mais importante, desafiante e constante no desenvolvimento profissional é, sem dúvida, conhecer a si mesmo, reconhecer os seus valores e ter conhecimento dos seus talentos. Caso contrário, o profissional poderá cair em armadilhas quando se executa um trabalho que demanda pouco dos pontos fortes e muito dos pontos fracos. Outros riscos da falta de conhecimento próprio são a perda de foco e a visão limitada das possibilidades.

Explore todas as oportunidades

Boa parte das pessoas ainda se limita a orientar as suas carreiras apenas considerando o organograma e plano de cargos e salários da empresa em que atua. Procure explorar oportunidades dentro e fora da empresa em busca de tendências e de opções alinhadas com seus objetivos.

Seja estrategista e crie objetivos que dependam de você

É imprescindível ter metas definidas com prazos para serem alcançadas. Porém, tome cuidado ao definir que em 3 anos você tem como objetivo alcançar o cargo X, pois esse é um referencial externo que depende de terceiros e você corre o risco de se frustrar. Sugiro que tenha como objetivo principal algo que dependa única e exclusivamente de você. Responda a pergunta: "Como posso estar mais realizado profissionalmente daqui a 2, 5 ou 10 anos?". Em seguida, trace objetivos secundários que, neste caso, podem estar relacionados a assumir a liderança da equipe y na empresa A.

Foque na ação para alcançar a realização

Os objetivos definidos serão possivelmente alcançados quando você traçar um plano de ação consistente. Crie "mini metas" para serem alcançadas e especifique quais serão os indicadores de sucesso. Para isso, responda a pergunta: Como saberei que estou alcançando meus objetivos na carreira?

Monitore, comemore e mude se for preciso

Revise, constantemente, o seu plano de carreira verificando se os indicadores de sucesso estão sendo alcançados e, em caso positivo, comemore. Esteja aberto aos resultados e, se for preciso, mude.


FONTE: Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA. Ministra palestras e treinamentos focados no desenvolvimento humano, abordando temas como: coaching e liderança, gestão e trabalho em equipe, motivação e vendas.  www.carloscruz.com.br

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Executivos Jurássicos???


Você é contemporâneo?


Há dois anos tive o prazer de interagir com Washington Olivetto na gravação de um programa de TV que eu apresentava. Para minha surpresa, um dos mais geniais publicitários do mundo não tem sala. Sua mesa fica no meio de um espaço enorme, sua secretária tem a mesa quase em frente à dele e outras áreas da empresa funcionam ao seu lado. Sem firulas: Ele está ali, disponível a todos os funcionários, fornecedores e parceiros de sua agência.

Essa prática é antiga no Bradesco. Faz anos que todos, do presidente ao diretor, trabalham em uma mesma sala. E estes são alguns dos exemplos de empresas que pregam – e praticam – transparência, simplicidade e modernidade em suas ações. Participei recentemente do processo de preparação de um grupo empresarial para a mudança física da companhia e soube que muitos funcionários estavam ressentidos por perderem suas salas e terem de aprender a dividir o espaço na nova sede.

Conheço executivos que ainda hoje dependem das secretárias para responder ao e-mail de um amigo. Ser analfabeto digital nos dias de hoje é tão impensável quanto não ter consciência sobre problemas climáticos que acontecem em nosso planeta.

Outros tantos seguem de olhos fechados à modernidade, sobrecarregando secretárias e demais subordinados com funções que deveriam ser cumpridas por eles mesmos. Por exemplo, contas e compras pessoais, solução de problemas domésticos – quem não tem competência para gerenciar sua própria vida não terá validada sua competência para gerenciar pessoas. Se esse tipo de executivo acha que pode usar um profissional pago pela empresa para cuidar de suas próprias coisas, não terá autoridade para reclamar de um membro da equipe que também faz uso de coisas da companhia em proveito próprio.

A bolsa da moda, o carro do ano e a gravata absolutamente up to date não tornam as pessoas mais modernas – somente ressaltam o quão jurássicas elas são! Assim, sugiro a todas elas que mudem rapidamente. Ou o mundo corporativo vai tratar de aposentar essas pessoas antes do tempo e de forma compulsória.

FONTE: (Célia Leão – Artigo publicado na Revista Você S.A. ED. 143 – Maio/2010.)

Utopia????

domingo, 6 de junho de 2010

Inglês de Harvard


Saiu na revista Veja desta semana: 

"Para atrair alunos interessados em ter um inglês mais apropriado ao mundo dos negócios, a Wizard fechou um contrato com a Havard Business Publishing. Pelo acordo, a rede de Carlos Wizard passará a oferecer um curso certificado por essa Instituição americana. Ele terá provas e material didático elaborado por Harvard. A expectativa é que o programa, 50% mais caro que o convencional, atraia 100 000 estudantes"

fonte: Revista veja - edição 2168 - 9 de junho de 2010.