quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Afinal, sabemos qual é o perfil do profissional de Secretariado?




Atualmente estou lendo o livro Mais Tempo Mais Dinheiro dos autores Gustavo Cerbasi e Christian Barbos. O livro que aborda estratégias para uma vida mais equilibrada, ressalta a importância de fazermos parte de redes sociais como, por exemplo, twitter, orktut etc. 

Como boa leitora e curiosa que sou resolvi seguir o conselho e abri uma conta no twitter. Aos poucos estou “seguindo”algumas pessoas. Em certo momento digitei a palavra chave “Secretária”o que me fez chegar a uma página cuja biografia diz: Espaço dedicado às secretárias. Sabemos que sem nossa dedicação e conhecimento, o sucesso de muitos executivos estaria ameaçado. Nosso networking é aqui!”. 
Pensei: “Excelente! Aqui terei acesso à notícias sobre minha profissão, cursos e assuntos RELEVANTES. 

Mas, para minha surpresa ao observar os sites seguidos pela página parei de contar na 52°. Por que? Simplesmente porque não havia nenhuma página de notícias, reportagens, cursos, curiosidades, mas sim, relacionados a beleza. (doce beleza, diário da beleza, beleza store, salão de beleza, chá de beleza, fonte de beleza, loja de beleza). Como assim???? E as notícias? cursos? palestras? Curiosidades?

Afinal, sabemos realmente qual o papel e o perfil do Profissional de Secretariado? 

Há aproximadamente uma década acreditava-se que a profissão de Secretariado seria extinta, porém muito longe da extinção surgia um profissional multifuncional, pronto para enfrentar os desafios que vieram junto com a globalização. 

Acredito que o destino dessa profissão é trilhada pelos caminhos do conhecimento e geralmente está atuando ao lado de quem tem uma posição de poder na hierarquia organizacional. Limitar este profissional, que gradativamente vai ocupando seu espaço no mercado de trabalho, apenas a aparência é no mínimo um retrocesso aos tempos em que a Secretária era vista como enfeite ou motivo de ostentação. 

Possuir formação acadêmica, conhecimentos em línguas, informática, administração, planejamento, comunicação, liderança, marketing, finanças, psicologia, técnicas secretariais também faz parte desse perfil.

Certamente não serei uma “seguidora” da página. Até porque sobre dicas de beleza eu prefiro seguir Glória Calil que infelizmente ainda não está no twitter.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Geração Y




Os Y voltam à pauta em 2010

A geração Y, dos jovens nascidos a partir de 1980, tem ocupado boa parte do noticiário relacionado aos temas de liderança e gestão. Ainda é cedo para dizer se o espaço dedicado a eles na imprensa e no mercado editorial será maior em relação às gerações que os antecederam. À exceção, claro, fica por conta dos babyboomers, os nascidos nos anos que se seguiram a Segunda Grande Guerra Mundial. A literatura que trata sobre o impacto dos babyboomers no mercado de trabalho (e na cultura de forma geral) é bastante extensa.

A geração Y traz uma gama de novas competências e um jeito novo de encarar a vida dentro das empresas. Com a maior exposição dos Y, no entanto, vieram também as críticas. Muitos dos executivos de RHs com quem conversamos têm calafrios quando essa expressão, geração Y, é mencionada durante um bate-papo. Muitos dos RHs são críticos ferrenhos do comportamento da nova geração de profissionais e dizem que se trata de pessoas mimados, que cresceram num ambiente econômico mais estável e previsível (portanto, não sabem lidar com períodos de contingência), num ambiente familiar cheio e regalias e poucos “nãos”. Quando esses jovens chegam às empresas, dizem muitos executivos mais experientes, eles têm dificuldade em lidar com (e até de entender) a complexidade de interesses que fazem parte do universo executivo. Claro, há outras fontes de rusgas entre esses dois públicos (para ficarmos apenas nos RHs). Uma delas que estressa os profissionais de recursos humanos é o senso de tempo. Os jovens do pós 1980 também foram criados no ambiente virtual da internet, onde as coisas se resolvem em segundos (pelo menos agora com o advento da banda larga).

Eles são o que se chama de nativos digitais. Para eles o senso de tempo é diferente. Um problema posto a mesa deve ser resolvido o quanto antes e sem grandes reviravoltas - uma qualidade necessária nos tempos atuais. Para os mais velhos que estão acostumados a seguir toda a liturgia da hierarquia corporativa (que cá para nós, empresas que ainda operam dessa forma estão fadadas ao insucesso) isso soa como uma afronta.

Nos últimos dias me pedarei com duas fontes diferentes, uma presidente de empresa no Brasil e um headhunter americano que acaba de abrir escritório em São Paulo, cujas falas tratam dos Y e externam percepções similares sobre eles. Achei as opiniões curiosas pois sintetizam o pensando de muitos profissionais mais seniores. Vamos a elas.

1) Marise Barroso, presidente da Amanco, do setor de autopeças (sua fala foi publicada na edição de dezembro da VOCÊ S/A): . “O que sinto falta nos jovens é humildade para aprender. Hoje, a geração mais nova está muito acelerada, querendo alcançar posições altas de forma rápida, sem dar tempo para ter experiências. É claro que os jovens devem ter ambição, mas isso pode ser feito de forma menos veloz, buscando mais profundidade no aprendizado”

2) David Nosal, caça talentos com 20 anos de profissão e passagens pela Korn/Ferry e Heidrick Struggles (veja entrevista completa com ele na edição de janeiro): “O que muitos jovens não parecem ter é a capacidade de ouvir e entender verdadeiramente o que está acontecendo ao seu redor. Alguns gostam tanto de falar que acabam não ouvindo os comentários e as questões que estão sendo feitas sobre aquele projeto. Chegam com uma ideia praticamente pronta e não abrem para discussão.”

Em 2010, os Y vão continuar na pauta das discussões sobre liderança e gestão. Isso por que eles estão assumindo cada vez mais postos de comando e impondo novos desafios ao atual establishment. Por outro lado, há uma pressão saudável sobre os jovens para que revejam alguns de seus (pré) conceitos.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/blog/conversadecorredor/secao/carreira/

A Feminilização do mercado de trabalho



A primeira edição do ano da revista britânica The Economist traz reportagem de capa mostrando o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho mundial. Segundo a reportagem, o crescimento do setor de serviços (em que as mulheres competem em pé de igualdade com os homens) e a diminuição da importância do setor de manufatura/industrial (em que as mulheres competem por um emprego em desvantagem em relação aos homens) são os principais fatores que impulsionaram a ascensão feminina à força de trabalho nas últimas décadas.

Claro, há outros fatores. Na Era do Conhecimento o diferencial competitivo na hora de conseguir um emprego passou a ser a inteligência e o conjunto de competências demonstradas em um currículo ao invés da força bruta e resistência física necessárias para se trabalhar nos sweat shops do inicio do século passado. Como os indices de escolaridade no ensino médio e superior são muito maiores entre as mulheres, elas ganharam a atenção dos empregadores, principalmente daqueles que detém posições que exigem profissionais mais qualificados.

No Brasil, analisando os dados do IBGE, observamos o mesmo crescimento da participação feminina reportado pela The Economist. Entre 1976 e 2002, houve um acréscimo de 25 milhões de mulheres no mercado. Em 1976, 28 em cada 100 mulheres trabalhavam, adentramos o novo milênio com a metade das mulheres trabalhando ou procurando um emprego – é na região Sul onde se verifica a maior taxa de atividade feminina. Nos Estados Unidos, mostra a reportagem da The Economist, as mulheres já representam 51% da força de trabalho.

Se consideramos os salários pagos para o mesmo cargo e a taxa de emprego por gênero, as mulheres ficam atrás dos homens em ambos os indicadores. Em outras palavras, os homens ainda têm maior empregabilidade e ganham mais. Em algumas carreiras com alta demanda atualmente como engenharia e ciências da computação, as mulheres são minoria – nos Estados Unidos, por exemplo, elas representam 20% dos formandos nessas áreas (o percentual por aqui é certamente menor).

A presença feminina nos quadros de liderança, presidência, diretoria e conselho de administração, também é pequena. Mas as políticas de diversidade que vem sendo promovidas pelas empresas e a ascensão de mais mulheres ao posto de presidente deve mudar esse quadro dentro de pouco tempo. No Brasil, as filiais da Johnson & Johnson (setor de beleza e saúde), Genzyme (farmacêutico) e Standard & Poors (rating) são comandadas por mulheres. Entre as nacionais, a Amanco (automotivo) e o laboratório Sabin (farmacêutico) também têm na presidência mulheres.


Fonte: http://vocesa.abril.com.br/blog/conversadecorredor/

domingo, 17 de janeiro de 2010

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE UMA SECRETÁRIA













- O título do livro? Claro que já escolhi...: Memórias Póstumas de uma Secretária. – Enfatizou Luiza, enquanto ouvia os risos da pequena platéia que estava a mesa. Eram ao todo cinco amigas que naquele intervalo para o almoço, trocavam ideias sobre a árdua profissão do Secretariado. 


Luiza, a mais velha do grupo e prestes a se aposentar, havia decidido escrever sobre a sua experiência profissional, e em primeira mão, confidenciava às amigas detalhes do seu projeto. O título foi imediatamente aprovado e ideias foram apresentadas mesmo antes do cardápio ser servido. E naquele momento, experiências, sucessos e frustrações foram colados à mesa...

Secretariar é uma arte!

Ao longo do tempo, principalmente com a chegada da globalização e dos avanços tecnológicos, o profissional de Secretariado Executivo foi desafiado a incorporar em seu perfil a capacidade de multifuncionalidade.

Somente um secretário sabe o quão exaustivo é ser intuitivo, proativo, criativo, cúmplice, discreto, gestor de conflitos, gestor administrativo e financeiro, muitas vezes um pouco psicólogo, ouvinte, confidente, sem deixar de mencionar a necessidade que há em conhecer o negócio, a missão, os serviços prestados, o quadro de pessoal, ou pelo menos, TODO o corpo dirigente da empresa. 

Nada mais surreal do que simultaneamente atender as chamadas de clientes, digitar um documento e ouvir o colega que pára em frente a estação de trabalho em busca de apoio. E as especializações? Atualizações? Curso de línguas? E as novas regras do nosso português? Tarefa realmente árdua.

Profissão admirável! Este profissional há de ser otimista e sempre pronto para novos desafios, com um dom divino para administrar oscilações de humor do chefe, bem como conciliar seu trabalho e vida pessoal.

O Sucesso? Será consequência de toda dedicação e vocação que o cargo exige, por isso vale lembrar que a profissão de Secretariado Executivo só deverá atrair profissionais decididos e comprometidos com o trabalho. Disso Albert Einstein também sabia : “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.

Cara Luiza, bagagem suficiente para publicar suas memórias? Não duvido que você a tenha. Mas que tal o título “Memórias de uma secretária bem sucedida”